Tahereh Mafi - Liberta-me (Estilhaça-me #2)

Liberta-me
Título: Liberta-me
Autor(a): Tahereh Mafi
Editora: Novo Conceito
Gênero: Distopia
Nº de Páginas: 444
Ano: 2013
Avaliação: 
Skoob
Liberta-me é o segundo livro da trilogia de Tahereh Mafi. Se no primeiro, Estilhaça-me, importava garantir a sobrevivência e fugir das atrocidades do Restabelecimento, em Liberta-me é possível sentir toda a sensibilidade e tristeza que emanam do coração da heroína, Juliette. Abandonada à própria sorte, impossibilitada de tocar qualquer ser humano, Juliette vai procurar entender os movimentos de seu coração, a maneira como seus sentimentos se confundem e até onde ela pode realmente ir para ter o controle de sua própria vida.

Liberta-me é o segundo volume da trilogia distópica Estilhaça-me (leia a resenha do primeiro aqui), que nos apresenta à solitária perigosa Juliette Ferrars, uma garota de dezessete anos com um toque literalmente letal. No primeiro livro, Juliette está confinada numa prisão, sem tocar em outra pessoa há aproximadamente 264 dias e culpando-se pela morte acidental de um garotinho. Este pequeno mundo de quatro paredes é abalado com a chegada de Adam, o único capaz de tocá-la sem se machucar. Poupando detalhes, Juliette e Adam em algum momento conseguem sair dali apenas para se depararem com um mundo injusto cruel dominado pelo Restabelecimento, organização que visa o bem próprio e deixa os civis viverem à própria sorte. Juliette pensou que enfim estaria livre, mas só saiu de uma prisão fria para ingressar noutra mais luxuosa quando Warner, um dos líderes do Restabelecimento e uma das pessoas mais desprezíveis que a moça já teve o desprazer de conhecer, a transforma no seu brinquedinho pessoal.
Adam e Juliette conseguem bolar um plano para escapar do quartel e chegar ao Ponto Ômega, uma base subterrânea repleta de pessoas com dons sobrenaturais como ela, e que preparam-se para uma grande revolução visando derrubar o autoritarista Restabelecimento. Em Liberta-me, as chances de um final feliz para o casal são parcialmente aniquiladas quando descobre-se o real motivo por trás da imunidade de Adam ao toque de Juliette. Ela não quer machucá-lo, e contra sua própria vontade exige um tempo separados. Mas este tempo pode custar o relacionamento dos dois, principalmente quando Juliette se vê refletida em Warner, o mesmo que a manteve em cativeiro antes e que, de alguma forma, é tão parecido com ela em tantos aspectos. Um triângulo amoroso se forma em meio à ameaça de uma iminente batalha, e Juliette precisa fazer duras escolhas se quiser salvar o que resta do mundo em que vive... E os homens que ama.
"É o beijo dos beijos que nos faz perceber que o oxigênio não é tão importante quanto dizem." - Juliette
Eu realmente não sabia o que esperar de Liberta-me depois de ler o conto intermediário Destrua-me! Já tinha um final específico esboçado na minha mente que tinha certeza absoluta que a autora seguiria, mas isto foi antes do Warner se mostrar tão humano e este imprevisível triângulo amoroso surgir! Como a Juliette era extremamente sensível e até mesmo fraca no primeiro livro, também já tinha antecipado suas decisões, e qual foi a minha surpresa quando a ex-chata resolveu adquirir independência própria e se tornar mais rígida e impiedosa perante as situações? Eu realmente pensei que ela não fosse dar aqueles tiros! Rs. A escrita de Tahereh continua impecável e ágil, com vários recursos e malabarismos visuais que retratam os sentimentos conflitantes da protagonista e deixam o leitor quase saltando páginas para descobrir o que vem em seguida! Se sou Team Adam ou Team Warner? Realmente não sei!! Só torço para que a Juliette continue tomando decisões maduras, que aquele abominável Anderson receba o que merece no fim, e, claro, que a capa nacional do terceiro seja mais bem trabalhada!! Rsrs.
Não sei se vocês prestaram atenção, mas exagerei nas frases tachadas na resenha. O livro é cheio deste recurso visual, e achei super interessante, por isto resolvi usar aqui também. ;)