Mostrando postagens com marcador Redenção. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Redenção. Mostrar todas as postagens

Lívia Lorena - Redenção

RedençãoEditora: Dracaena
Nº de Páginas: 454
Ano: 2012
Avaliação: 
Skoob
Ruby é uma moça de vinte e poucos anos que tem um futuro normal e com boas expectativas. Vivendo com sua família no coração de São Paulo, ela nunca imaginou que se tornaria o centro de uma guerra que já perdura séculos. Após um incidente comum aos noticiários, ela se vê banhada num mar vermelho sangue que insiste em puxá-la cada vez para mais fundo, onde um vazio negro cheio de desejo e ânsia por dor e sofrimento clama por seu nome. Ruby. Ela não sabe como sua vida deu tal guinada, não entende as razões de ter sido jogada em um mundo onde a sede por sangue grita silenciosamente em seu peito, nos momentos em que ela mais deseja estar em paz. Há uma guerra sendo ocultada pelas manchetes de TV. Há muito dinheiro e poder em jogo e Ruby percebe que sozinha não terá chances de encontrar as respostas que procura, mesmo que elas estejam dentro dela, fluindo em suas veias. Ela acredita que tudo está perdido, mas quando surge na sua escuridão Aaron, seu zeloso companheiro, Ruby percebe que mesmo nas mais terríveis situações, existe espaço para a felicidade e para a devoção que só o sangue é capaz de conferir.

Lívia Lorena: Entrevista com a autora


Oi, gente!!
Como vocês sabem, não escondo minha paixão por livros com temática sobrenatural e etc, embora obras do gênero estejam me tirando do sério ultimamente. Mas é claro que ainda existem aqueles livros pertencentes à seleção literária que estamos praticamente matando para ler!! E Redenção, da simpática Lilo, é um desses!
Confiram a seguir uma entrevista exclusiva que a autora forneceu ao JFT!
* O texto original não foi alterado para preservar a integridade da entrevistada.


Como surgiu a ideia para Redenção e como foi a escolha de nomes e características de personagens, bem como a decisão da ambientação da história? Nos conte mais a respeito de seu fictício mundo:
"Bom, a ideia surgiu basicamente de fragmentos de textos, onde eu escrevia frases e palavras que pudessem um dia, juntas, se transformar em algo mais concreto. Como eu trabalhava fazendo viagens pelo estado de SP, costumava andar sempre com papel e caneta, para que durante as viagens – que chegavam a durar mais de 3 horas de carro – eu pudesse escrever o que minha mente captava. Eu passava por paisagens bucólicas lindas, que me deixavam cheia de inspiração, era aí que minha mente mais funcionava. Outra coisa que desde o início eu já tinha na cabeça, era que a cidade seria SP e não uma ficcticia, pois eu queria que o leitor conseguisse se localizar, ter uma ideia de que os locais apresentados no livro são reais. Os nomes, foram surgindo aos poucos, sendo que o primeiro dele foi Ceci. Logo depois veio o nome do Nestor e mais tarde, já com o enredo desenvolvido, vieram os nomes do Aaron e da Ruby. Fiz uma pesquisa para saber o significado de cada um e por incrível que possa parecer, eles caíram como luva, em todos os casos."
Porque o singular título Redenção?
"Eu digo que não fui atrás do nome Redenção, ele que veio atrás de mim. De verdade! Eu nem tinha pensando em nome, nem nada, quando do além o nome surgiu na minha cabeça em meio a um monte de outras coisas. Eis que eu, apesar de saber o significado da palavra, fui procurar mais sobre o significado dela em religiões distintas e o nome caiu como uma luva também, expressando completamente o que o livro trás como mote."
Você acha que autores brasileiros, devido à grande emersão de livros infanto-juvenis sobrenaturais americanos nas estantes nacionais, criaram uma espécie de aversão a seus escritores conterrâneos? Se sim, você acha esse preconceito “justificável” ou não?
"Vou ser bem sincera que quando comecei com o Redenção, tive medo de sofrer muito pré- conceito(assim mesmo), justamente pela quantidade avassaladora de livros de outros mercados aqui no Brasil, mas hoje eu vejo e reconheço, que há espaço pra todo mundo e que temos muitos, muitos leitores que não julgam um livro por sua nacionalidade, achando que o produto interno jamais chegará a ser tão bom ou melhor quanto um livro estrangeiro. Tenho provas reais de histórias que fazem frente a qualquer grande livro de fora e acho que devemos, todos, prestar mais atenção no que tem sido lançado no mercado brasileiro."
A respeito de outro tipo de preconceito, com relação à novas obras vampíricas, condenadas a serem “cópias” desde o surgimento de livros como Crepúsculo e Diários do Vampiro, você alguma vez já sofreu e/ou deparou-se com algum caso semelhante?
"Por incrível que possa parecer ainda não, pelo menos que eu tenha conhecimento. Redenção é bem diferente de Crepúsculo e Diários do Vampiro. Mas vamos concordar que nem o meu, nem os livros de vampiros mais recentes, são um poço de coisas originais, sempre temos algum resquício de algo que lemos e que vimos. Impossível esperar algo 100% novo hoje em dia, em todos os sentidos. Quem nos garante que em algum lugar já não havia uma história como Crepúsculo ou VD e ninguém sabia? Acho isso muito relativo, eu li Crepúsculo e não foi o meu melhor livro, mas li a série toda... leria outro livro parecido, antes de julgar ou criticar, porque cada cabeça tem um modo diferente de pensar."
Seus vampiros assemelham-se a outros de outras histórias ou têm características inéditas?
(SPOILER) "Meus vampiros se assemelham mais aos vampiros tradiocionais da Anne Rice talvez, mas ainda assim, eles possuem suas particularidades. Como exemplo: o vampirismo é tratado como uma espécie de vírus que surgiu do sangue da Ruby, que é a única vampira nascida dessa forma. Ela não foi mordida, nem sua mãe foi mordida, ela simplesmente nasceu desse jeito, com o DNA modificado. Por esse motivo ela tem outras caracteristicas singulares. Meus vampiros não precisam de convite para entrar na casa de ninguém, não dormem em caixões e não são capazes de ler mentes, de virar fumaça e afins. Eu quis deixá-los o mais próximo possível do que é ser humano. Em contra partida eles são velozes, fortes, agéis, de sentidos aguçados, como quase todos os vampiros da história. Para ler mais curiosidades de Redenção, eu fiz uma revistinha: http://www.bookess.com/read/11300-revista-redencao/. Vale a pena pra quem quer saber mais, dar uma conferida!"
Se você fosse a Ruby, sua protagonista, qual sedutor vampiro escolheria? (Assumindo que há um triângulo amoroso):
"O Aaron com certeza!"
Você têm planos de escrever novos livros que não sejam a respeito do tema vampiros num futuro próximo?
"Sim, tenho dezenas de ideais para livros que não sejam de vampiros. Muitas mesmo, mas no momento prefiro me dedicar 110% ao Redenção.
Quem você acha que daria uma boa Ruby nas telonas?
"Natalie Portman e Mila Kunis. A Natalie, porque sempre gostei dela como atriz e ela ainda é novinha, a Mila, porque vi alguns de seus filmes e ela parece ter bastante atitude e tem bem o perfil da Ruby."
E então... Os questionamentos que não querem ser calados: você poderia nos dizer mais sobre o que vai rolar em Sacrifício, segundo livro da série? E de quantos volumes ela será composta? Há alguma chance de você deixar escapar os títulos das outras sequências? Rsrs...
"Uiii! Em Sacrifício, veremos o Aaron e a Ruby, numa relação mais madura e muito mais complicada. A história será mais forte, mais adulta, com trechos mais tensos e talvez algumas pessoas estranhem, mas a mudança vai ocorrer porque a Ruby já não será mais a mocinha indefesa, confusa que vemos no primeiro livro, ela tomará atitudes mais drásticas na segunda parte da história. Já tenho alguns bons pedaços do livro, e acredito que ele vai ficar maior que o Redenção. Posso dizer que também já estou gostando mais dele... Alguma coisa nele se aproxima mais do que eu queria que o Redenção tivesse sido. E devo ressaltar que ele não estará pronto tão cedo, pois estou escrevendo lentamente."
Quais seus conselhos para autores iniciantes que sonham em publicar seus manuscritos mas, às vezes, não encontram o apoio necessário?
"Em primeiro lugar, vou usar do clichê dos clichês e dizer "Nunca desista do seu sonho". Sério! Só a gente sabe o tamanho do nosso sonho e o tamanho da nossa força para alcançá-lo. Sei, e tenho total consciência de que Redenção não é o melhor livro do mundo, nem tenho pretensão para tanto, mas fiz tudo o que pude para vê-lo publicado. Em segundo lugar:
Revisem seus livros, mesmo quando ele já foi lido e revisado cinco mil vezes. Agora com o Redenção pronto, vi como eu poderia tê-lo deixado melhor e mais certinho. Sei que é possível que encontrem algum errinho e isso vai me matar, mas a culpa é toda minha e eu tenho plena consciência disso. Revisem e revisem. Aconselho a depois de terminar de escrever, deixar a história guardada por uns dois meses, sem pegar nela pra nada, depois quando você for lê-la de novo, verá como ainda tem coisa pra melhorar.
E por último, contem comigo! Gosto de ter uma relação próxima aos leitores e blogueiros. Não me incomodo em responder perguntas, tirar dúvidas, dar opinião... Não sou uma expert, mas tô passando pela experiência..."

E você?
Gostou? Então visite o blog oficial da autora e garanta seu Redenção já na pré-venda!!

...c u soon,
vdc