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Alexandre Callari - Apocalipse Zumbi

Apocalipse Zumbi
Título: Apocalipse Zumbi
Autor(a): Alexandre Callari
Editora: Generale
Gênero: Terror/ Zumbis
Nº de Páginas: 333
Ano: 2012
Avaliação: 
Skoob
A civilização entrou em colapso. As comunicações, a energia elétrica e a vida em sociedade, como a conhecemos, praticamente se extinguiram. Nem toda nossa tecnologia foi capaz de nos proteger e evitar que dois terços da humanidade morressem. Nesse cenário de terror e desesperança, Manes luta desesperadamente para manter sua comunidade unida. Ela subsiste em uma construção cercada por paredes de concreto chamada Quartel. Porém, quando alguns de seus membros estão em apuros do lado de fora, sendo cruelmente caçados pelos contaminados, Manes parte para resgatá-los. A sua ausência e a chegada do enigmático Dujas abalam severamente o tênue equilíbrio interno do Quartel, colocando em risco a vida de todos.

Eu amo apocalipses zumbis! Quem não curte o gênero não sabe o que está perdendo!
Pérolas antigas do mestre George A. Romero, The Walking Dead e até outros livros... Podem ser repetitivos e só mudarem o local dos eventos e a origem da infecção, mas tenho a tendência a devorar com vivacidade qualquer produto relacionado a mortos-vivos que passam pela minha frente!
Neste Apocalipse Zumbi brasileiro, acompanhamos a clássica rotina de um grupo de refugiados bem no coração da infecciosa São Paulo, após o mundo que conhecemos ter entrado em colapso com uma estranha doença que transforma as pessoas em canibais mortos-vivos e o de sempre!! Rsrs.
O grupo de aproximadamente 400 pessoas vive no que um dia foi um Quartel de alta tecnologia temendo o mundo do lado de fora dos portões, e sendo liderados pelo heroico Manes, aquele que construiu o Ctesifonte praticamente das cinzas e o pilar sustentador quase literal da comunidade. Alô? Morte Súbita de J. K. Rowling? Hahaha
A provisória paz está prestes a acabar com a chegada de Dujas, um homem farroupilho e misterioso de quem ninguém sabe o passado, e que passa a manipular as mentes frágeis dos residentes contra seu líder e a incitar uma rebelião. Tudo vem a baixo com a urgência de uma missão emergente e a saída de Manes e todo um grupo de influentes guerreiros do Quartel. Agora, o circo está armado, e não serão os zumbis os responsáveis por derrubá-los, mas as próprias pessoas que nele residem!
Ok, o plot não é dos mais originais, e a escrita pode até mesmo ser um tanto embromada às vezes, mas este é um gênero cujos livros/ filmes/ seriados leio e vejo repetidas vezes, e nunca me canso! Com este romance nacional não foi diferente.
Em todo livro há furos irreparáveis, e neste quem fica por conta daquela grande trapalhada que faz você indagar as razões por trás daquilo é o tal Espartano, personagem amalucado e traumatizado que, no meio de um cerco zumbi, acende todas as luzes do prédio em que se encontra ilhado com o resto do grupo de resgate, alegando que, se quiserem mudar as coisas, os humanos deverão lutar, não se esconder como estão fazendo. E, detalhe, há centenas de milhares de zumbis lá fora!! Ele esperava matá-los todos?? A não ser que tenha algum super poder que não foi explicado, isso ficou um tanto sem nexo!! Rsrs.
São coisas assim que deixam o leitor incrédulo e babando de raiva como as criaturas malignas que povoam o universo da obra, mas nenhum dos tais furos, por mais grandes que sejam, entram no caminho do decorrer dos fatos.
O que mais me chamou a atenção foram as ilustrações! Desenhos sombrios, marcantes e em preto e branco, que me lembram bastante aquelas HQs super sangrentas que não tenho o costume de ler. Rsrs...
O autor também faz diversas referências propositais aos clichês do gênero, mas tudo ficaria mais engraçado se os acontecimentos fossem tratados com uma certa irreverência, como no ótimo longa Zumbilândia, por exemplo, e não com a seriedade épica de O Dia dos Mortos, já que, por mais excitante e bom que seja, o livro não chega a este patamar.
Em resumo, não terei Apocalipse Zumbi salvo na memória como uma das melhores relíquias do gênero, mas isso não me impediu de roer as unhas em cenas de perseguições e suar com os personagens nas sequências de combate! Não impedirá você também!

Não deixe de participar da promoção valendo um exemplar do livro! ;)

Sessão Pipoca #3 - Sobrenatural

Olá gente! 
Este é o meu segundo post, e desta vez eu trouxe um filme de um gênero bem diferente: suspense. Isso mesmo! A minha segunda resenha será sobre o filme Sobrenatural, que assisti na festa de aniversário do nosso ilustre blogueiro Vinícius. Confira os detalhes sobre o filme:

♥♥♥♥♥
Título Original: Insidious;
Duração: 103 minutos;
Direção: James Wan;
Ano:
 2011;
Gênero: Suspense/ Terror;
Classificação indicativa: 14 anos;
Elenco principal:
Patrick Wilson (Josh Lambert)
Rose Byrne (Renai Lambert)
Ty Simpkins (Dalton Lambert)
Lin Shaye (Elise Rainier)
Leigh Whannell (Specs)
Angus Sampson (Tucker)
Barbara Hershey (Lorraine Lambert)
Andrew Astor (Foster Lambert)
Sinopse: 
A família Lambert, formada por Josh (Patrick Wilson), Renai (Rose Byrne) e os filhos Dalton (Ty Simpkins) e Foster (Andrew Astor), acaba de se mudar. Logo uma das crianças entra em coma de forma inexplicável, o que faz com que os pais descubram que a nova casa abriga um espírito do mal. Eles logo se mudam, mas rapidamente percebem que não era a casa que estava mal assombrada...  É então necessária a ajuda de caça-fantasmas para não deixar que Dalton fique sob o poder do demônio que quer habitar seu corpo. Com isso toda a família se une para salvá-lo daquele pesadelo que não tem fim, mas, para que isso aconteça, Josh terá que enfrentar todos os seus medos do passado, e trazer Dalton de volta à vida. O que não será uma tarefa fácil...

Resenha: Gostei muito do filme, principalmente nos momentos de suspense, quando eu e meus colegas ficávamos atentos ao que iria acontecer e, claro, levávamos cada susto! Rsrs... Pois bem, o diretor de Sobrenatural é ninguém menos do que James Wan, um dos responsáveis pela franquia Jogos Mortais. Logicamente, não podíamos aguardar por rasas expectativas, né? Percebo que James criou mais um grande sucesso, pois Sobrenatural pode ser considerado o grande destaque de bilheteria do ano. O longa custou cerca de US$ 1,5 milhão e faturou impressionantes US$ 52 milhões nos cinemas americanos, podendo até ganhar uma continuação, que, se sair, com certeza irei assistir de antemão! O produtor Jason Blum reforçou que a sequência não possui roteiro ou previsão de estreia, mas que pode ser realizada assim que o diretor e o roteirista apresentem ideias que façam justiça ao longa original, o que por si só já é difícil! Rsrs... Estou doido para que o próximo filme venha logo, para que eu seja novamente surpreendido pelas artimanhas dos criadores e me assustar mais um pouquinho! Realmente, Sobrenatural e suas incríveis atuações superaram as minhas expectativas! Obrigado, Vinícius, por ter passado este filme em seu aniversário, que afinal de contas foi muito bom! :D

Assista ao trailer:




por Tales Leonardo

Carrie Ryan - A Floresta de Mãos e Dentes

A Floresta de Mãos e Dentes
Título: A Floresta de Mãos e Dentes

Autor(a): Carrie Ryan
Editora: Underworld
Gênero: Terror/ Zumbis
Nº de Páginas: 298
Ano: 2011
Avaliação: 
Skoob
O mundo de Mary é um mundo de verdades simples. A Irmandade sempre sabe o que é melhor. Os Guardiões protegem a todos. Os Esconjurados jamais descansam. E você deve sempre tomar cuidado com a cerca que percorre o perímetro do vilarejo; a cerca que protege o vilarejo da Floresta de Mãos e Dentes. Mas, lentamente, as verdades de Mary estão se desintegrando. Ela está aprendendo coisas que nunca quis saber a respeito da Irmandade e seus segredos, dos Guardiões e seu poder, e dos Esconjurados e seu desespero. Quando a cerca é violada e seu mundo é atirado no caos, Mary deve escolher entre sua vila e seu futuro - entre seu amado e o homem que a ama. E ela deve enfrentar a verdade a respeito da Floresta de Mãos e Dentes. Pode existir vida em um mundo cercado por tanta morte?

Imagine um mundo onde os mortos-vivos se apossaram da população humana, reduzindo seus números significativamente e provocando um banho de sangue, morte e desespero? Imagine este mesmo mundo gerações depois, com os sobreviventes ainda lutando a cada dia que passa, tentando ajudar uns aos outros, viver em harmonia, perpetuar a espécie... Agora imagine que estes únicos sobreviventes estão situados numa aldeia no meio de lugar nenhum, cercados pela Floresta de Mãos e Dentes, a única coisa que os protege dos Esconjurados (mortos-vivos) do lado de fora, sendo uma cerca, que circunda todo o perímetro. Mary nasceu nesse mundo. Ela não conhece nada a não ser a pequena e obsoleta cidadela onde nasceu, dominada pelas Irmãs, que ditam as regras do lugar, e guardada pelos Guardiões, que tentam ao máximo restaurar brechas nas cercas e afastar os Esconjurados da mesma. Mary é desafiadora, e sonha com o dia em que conhecerá o oceano... Uma grande extensão de água, intocada pelos Esconjurados, um lugar que está sempre presente nas histórias que a mãe conta.
Mas sua vida segura do lado de dentro da cerca está prestes a mudar...
De repente, toda a sua existência perde o sentido. Ambos os pais são perdidos para os Esconjurados, o irmão Jed a abandona com as Irmãs, e ela descobre que Travis, sua grande paixão desde a infância, se casará com Cassandra, sua melhor amiga... É neste pequeno mundo cercado por cercas e pela Floresta de Mãos e Dentes que Mary encontrará seu destino. Ela descobrirá que as Irmãs não são tão angelicais quanto aparentam ser, e guardam segredos obscuros do resto da população, e enfrentará um novo grande dilema, presa entre seu amor por Travis, e seu compromisso com Harry, o irmão do mesmo.
O que me chamou a atenção no livro decerto foi a capa.
Comprei-o algum tempo atrás e sempre esperei a oportunidade certa para lê-lo, e senti que havia chegado finalmente o momento... E quando tomei conhecimento de que se tratava de um livro de zumbis pós-apocalíptico, aí que engatei na leitura mesmo!! Rsrs... E talvez por ter criado expectativas demais com relação à obra, ela não tenha sido uma leitura tão satisfatória como a princípio pensei que seria. Porque gira muito mais em torno do triângulo Mary-Travis-Harry que os Esconjurados e a Floresta de Mãos e Dentes. Há momentos de ação e tensão que o fazem não querem largar o livro sim, mas deu para perceber que a proposta de Carrie Ryan realmente não era essa... Na verdade, toda essa coisa pós-apocalíptica e a aldeia cercada por uma floresta de mortos-vivos é uma espelhagem da própria situação de Mary: ela quer sair, conhecer o mundo, mas não pode, porque sempre lhe foi dito para não questionar, apenas aquiescer e viver a vida que lhe foi dada. E para encontrar seu eu próprio e realizar seu sonho de conhecer o oceano, a garota precisa atravessar a floresta. Quebrar as barreiras de seu próprio medo, mesmo que para isso tenha de deixar o amor, o compromisso, a família e os amigos para trás...
É um bom passa-tempo para o fim de semana, mas não passa disso.
Descobri que a autora está criando histórias independentes dentro deste universo, o que é uma pena, pois muita coisa ainda podia ser extraída dos personagens deste primeiro. Até agora três volumes foram lançados no exterior, e apenas um no Brasil.