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(Review) Ke$ha está mais uma vez pronta para a luta em 'Warrior'!

 

Entre um dos grandes retornos do ano não podemos esquecer de Ke$ha, a americana que explodiu em 2009 com o contagiante hit TiK ToK, vocês se lembram? A cantora, que desde o início de sua carreira foi alvo de críticas pelo seu talento vocal e criativo, volta com o objetivo de contrariar todos os seus opositores com Warrior, o segundo álbum de sua carreira, que dá continuidade à jornada iniciada com o multi-platinado Animal e o EP Cannibal, ambos do ano de 2010. Além de tudo, a cantora diz ter passado por inúmeras experiências espirituais que a motivaram neste novo trabalho, anunciando-o como uma reinvenção do pop e uma prova de amor aos ídolos do rock que a mesma admira desde a infância. O álbum precedido pelos singles Die Young e C'mon foi lançado no dia 4, e você pode saber mais um pouco sobre essa divertida aventura logo abaixo:

01. Warrior: A faixa título é o grande hino que serve como perfeita introdução ao contexto do disco: "Este é o nosso tempo, nossa geração, e nós estamos impacientes (...) Vocês estão prontos para lutar?". Com a influência do tão popular dubstep, Warrior é uma das grandes candidatas à single e uma das melhores no novo repertório.

02. Die Young: O primeiro single do álbum foi lançado há alguns meses sob muita expectativa e, não posso mentir, me decepcionei quando o ouvi pela primeira vez. Die Young é uma faixa que lembra muito Good Feeling, do Flo Rida, Hungover, do Taio Cruz e You'll Be Mine, da Havana Brown, e de início pensei que fosse somente mais um hit reciclado para as rádios. Mas com o tempo acabei me acostumando. Afinal, quem não se rende perante esse refrão super grudento?
            

03. C'mon: Lançada inicialmente como single promocional e mais tarde anunciada como a segunda música de trabalho do álbum, C'mon é o tipo de faixa puramente comercial feita para agradar à nova geração de fãs do pop, mas é tão simples e contagiante que não dá para ignorar! Em alguns momentos até lembra a inesquecível TiK ToK!

04. Thinking of You: Marcando a primeira aparição do rock no álbum, não há razões concretas para se gostar de Thinking of You, que apesar da letra bobinha é até até sonoramente divertida. Mas posso dizer que esta é, particularmente, a mais grudenta!

05. Crazy Kids: A própria cantora definiu a quinta música como a We R Who We R do Warrior. Não acredito que o motivo seja a sonoridade, mas sim o lirismo, que fala sobre sermos "crianças loucas" e "não darmos a mínima". A faixa se inicia com um assobio à là Whistle (Flo Rida), e surpreende com rimas no refrão que remetem ao hit Like A G6, do Far East Movement. Alguma dúvida de que será um futuro single?

06. Wherever You Are: A sexta faixa do álbum poderia ser definida como uma balada se não fosse o seu refrão dançante e extremamente auto-tunado que imediatamente a torna um dos highlights do disco. Aqui Ke$ha mostra-se a romântica que no fundo é e canta sobre um alguém que, mesmo longe, não sairá do seu pensamento.

07. Dirty Love (feat. Iggy Pop): Tudo bem que a Ke$ha prometeu demais quando disse que lançaria um disco voltado ao rock, uma sonoridade bem diferente dos eletrônicos álbuns anteriores, mas a verdade é que são poucas as faixas que de fato executam a ideia, e Dirty Love é um consolo aos fãs que esperavam um álbum com essas características. A participação do Iggy Pop foi essencial para torná-la um pouco mais consistente, mas isso não significa que a promessa foi cumprida.

08. Wonderland: Apesar de parecer meio perdida em meio ao resto do álbum, Wonderland é uma faixa que não poderia faltar em Warrior. Nada de sintetizadores ou batidas enlouquecedoras, somente uma letra bem minimalista e vocais bem limpos, Wonderland canta sobre encontrar "o caminho de volta para o país das maravilhas". Grande metáfora para sentir falta dos tempos de adolescente inconsequente.

09. Only Wanna Dance With You: A nona faixa do Warrior traz uma sonoridade que lembra bastante aquele rock popularizado por bandas como os Strokes, e acaba até trazendo a participação de dois integrantes da mesma: Fabrizio Moretti na bateria, e alguns versos-relâmpago interpretados pelo Julian Casablancas. É impossível resistir ao lirismo tão despreocupado e aos arranjos divertidos e realmente dançantes!

10. Supernatural: Supernatural é uma ótima faixa, embora salve o melhor apenas para o final. Ainda assim, esta é a favorita da maioria, e, claro, um single declarado. Vale lembrar que Ke$ha escreveu essa canção inspirada em uma suposta relação sexual com um fantasma. Legal, não?

11. All That Matters (The Beautiful Life): Quando vi a tracklist do álbum logo pensei que All That Matters seria uma daquelas baladas fillers de encerrar CD, e, ainda bem, estava muito enganado! A penúltima faixa da versão Standard é tão dançante quanto as outras e traz aquela mesma letra clichê sobre "aproveitar a vida e esquecer dos problemas".

12. Love Into The Light: A eletrônica última balada da edição Standard não deixa dúvidas de que não havia faixa melhor para encerrar o disco! Love Into The Light é uma canção meio cósmica repleta de sintetizadores, com a mensagem de amar a si e aos outros mesmo com todos os defeitos e problemas. Afinal, o maior desafio da vida talvez seja aprender a conviver com os nossos erros e dilemas sem tentar nos deixar levar pelo pensamento dos outros.

Apesar de ter prometido demais ao anunciar um álbum que mudaria a música pop, não podemos negar que Ke$ha lançou um dos melhores discos do ano! Aqui ela pôde mostrar um pouco mais da sua personalidade um tanto exótica e polêmica ao tentar provar que não é somente um produto de sua gravadora e que não precisa se vender às tendências para fazer sucesso, porque é capaz de criar a sua própria maneira de ser uma grande diva pop, mesmo não fazendo nada muito diferente do que a mesma já fez há dois anos atrás. Warrior não é o tipo de álbum que precisa trazer mensagens profundas ou ser aclamado pela crítica para ser um álbum de sucesso, até porque o objetivo aqui é simplesmente nos motivar a aproveitar a vida e esquecer até mesmo os maiores problemas nem que seja por apenas alguns minutos. É uma luta que vale à pena, e a própria cantora deixa bem claro que podemos escolher se queremos segui-la nesta batalha ou não. Eu já fiz a minha escolha! E vocês?

Rihanna - Unapologetic

Ficheiro:Capa de Unapologetic.jpg
Clique na capa para ouvir

Unapologetic é o sétimo disco de estúdio da barbadiana Rihanna, lançado dia 19 de novembro, 2012, através da Def Jam Recordings. O single carro-chefe do álbum, 'Diamonds', estreou na iHeartRadio em 23 de setembro. Depois de seu lançamento, a canção rapidamente atingiu o topo de várias paradas ao redor do mundo. Para promover o disco, Rihanna embarcou na turnê '777', aventura composta de 7 shows, que visitou 7 cidades e 7 países em um curto período de tempo. Unapologetic também é celebrado pela turnê mundial Diamonds, que toma os palcos em 2013.

Christina Aguilera - Lotus


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Após o fracasso de vendas que foi Bionic, Christina Aguilera está de volta e inquebrável em Lotus!
O disco, que celebra os dez anos de Stripped e, em alguns parâmetros, até mesmo se equipara aos tempos dourados de Beautiful e Dirrty, traz parcerias com CeeLo Green e Blake Shelton, os dois companheiros restantes do The Voice com os quais Aguilera não colaborara anteriormente, e composições da garota do momento, Sia Furler, e os já de casa Max Martin e Shellback.
No novo álbum Christina abraça a mulher que se tornou (e suas gordurinhas extras), e relembra aos antigos fãs (e também aos novos) que ela ainda tem muito a oferecê-los. Lotus é o que eu podia esperar de Christina neste ponto da sua carreira: comercial até um ponto e, sob a superfície, impactantemente sentimental. Temos a novidade da powerhouse music, o já conhecido dubstep de Your Body, deliciosos mixes do que está na moda quando se trata do cenário musical atual, e, como não podia faltar, baladas de tirar o fôlego. Tanto dela quanto nosso!
Dessa experiência maluca, saiu um álbum senão viciante, delicioso!
Eu poderia escrever resenhas inteiras para cada uma das faixas, mas vou tentar ser breve! rs

01. Lotus Intro: Como não podia faltar, Lotus abre com uma canção-introdutória, típica dos álbuns de Aguilera. A melodia é convidativa (o que combina com a capa), com samples de Midnight City, do M83, e é cantada de uma forma suave e decidida que traz à tona o principal tema do álbum: a força, representada aqui pela flor Lótus, que prospera nas mais adversas condições. 3/5

02. Army Of Me: Army Of Me (ou Fighter Versão 2012) é uma faixa uptempo com guitarras e tambores onde Christina confronta o seu ex, dizendo que, para cada vez que ele a quebrou, um exército de muitas faces da mesma se erguerá para enfrentá-lo. Comparações com Fighter à parte, a música é até um dos destaques no álbum, principalmente por ter sido produzida pela própria Aguilera, mas a sombra da canção na qual a mesma claramente se inspirou ainda me perturba, impedindo-me de dar uma nota completa... 4/5

03. Red Hot Kinda Love: Red Hot Kinda Love me lembra de Elastic Love, do álbum anterior. Uma influência que, a meu ver, poderia ter sido descartada. A faixa ainda me remete à melodias natalinas, e está muito aquém do alcance vocal da cantora. 3/5

04. Make the World Move (feat. CeeLo Green): A quarta faixa é o esperado dueto com CeeLo Green, uma faixa com influências retrô e modernas, não dispensando os sintetizadores e até mesmo chamativas 'buzinas'. Com relação à letra, é basicamente aquele conhecido tema 'se uma pessoa pode fazer a diferença, duas podem mudar o mundo', que já estamos cansados de ouvir nas aulas de Ecologia. 4/5

05. Your Body: Your Body é o primeiro (e injustiçado) single do trabalho. A faixa mid-tempo celebra o que há de melhor no pop eletrônico da atualidade, sendo a frágil ponte que liga os velhos admiradores da cantora aos mais recentes. Foi uma perfeita escolha para ser trabalhada como carro-chefe do álbum, mesmo com seus medianos desempenhos mundialmente, e não escondo que sou apaixonado pela mesma, e seu colorido videoclipe! 5/5

06. Let There Be Love: Let There Be Love marca a aventura de Aguilera pelas boates, tanto literal quando liricamente. A faixa, que não esconde sintetizadores e Auto-Tune, espalha amor e uma sensação de bem-estar ao ouvinte, sendo uma ótima sequência à estrondosa Your Body! 5/5

07. Sing For Me: Sing For Me é a resposta de Christina a seus difamadores críticos. É quase uma canção terapêutica para a mesma, equipada com um refrão que deixará todos de queixo caído, com notas perfeitamente alcançadas e trabalhadas, de modo a transformar curtos minutos num festival de apreciação sonora. 4/5

08. Blank Page: Blank Page é a balada escrita por Sia (de Wild Ones, do Florida, Titanium, do David Guetta, Radioactive, da Rita Ora e Diamonds, novo hit de Rihanna), que muitos, aposto, esperavam ser algo totalmente diferente, certo? Rsrs... Mas Blank Page é pura, bela e sincera, mesmo que não supere a tangível dor da cantora em You Lost Me. 'Pinte-me um coração, e salve-me esta noite... Eu sou uma página em branco esperando para ser trazida à vida...' 5/5

09. Cease Fire: Cease Fire é uma canção sincera de pacificação num relacionamento repleto de brigas e demais conflitos. Tem uma forte influência do rock-n-roll e os vocais impecáveis que todos já conhecem. Não faz muito barulho, mas também não é aquela coisa dispensável, como Red Hot Kinda Love. 4/5

10. Around The World: Around The World é a faixa enche-linguiça que todo disco que se preze tem. Aqui Christina canta sobre querer fazer amor com seu amado em todos os lugares do mundo. De Tóquio a Milão, Nova York ao escambau, e por aí vai... Red Hot Kinda Love e Around The World são geralmente aquelas que eu pulo quando ouço o disco. 3/5

11. Circles: 'Spin around in circles on my middle middle finger!' Tem como ser mais polêmico que isto? Hahaha. Circles é uma nova resposta aos críticos mal-intencionados, fazendo juz à primeira, Sing For Me, embora definitivamente tenha uma personalidade mais agressiva. Quando Christina explode no mortal refrão, é quase como se estivesse esmurrando alguém! Furiosa, brincalhona, sexy e inovadora! 5/5

12: Best Of Me: Best Of Me é a terceira e última balada do álbum Standard, não sendo tão impactante quanto Sing For Me e Blank Page, mas ainda assim não decepcionando. Eu só esperava que Aguilera soltasse a voz no refrão e atingisse as maiores notas possíveis, mas a mesma se restringiu à sonoridade de uma canção downtempo digna de cantoras menores como Cheryl Cole. 4/5

13. Just a Fool (with Blake Shelton): 'Another shot of whiskey please bartender'... Porque será que esta é minha letra favorita em todo o disco? Será a sensualidade denotada nas vozes de Aguilera e Shelton? Porque ambos casaram bem juntos! Miranda Lambert deve começar a se preocupar! Hahaha. Just a Fool era uma das faixas que eu estava mais ansioso para ouvir, pois marca a primeira influência country na música da Christina e... Cá entre nós, ela não decepciona em nenhum estilo! Do pop à retrô, do country à eletrônica, ela arrasa!! 5/5

14. Light Up The Sky (Faixa Bônus): Light Up The Sky é o hino de glória que inaugura as faixas bônus da Versão Deluxe, e minha faixa favorita! É uma balada mid-tempo com letras simples, mas bonitas, e uma nota final de deixar impressionado até mesmo quem era maturo o suficiente para passar pela época do Stripped! Uma pena não ter sido incluída na edição Standard como faixa final pois, apesar de ser extremamente boa, Just a Fool não conclui bem um álbum. 5/5

15. Empty Words (Faixa Bônus): Assim como Army Of Me é a nova Fighter, Empty Words é a regravação de Beautiful. NUNCA tão impactante ou dominadora quanto a versão original, mas ainda assim uma mensagem de força para aqueles que sofrem bullying e todo o preconceito devido às próprias diferenças. 4/5

16. Shut Up (Faixa Bônus): Sabe aquela pessoa que fala, fala e fala, e você só quer ter um interruptor na mão para tirar a voz da mesma quando quiser? Rsrs... Pois é! Shut Up, que não poderia ser mais sugestiva, é sobre isso! Com um coro masculino no refrão e letras polêmicas (mas não tanto quanto Circles), a canção conclui a Versão Deluxe com um ar imaturo e inofensivo, prometendo mais. É quase a Bobblehead do Lotus. 4/5

17. Your Body - Martin Garrix Remix (Faixa Bônus): Remixes... Sempre decepcionando FEIO. Precisa mesmo comentar sobre este? Vamos apenas dizer que... Estraga mais que nunca a versão original. 1/5

Ficou claro para mim (e talvez para todos) que Christina quis refazer a era Stripped e, apesar de ter errado a mão em poucas faixas, acertou em cheio em muitas outras! Não me importo que sejam regravações de selecionadas canções da época dourada de sua vida (ou uma versão mais matura da capa 'dirrty' do álbum de 2002), contanto que sejam boas! Mas isso não quer dizer que Lotus não tenha uma originalidade e ar próprio...
Agora só resta esperar que todo o esforço da Christina e a reza de seus fãs vingue! Rsrs...

Álbum da Semana #45, Red - Taylor Swift


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Ela voltou!
Depois do sucesso inegável do seu último álbum, o Speak Now, Taylor Swift volta com tudo e disposta a superar o anterior com Red, o seu quarto álbum de inéditas. Os dois singles já lançados, We Are Never Ever Getting Back Together e Begin Again já conseguiram ótimos resultados nas paradas mundo afora, e os promocionais Red, I Knew You Were Trouble. e State Of Grace também se saíram muito bem. Com o sucesso de seus álbuns Fearless e Speak Now Taylor ganhou passe livre da gravadora para gravar o que quisesse em seu novo disco, e a própria resolveu sair da sua zona de conforto e investir em novos gêneros como o rock, e até mesmo o dubstep. O álbum tem os seus altos e baixos, mas gostei bastante dessa aventura da cantora por outros gêneros, que variam bastante ao longo das 22 faixas.

01. State Of Grace: A primeira faixa do álbum traz uma sonoridade bem diferente à Taylor Swift, com influências de um rock que remete um pouco de U2, Coldplay e John Mayer. State Of Grace é uma música que na primeira vez parece mediana, na segunda parece boa, e na terceira em diante já virou vício. 5/5

02. Red: Red é mais comercial do que a anterior e até um pouco mais previsível se tratando de Taylor Swift, mas além da melodia, o que a torna uma das minhas favoritas é a sua letra, que fala a mesma coisa de várias músicas dela, mas usando as cores para variar um pouco. 5/5

03. Treacherous: Só pelo título essa já era uma das faixas que eu mais esperava do álbum, pensei que poderia ser um pouco diferente, mas no fim das contas é uma faixa que poderia entrar em qualquer um dos álbuns anteriores. No início a considerava uma das mais descartáveis, mas já me acostumei. 3/5

04. I Knew You Were Trouble.: Taylor Swift é uma das artistas que eu jamais imaginaria que poderia migrar para o dubstep (a tendência do momento), e se imaginasse provavelmente pensaria que não me agradaria, mas I Knew You Were Trouble. me provou que esse gênero também pode cair bem para ela. Tem muito apelo comercial, mas na minha opinião não perde a essência da cantora, por isso é minha favorita do álbum. 5/5

05. All Too Well: Uma das (poucas) baladas do álbum e à primeira vista me pareceu uma música chata e muito grande, mas com o tempo fui prestando mais atenção e já a tenho como uma das minhas favoritas. Quanto a sonoridade, me lembra um pouco do álbum anterior, o Speak Now. 4/5

06. 22: Com certeza 22 é a faixa mais pop do álbum, e talvez até um pouco infantil, sem dúvida é algo que a Miranda Cosgrove ou a Selena Gomez cantariam em um dos seus primeiros álbuns. Imediatamente se tornou uma das minhas favoritas, mas logo enjoei e sempre pulo essa. 3/5

07. I Almost Do: Uma balada que não traz nada de novo e que parece até meio forçada, eu poderia até ignorar essa faixa se não fosse o seu refrão, que apesar de simples é bem grudento. I Almost Do é boa, mas quando termina dá uma sensação de "é só isso mesmo?" 3/5

08. We Are Never Ever Getting Back Together: Ufa, que título gigante! Não se pode negar que 'Together' seja um hit marcante na carreira da Taylor Swift: seu primeiro #1 na Billboard Hot 100, e uma amostra de que Taylor mais do que nunca se entregaria à música pop. Não acho que seja marcante como Love Story ou You Belong With Me, mas também não é esquecível como Mine. Esse é um hit do tipo que pode explodir nas rádios e nas paradas, mas não se tornará irritante. 4/5

09. Stay Stay Stay: Em geral essa é uma das favoritas dos fãs, mas não me conquistou nem um pouco.  Sem dúvida a pior do álbum na minha opinião. Alguém sabe se ela usa algum sample nessa faixa? Tenho a impressão de que já ouvi essa introdução antes. 1/5

10. The Last Time (feat. Gary Lightbody of Snow Patrol): Não há palavras para descrever The Last Time, talvez linda, mágica e sombria sejam bons adjetivos para descrever esse dueto que parece mais uma música do Snow Patrol do que da Taylor Swift. Ao decorrer dos 5 minutos é inegável que o Gary Lightbody domina a música tanto na sonoridade quanto nos vocais, mas não sei dizer se isso ajudou ou prejudicou a faixa. 4/5

11. Holy Ground: Simplesmente amo essa faixa em especial, é uma sonoridade bem diferente e até mais madura, um dos momentos mais marcantes do disco. A letra também é uma das minhas favoritas e uma das mais memoráveis. Talvez esteja até no meu Top 3 do álbum. 5/5

12. Sad Beautiful Tragic: Seria essa a versão de Enchanted do Red? Talvez sim. O inegável é que Sad Beautiful Tragic lembra muito o álbum anterior, o Speak Now. Na primeira vez achei chatíssima, na segunda média, e atualmente acho que não passa de boa. 3/5

13. The Lucky One: Não sei muito o que dizer sobre essa. Às vezes acho que é boa, outras vezes acho que é mediana, mas no geral é uma das que eu acho mais "passáveis". 2/5

14. Everything Has Changed (feat. Ed Sheeran): Quando foi anunciado que haveria um dueto com o Ed Sheeran no álbum eu não imaginaria que fosse algo tão comercial como Everything Has Changed. Sem dúvida será lançada como um single oficial e fará muito sucesso, prova disso é que sem ser nem sequer um single promocional a faixa já alcançou o topo do iTunes nos Estados Unidos. Não sei se o dueto é bem o que eu esperava, mas apesar de parecer uma música da trilha sonora de Malhação gosto muito dessa. 4/5

15. Starlight: Já comparada a hinos dos álbuns anteriores, essa sem dúvida uma música que merecia fechar o álbum. Longe de ser uma das minhas favoritas, essa se destaca pela letra motivadora e arranjo empolgante. 3/5

16. Begin Again: A versão standard se encerra com o segundo single do álbum, a lindíssima Begin Again. Não é um single que promete dominar as paradas, mas é algo capaz de satisfazer os fãs das músicas mais emotivas da cantora. Também não é um encarramento triunfante como a incrível Change ou a chatíssima Long Live, mas serve para lembrar que mesmo passando pelo pop, rock ou o dubstep, Taylor sempre parecerá mais convincente apostando no country, que é o gênero que a tornou famosa. 5/5


CD Bônus da versão Deluxe:
01. The Moment I Knew: Com certeza a melhor das faixas bônus e uma das minhas faixas favoritas do álbum. Os versos são convidativos, mas aí chega o refrão e você se apaixona imediatamente pela faixa de quase 5 minutos. 4/5

02. Come Back... Be Here: Acho que preciso ouvir essa mais vezes... Come Back... Be Here não é ruim, mas mal consigo me lembrar dela, a não ser pelo refrão. 3/5

03. Girl At Home: Essa tem todos os ingredientes para ser uma das faixas mais memoráveis do álbum, mas o refrão inesquecível é o que a torna mais relevante. Quando a ouvi pela primeira vez tive a impressão de ter ouvido algo muito parecido antes. 3/5

04. Treacherous (Original Demo Recording): Simplesmente uma versão mais crua da terceira faixa da versão standard do álbum, não chega a ser melhor do que a original, mas irá satisfazer bastante aqueles que desaprovaram as batidas mais comerciais da versão anterior. 3/5

05. Red (Original Demo Recording): Essa versão de Red poderia ser definida como um Country Mix da faixa: as mudanças mais perceptíveis estão no arranjo, onde há o uso do banjo, e os vocais obviamente são mais crus também. 4/5

06. State Of Grace (Acoustic Version): Se você estranhou as influências do rock na versão original de State Of Grace, talvez então deva gostar mais de sua versão acústica. Eu achei que ficou muito lenta e até meio entediante. Acabou ficando bem apagada. 2/5

Red sem dúvida é um álbum que dividiu opiniões. Houveram aqueles que consideraram o álbum magnífico e aqueles que ficaram desapontados. Eu confesso que na primeira vez que ouvi o álbum achei bem fraco, mas sem dúvida já é um dos meus favoritos do ano de 2012. Agora se você é fã ou não, prepare-se para ouvir muito sobre essa garota nesse final de ano: o álbum deve vender mais de 1 milhão de unidades na semana de lançamento e com certeza será o mais vendido nesse período de vendas pré-natalino, sem contar que também terá uma divulgação pesadíssima. É meio estranho compará-lo com os anteriores por ser tão diferente, mas acho que no fim das contas Red acaba sendo o melhor álbum da Taylor Swift: é emocionante, divertido, comercial e ousado, e com certeza também trará novos fãs à artista.

E vocês, aprovaram o álbum? Ansioso para saber a opinião de todo mundo!
Victor Lima Freire

Álbum da Semana #44: Leona Lewis - Glassheart

File:Leona-lewis glass-heart.jpg

Leona Lewis está de volta!
Fora dos radares musicais desde 2009, a inglesa que conquistou o público com sua voz de falsetto no The X Factor acabou de lançar seu mais novo e antecipado álbum, Glassheart, sucessor dos bem-aclamados Spirit e Echo. O disco contém a mesma fórmula de sucesso que Leona usou das outras vezes: música pop, baladas clássicas e Ryan Tedder (rsrs). Inicialmente previsto para ser lançado um ano atrás, Glassheart foi completamente reformulado e adiado para 2012, devido ao mediano desempenho do primeiro single, Collide, e acusações de plágio da canção pelo DJ Avicci. Acabou que Collide nem entrou no álbum, e Trouble, balada composta por Emeli Sandé, planejada como o segundo, tornou-se o primeiro single oficial. O que eu achei uma injustiça, porque Leona certamente não sabia que a canção continha samples não autorizados de outra faixa, caso contrário jamais a gravaria.
Mas não estamos aqui para falar disso!! Rsrs...
O drama todo com Collide passou, em algum ponto aceitei que Leona não mudaria esta capa um tanto estranha, para não dizer feia, Trouble mostrou-se um novo hit mediano e o álbum está previsto para estrear no segundo lugar dos charts britânicos esta segunda! Mesmo assim, não é melhor que o Spirit ou Echo, apesar de ainda ser um ótimo trabalho. Bom... Esperei um século por isto, e aqui vai o que achei do aguardado disco:

01. Trouble: Primeira faixa no álbum, Trouble é aquela balada emocional com elementos de trip hop levada ao piano com um forte toque sombrio nas letras, que quebrará seu coração em tempo recorde. É interessante da primeira vez que você ouve, e maravilhosa depois que você se acostuma à incomum produção. 5/5

02. Un Love Me: Outra balada acompanhada pelo clássico piano, Un Love Me não é nada diferente do que já ouvimos de Leona anteriormente, embora ainda possua uma certa escuridão e sofrimento em suas letras que a torna única. Não se mostrou uma das minhas prediletas, mas são muitas as vezes que me pego embriagado de emoções por Un Love Me. 4/5

03. Lovebird: Muito romântica, assim como eu esperava, Lovebird é aquela faixa com refrão grudento que fará seus pensamentos 'voarem para longe' e não te deixará em paz! Aqui Leona se retrata como uma ave aprisionada numa gaiola, uma metáfora para um amor destrutivo e vicioso que não a deixa seguir em frente. O contra-balanço de letra triste e melodia doce me lembrou Dark Side, de Kelly Clarkson. 5/5

04. Come Alive: Come Alive era uma das faixas que eu estava mais ansioso para ouvir. Pelas versões acústicas que a Leona andava cantando na pré-promoção do álbum, eu meio que esperava mais uma balada com notas altas... E fui totalmente pego de surpreso por um dubstep, e dos bons! Não é algo que Leona costuma fazer, e adorei a inovação. Come Alive consegue levá-lo a um estado etéreo! 4/5

05. Fireflies: Fireflies é a balada mais bonitinha cantada por Leona desde Yesterday, do primeiro álbum (rsrs). Apesar de ser um cover, a artista consegue tornar sua versão de uma música injustiçada e desconhecida original e dar-lhe aquele 'algo a mais'. Eu fiquei simplesmente sem palavras! 5/5

06. I to You: É a única música da Leona que ganhou 3 estrelinhas comigo até hoje!! I to You foi polida pelo mesmo time de ouro de Trouble, mas nem isso ou a letra no mínimo notável foi capaz de salvar a melodia um tanto entediante da canção. A única que menos ouço do Glassheart, ou que, às vezes, nem ouço, deixou um tanto a desejar. 3/5

07. Shake You Up: Shake You Up é Forgive Me repaginada! Haha. Forgive Me foi um dos últimos dos inúmeros singles da era Spirit, lá em 2007/ 2008, e mostrou-se um hit mediano ao redor do globo. Acho que Shake You Up, se também lançada separadamente, fará o mesmo... O início da canção à là década de 1980 foi o que me ganhou de cara, e o andamento também não decepcionou! I wanna shake, wanna shake, I wanna shake you up! 4/5

08. Stop the Clocks: Se eu pudesse resumir Stop the Clocks em uma única palavra, certamente seria 'belíssima'! A letra é toda sobre Leona querendo parar os relógios para poder passar mais tempo com aquele que ama! *Awn, que cuti cuti! Rsrs... Amei Stop the Clocks de cara. Primeiro porque é uma balada, e é muito raro eu não amar uma, e segundo porque... Bem, a canção é muito, muito, muito linda!! 5/5

09. Favourite Scar: Favourite Scar foi certamente a grande surpresa do disco! Contém elementos hip-hop, e até mesmo um pouco de rap por parte da vocalista, e um refrão grudento que se iguala ao de Sexy Den a Mutha, da concorrente Cheryl Cole. Foi produzida pelo hitmaker Ryan Tedder, e é uma das minhas prediletas. Novo Bleeding Love? Vamos ver... 5/5

10. When It Hurts: Esta balada particularmente me lembra de Trouble e I to You, mas definitivamente é muito melhor que esta última! Rsrs... 'You love it when it hurts'. Aqui Leona canta sobre mais um relacionamento destrutivo, e como a única coisa que faz seu parceiro feliz é vê-la sofrer. Poderia facilmente ter sido retirada do repertório de músicas da Rihanna ou da Adele. 4/5

11. Glassheart: A faixa-título era a música que eu fiquei desesperado para ter em meu iPod da primeira vez que ouvi Leona cantando-a ao vivo. O dubstep é incrível, as letras harmoniosas e originais, e a junção Fraser T. Smith-Ryan Tedder não fez feio. Mas um único aviso: CUIDADO! Glassheart vicia!!! Rsrs... Definitivamente um single preparado! 5/5

12. Fingerprint: Oh, meu Deus... Alguém me impeça de me desmanchar em lágrimas com Fingerprint! Hehehe... Esta é a balada de término do disco, e também seu 'grand finale'. Letras emocionais abrem o coração do ouvinte para uma canção pura levada ao leve piano e com Leona nos fazendo perguntar como o público praticamente esqueceu dela após a era Spirit. Só uma coisa final a dizer... Que vibrato incrível!! Minha favorita. *-* 5/5

13. Trouble (feat. Childish Gambino) [Faixa bônus]: A edição Standard ainda traz uma faixa bônus, que é Trouble com a participação do rapper americano Childish Gambino. Basicamente não muda nada, exceto pelo rap nas 'middle-8 sections'. Ainda o mesmo sentimento de angústia, ainda o mesmo desespero, ainda a mesma trágica beleza. 5/5

Deluxe Edition - Disco 2
01. Trouble (Acoustic): E aqui vamos com uma terceira versão de Trouble! Rsrs... Não preciso dizer tudo que sinto ao ouvir esta música novamente, né? Duas vezes foram o bastante. Mas admito sim que esta versão acústica intensifica tudo! 5/5

02. Come Alive (Acoustic): Come Alive acústica é ainda melhor que a versão original. Era por esta versão que eu esperava enquanto ouvia as performances ao vivo! 5/5

03. Glassheart (Acoustic): Esta é uma versão acústica que não ficou tão boa quanto a original. Isto porque Glassheart simplesmente perde toda a magia sem o dubstep no refrão, e nem mesmo os violinos clássicos foram capazes de tornar perfeita a regravação. 4/5

04. Colorblind: Colorblind é impossivelmente magnífica!! É um cover presente no EP Hurt, que Leona lançou ano passado para saciar a fome de música dos fãs quando soubemos que Glassheart seria adiado para 2012, e posso ainda não ter ouvido a versão original, mas certamente não deve ser melhor que esta!! Rsrs... Eu não tenho palavras para Colorblind. Para entender a dimensão da letra, que é complexa de tão simples, você precisa ouvi-la! 5/5

05. Sugar: Sugar é mais uma composição de Emeli Sandé, desta vez distante das conhecidas Trouble e I to You. Tem um aspecto mais acelerado e é mais amigável das rádios. Está sendo desperdiçada como uma faixa bônus! Facilmente substituiria a sexta faixa na edição comum... 4/5

06. Collide (Afrojack Remix): Lembram de Collide, o single injustiçado que foi acusado de plágio? Ele não entrou para o álbum, no fim, mas resquícios do mesmo não ficaram de fora. Este é um remix de Afrojack, que inicialmente fiquei receoso em ouvir, mas depois acabei gostando! É quase tão bom quanto a explosiva versão original! Craaaaash iiiiiinto meeeeee... Oooooon fuuuull speeed... We can colliiiiiiide! ♫ 4/5

No fim, as duas remarcações de lançamento estragaram ou aperfeiçoaram o trabalho de Leona? Se me permitem dizer, é notável que as duas coisas aconteceram! Pelo lado ruim, parece que algumas faixas foram polidas até demais, como se algum produtor perfeccionista tivesse entrado no estúdio e feito 50 versões diferentes da mesma música, para depois retirar o melhor de cada delas e incluir numa só. E pelo bom, se Glassheart tivesse saído em 2011, com uma tracklist totalmente diferente, não teríamos conhecimento de algumas composições fortes nas quais Leona só pôs as mãos este ano. Tudo o que aconteceu mostrou-se uma faca de dois gumes.
Mas e quanto a vocês? O que acharam de Glassheart? Me digam nos comentários! XX


Álbum da Semana #43, The Best Damn Thing - Avril Lavigne


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Alguém aí é fã da Avril Lavigne?
Espero que sim! Essa semana resolvi trazer o meu álbum favorito dessa cantora que já foi desde menina roqueira à patricinha atrevida e fez parte da minha vida desde o início da sua carreira. Em 2007 Avril volta aos holofotes totalmente reformulada para lançar o seu terceiro álbum, o polêmico The Best Damn Thing. Tal reformulação incluia não só o seu visual, que agora era mais alegre, mas também a sua sonoridade, que agora era ainda mais adolescente e com mais influências do pop, se distanciando bastante da garota dos dois álbuns anteriores com seus dilemas e seu som mais voltado ao rock. Alguns gostaram, outros odiaram, e alguns ainda ficaram em cima do muro. Apesar de também gostar muito dos álbuns anteriores, acho esse disco bem especial, pois tem momentos de alegria, tristeza, descontração e até mesmo apelação. Concluindo: É impossível não se identificar com pelo menos uma faixa!

01. Girlfriend: Ninguém imaginaria estar vivo para ouvir uma música da Avril Lavigne com o Dr. Luke, e eis que aconteceu! Girlfriend é estúpida e tosca ao extremo, mas e daí? É muito divertida! Quem nunca ficou com o "hey hey, you you!" na cabeça que atire a primeira pedra. Atualmente nem ouço tanto, mas na época que saiu eu achei o máximo. 4/5

02. I Can Do Better: Essa tem uma sonoridade bem parecida com a anterior, na verdade é bem o que predomina pelo álbum inteiro. A letra bem rebelde é mais um hino da cantora sobre não ter que viver para agradar ninguém porque você pode fazer bem melhor! Gosto muito dessa e também acho que deva ser uma das favoritas dela! 5/5

03. Runaway: Runaway não tem nada de especial quando se ouve o álbum por completo, é bem esquecível, mas também tem suas qualidades, como um refrão grudento e uma letra até legalzinha. 3/5

04. The Best Damn Thing: Quem nunca ouviu essa música e por algum momento não pensou que fosse uma versão alternativa de Girlfriend? Eu confesso que já passei por isso. The Best Damn Thing é uma faixa que tentou repetir a magia (sucesso) de Girlfriend e na minha opinião é até melhor, mas acabou passando bem despercebida como single e nem sequer entrou no Hot 100 da Billboard! Aqui Avril diz tudo: "I'm the best damn thing that your eyes have ever seen!" 5/5

05. When You're Gone: Quem esperava por uma música mais tocante como haviam muitas nos álbuns anteriores da Avril pode até se identificar com When You're Gone, que fala sobre a perca de alguém especial. E que videoclipe é aquele? Acho muito emocionante. Entretanto, a música soa meio exagerada, o que às vezes a faz parecer meio forçada. Talvez seja só uma impressão minha, mas isso não a torna menos especial. 4/5

06. Everything Back But You: Com certeza a faixa mais apelativa desde a primeira, Everything Back But You é bem agressiva e até meio confusa:  "I wish you were her, you left out the 'E', you left without me, and now you're somewhere out there with a b**ch, s**t, psycho babe, i hate you why are guys so lame?". Gosto muito dessa em especial, principalmente quando é apresentada ao vivo! 5/5

07. Hot: Sem dúvida o single mais injustiçado do álbum, Hot não se saiu tão mal quanto The Best Damn Thing, mas é bem melhor e merecia ter se tornado um grande hit. A música tem um dos meus refrões favoritos e também não se pode negar que tem o ingrediente "chiclete" que está presente em todo o disco. 5/5

08. Innocence: Essa pode ser definida simplesmente como o marco do álbum. Porque não foi single? Porque não existem mais faixas como essa? É impossível ouvir Innocence e não sentir arrepios ao longo dos pouco mais de 3 minutos da faixa. A letra é bem diferente e emocionante, "It's so beautiful it makes you wanna cry!" 5/5

09. I Don't Have To Try: Voltando a quebrar os limites da apelação, I Don't Have To Try é bem divertida e se limita simplesmente a dizer que Avril é quem manda. O refrão é incrível, mas a intro é o que a torna bem diferente das demais e até uma das minhas favoritas do álbum. 5/5

10. One Of Those Girls: Uma faixa minúscula, que apesar de não adicionar nada ao álbum também faria bastante falta, é bem divertida e fala sobre uma garota que usa os rapazes e depois os larga sem nada. Só não dou um 5 porque acho que poderia ser um pouco maior. 4/5

11. Contagious: Ainda menor que a anterior, Contagious tem pouco mais de 2 minutos e tem todos os ingredientes das outras faixas, por isso não traz nada de diferente. É impossível ouví-la e não cantarolar ao mesmo tempo. 4/5

12. Keep Holding On: Na verdade esse foi o primeiro single do álbum, para promover o filme Eragon, e foi muito bem recebida pelos críticos e fãs, que não deveriam imaginar que o resto do álbum seria bem diferente. Antes eu gostava muito, hoje nem tanto. 3/5

13. Alone (Faixa Bônus): Apesar de ser uma das melhores da era The Best Damn Thing, Alone não foi nada mais, nada menos do que uma b-side do single Girlfriend, mas pelo menos entrou na versão limitada do CD. A letra é bem agressiva e ao mesmo tempo bem convidativa, eu a colocaria não versão standard substituindo Runaway. 5/5

14. I Will Be (Faixa Bônus): Talvez você conheça I Will Be na voz de Leona Lewis, mas originalmente a faixa pertence a Avril Lavigne. Não sei definir qual versão é a melhor, só poderia dizer que a versão da Leona é mais potente, e a da Avril é doce. Me arrepio toda vez que a ouço. 5/5

15. I Can Do Better (Acoustic Version) [Faixa Bônus]: Apesar de gostar dessa versão de I Can Do Better, acho que ela ficou meio exagerada vocalmente, mas pelo menos deu mais vida a toda a revolta da letra. Ainda assim, prefiro a original. 3/5

The Best Damn Thing é um álbum com os seus altos e baixos, mas ainda assim não deixa de ser excelente. Talvez Avril tenha adquirido uma imagem bem forçada e clichê com esse trabalho, mas conseguiu fazer com que todo o público jovem da época conseguisse entrar no seu clima. O ponto negativo talvez fique por conta do retrocesso lírico desse álbum, visto que o anterior, Under My Skin, era bem mais profundo e ambicioso. Aqui, entretanto, pode se ver desde o início que a proposta é simplesmente se divertir, e Avril consegue fazer isso muito bem. Apesar de não ter mais do que 3 hits, Avril conseguiu colocar o seu terceiro álbum no primeiro lugar em vendas em inúmeros países e o consagrou como o quarto mais vendido do ano em que foi lançado. Como forma de divulgação também houve a The Best Damn Tour, que foi bem diferente de tudo o que ela já havia feito antes, com direito a várias luzes e dançarinos e lotou arenas por todo o mundo.

                 

E vocês, o que acham da Avril de The Best Damn Thing? E que passos esperam para os seus próximos álbuns? Eu particularmente espero que o próximo seja uma mistura de todos os outros, desde o sinceridade do Let Go, até a revolta do Under My Skin, a apelação do The Best Damn Thing, e a sentimentalismo do Goodbye Lullaby, mas também espero que ela traga algo totalmente novo e que nos surpreenda como ela pode fazer muito bem! Enfim, até a próxima, e tenham um ótimo feriado prolongado!
Victor

Álbum da Semana #41: Breakaway - Kelly Clarkson


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Olá pessoal!
Essa semana resolvi trazer um álbum mais antigo, mas que muitas pessoas pudessem ter ouvido. Várias opções passaram pela minha cabeça, mas aí acabei optando pelo Breakaway, o álbum épico da Kelly Clarkson que foi lançado lá no ano de 2004 e trouxe hits inesquecíveis como Because Of You, Breakaway e Since U Been Gone. Como foi só a partir desse álbum que a Kelly se tornou referência da música pop muitos acham que esse foi o primeiro disco dela, mas não! Antes ela havia lançado o excelente Thankful, mais especificamente no ano de 2003, e o mesmo fez muito sucesso lá nos EUA. O Breakaway entretanto representa certa mudança no estilo da cantora, tanto no visual, quanto na sonoridade, que agora se tornava  mais contemporânea e comercial. Se alguém ainda não tivesse se apaixonado pela garota do Thankful e achava que ela seria somente mais um fenômeno de reality show com um único álbum de sucesso, acabou se enganando redondamente: apesar de não ter passado do terceiro lugar em vendas nos Estados Unidos e Inglaterra, o álbum vendeu mais de 12 milhões de unidades em todo o mundo, e pelo menos a metade das cópias foram vendidas em seu país, onde o mesmo passou mais de 60 semanas no Top 10. Se você se considera fã da música pop e ainda não o ouviu, pode correr! Você não sabe o que está perdendo!

01. Breakaway: A faixa título do álbum com certeza foi um grande hit e marcou a vida de muitos, inclusive a minha, quando ainda era uma criança. Pouca gente sabe, mas essa faixa foi escrita pela Avril Lavigne e acabou sendo descartada pela própria, o que com certeza foi ótimo! A interpretação da Kelly é incrível e não imagino outra artista fazendo melhor. 5/5

02. Since U Been Gone: A minha faixa favorita do álbum se tornou febre em todo o mundo no período 2004/2005 e aqui no Brasil não foi diferente. A letra fala sobre um relacionamento encerrado, no qual a intérprete agora se sente livre, e o videoclipe é bem divertido, com uma Kelly furiosa quebrando o apartamento do ex! Os vocais estão perfeitos como sempre, com destaque para o último refrão, repleto de gritos insanos que deixam a música 1000x mais empolgante! 5/5

03. Behind These Hazel Eyes: Mais um hit inesquecível do álbum, Behind These Hazel Eyes é uma das composições próprias da cantora, e também uma das favoritas dos fãs. Lançada como o terceiro single do álbum, a faixa passou nada mais, nada menos, do que 15 semanas no Top 10 da Billboard Hot 100! Se por um lado acho a letra mediana, por outro, acho a melodia e vocais incríveis! 5/5

04. Because Of You: Com certeza a composição mais confessional do álbum, essa é uma faixa que fala sobre o relacionamento da cantora com o seu pai. Sem dúvida uma música muito triste que fez parte da vida de muitas pessoas. Aqui no Brasil fez um sucesso infernal graças a alguma novela da Globo (da qual eu não me lembro o nome). Para se resumir Because Of You em poucas palavras, posso dizer que é uma faixa extremamente sincera e capaz de emocionar até mesmo uma pessoa que nunca passou por tal situação. 5/5

05. Gone: Uma das candidatas a single do álbum, Gone resume perfeitamente o pop que na época ainda era bem frequente. O refrão explosivo e grudento imediatamente a torna uma das favoritas e eu preferia mil vezes que ela tivesse sido lançada no lugar de Walk Away. Se você é fã do pop latino deve conhecê-la como Me Voy, do RBD. 5/5

06. Addicted: Essa é uma faixa que investe mais no rock, e isso Kelly consegue fazer muito bem. A letra fala sobre uma cegueira amorosa e mesmo se você não tem ideia do que ela está dizendo pode sentir toda a aflição da música nos vocais, como sempre impecáveis. 4/5

07. Where Is Your Heart?: Essa música é tão linda que chega a ser inacreditável: letra perfeita, voz perfeita, melodia perfeita. Mas é Kelly Clarkson, né, gente? Where Is Your Heart? é a prova de que a cantora tem muito mais do que hits a oferecer em seus álbuns e chega a ser até bem melhor do que algumas das faixas lançadas como singles. 5/5

08. Walk Away: O último single do álbum pode ser definido como o pop resumido em pouco mais de 3 minutos. Walk Away se inicia com versos bem chicletes e explode num refrão feito para grudar na cabeça de qualquer um. A letra é um pouco mais alegre que as outras e foi muito bem posicionada para dar uma descontraída no álbum. Entretanto, depois de hits como Because Of You e Since U Been Gone acho que essa acabou sendo uma escolha bem equivocada para single. 4/5

09. You Found Me: A partir daqui o álbum esfria drasticamente. You Found Me é uma faixa pop até agradável, mas não chega a adicionar nada de impactante ao álbum que está repleto de canções bem melhores. Quase sempre pulo essa. 3/5

10. I Hate Myself For Losing You: Apesar de ter uma boa letra, I Hate Myself For Losing You não é mais interessante que a anterior. Pelo contrário, talvez ainda seja mais apagada. Não consigo repará-la em meio às outras canções do álbum. 3/5

11. Hear Me: Na minha opinião Hear Me consegue ser mais impactante do que as anteriores, mas por ser a pior faixa do disco. Aqui não há nada que impressionante, até a voz da cantora, que costuma ser sempre o fator mais interessante, não adiciona nada. Os versos são pobres e o refrão mais ainda. 2/5

12. Beautiful Disaster (Live): Quem conhece o álbum anterior da artista, o Thankful, talvez compartilhe comigo a opinião de que Beautiful Disaster é uma das faixas mais esquecíveis do álbum em questão. Acontece que no Breakaway tal faixa foi totalmente repaginada e ganhou um arranjo mais acústico e que se encaixou muito melhor. Depois de algumas faixas questionáveis Kelly encerra o seu álbum com a melhor performance vocal de sua carreira. É de arrepiar qualquer um! 5/5

Apesar de estar longe de ser o seu melhor álbum, Breakaway é o marco que a Kelly Clarkson precisava para consolidar a carreira. Talvez se esse álbum não tivesse sido lançado nem sequer saberíamos quem é Kelly Clarkson hoje em dia, ou ao menos poderíamos conhecê-la como a primeira vencedora do American Idol, e não como um ícone do pop internacional. De fato Kelly é uma sobrevivente na indústria da música dos 00's, e a prova disso é que, mesmo depois do fiasco do seu álbum My December e da recepção mista do All I Ever Wanted, ambos lançados posteriormente, Kelly se encontra em um ótimo momento de sua carreira, tocando em todo o mundo com os hits do álbum Stronger e ganhando mais fãs a cada single que lança! Talvez ela não seja uma cantora extremamente original, mas todo o seu talento e a sua capacidade de dar vida a músicas incríveis farão com que o seu nome ainda seja muito comentado no futuro. Quanto a nós, só nos resta esperar pelo próximo capítulo desta trajetória que ainda promete muito!
por Victor Freire

        

        

Álbum da Semana #40 - Kiss, de Carly Rae Jepsen


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Carly Rae Jepsen é um nome com o qual, neste ponto, todos já estão familiarizados.
Se você não está, arrume suas tralhas e mude-se para a Sibéria de uma vez, porque aí já é demais!! Rsrs
Call Me Maybe e etc.? Pois é. Este é o disco de estreia da Carly nos Estados Unidos, excluindo o Tug of War de 2009 e o EP Curiosity (leia a resenha aqui), e primeiro desde que a dita cuja virou sensação adolescente internacional com o hit que todos já ouviram, ficaram de cansados de ouvir e tornaram a ouvir de novo. Dona do maior sucesso do verão estadunidense, Carly quer manter a compostura e provar que não é cantora de uma música só. Kiss é o incumbido da difícil tarefa: uma confusa profusão de batidas eletrônicas, faixas pop pegajosas e composições feitas especialmente para durarem um verão. Resumidamente, um álbum comercial. Sinceramente, eu esperava mais dela! Adorei os outros dois trabalhos da Carly, e acho que ela perdeu um pouco do seu charme com este novo disco! Dance music apenas não combina muito com ela... Bom, antes que isto vire uma confissão de fã inconformado, rsrs, vamos ao habitual faixa-a-faixa?

01. Tiny Little Bows: Tiny Little Bows é o prelúdio que o disco usa para começar. Tem aquela letra fácil e batida gostosa, mas não gruda na cabeça por muito tempo nem é lá tão memorável. Não está entre os grandes destaques... 3/5

02. This Kiss: This Kiss é a faixa que ajuda a intitular o disco e seu primeiro single oficial. Aqui Carly tenta produzir um refrão ainda mais grudento que Call Me Maybe, mas acaba se estrepando na mediana mixagem de pop anos 80 com dance music. Eu esperava outra coisa quando soube que a canção era produzida pela dupla "party rock" do LMFAO. Não algo do que enjoaria após apenas três rodadas. 3/5

03. Call Me Maybe: Preciso mesmo falar desta? Rsrs... Previamente incluída no EP Curiosity, lançado mais cedo este ano, Call Me Maybe é aquilo tudo que vocês já sabem: um delicioso hino pop com letra fofinha e despreocupada. Me apaixonei de primeira pela faixa, e hoje posso nem escutar tanto, mas não nego que Call Me Maybe foi o marco do ano no cenário musical! 5/5

04. Curiosity: Curiosity servira como faixa-título para o EP lançado no início do ano, e aqui ocupa a quarta posição. Remixada para se adequar ao clima dance do resto do álbum, a canção acabou perdendo um pouco do seu brilho original. Eu achava Curiosity doce... E agora acho maçante. É só comparar a antiga versão com esta "melhorada". 3/5

05. Good Time (with Owl City): Good Time é a garantia de que Call Me Maybe não será o único sucesso da canadense. Parceria entre a mesma e o Owl City, o single já é um hit ao redor do mundo, tendo conquistado fãs pelos clássicos "Oh-oh-oh's" no refrão e feito críticos aplaudirem de pé a energia contida nas letras e na melodia inusitada. Para mim, Good Time é simplesmente uma diversão passageira, mas não deixa de ser uma das boas surpresas em Kiss! 4/5

06. More Than a Memory: More Than a Memory é talvez a composição que mais lembra a fase Curiosity da Carly. Ainda há traços reconhecíveis de música eletrônica permeando a letra, mas a personalidade remanescente da cantora também está presente, salvando a pátria num disco em que 80% das faixas são remixes enlouquecidos. 4/5

07. Turn Me Up: Turn Me Up tem aquela melodia calma e previsível, mas não foge ao Auto-Tune e aos sintetizadores eletrônicos das músicas anteriores. Passa quase despercebida, e para mim não faria muita diferença se nem tivesse sido includa no álbum. 3/5

08. Hurt So Good: Hurt So Good é a primeira canção desta nova fase da Carly que não me decepciona por completo. Em um álbum com quase vinte faixas na edição Deluxe, algumas precisam se salvar, né? Rsrs... Eu gostei desta logo pelo refrão; abre ganchos interessantes para o andamento da música. Pode até ser considerado o novo Call Me Maybe. 4/5

09. Beautiful (feat. Justin Bieber): A aguardada parceria com o Justin Bieber foi justamente a faixa da qual menos gostei! Eu já esperava uma balada calminha, mas não essa lentidão quase parando e extremamente sonolenta! Rsrs... A letra é bem clichê também, e não acrescentou nada demais à minha playlist. Se não me engano, devo ter até mesmo excluído do iPod. 1/5

10. Tonight I'm Getting Over You: Esta é outra eletrônica que se salva. Os arranjos remetem a outros sucessos do gênero, como Starships, da rapper Nicki Minaj, e Where Have You Been, de Rihanna. A letra pode ser uma mera desculpa para a produção um tanto comercial e abusadora de Auto-Tune, mas Tonight I'm Getting Over You continua sendo ótima e uma das minhas preferidas! 4/5

11. Guitar String/ Wedding Ring: Guitar String/ Wedding Ring é uma faixa que podemos chamar de, no mínimo, incomum. Rsrs... A começar pela letra! "If you cut a piece of guitar string, I will wear it like it's a wedding ring!" Quem conseguir dar um sentido a isso, me avisa, porque achei um tanto desconexo e forçado demais! Mesmo assim, decidi por ignorar esses pormenores e curtir a batida, que por sinal é incrível! 4/5

12. Your Heart Is a Muscle: A música que finaliza o álbum na edição Standard é Your Heart Is a Muscle, a balada fofinha e bem Carly que me conquistou de primeira e se tornou logo minha predileta! Estava na hora de dar um break na eletrônica, né? E a pausa não poderia ser melhor! Your Heart Is A Muscle é magnífica! A voz dela está super valorizada aqui, e já torço para que seja lançada como single! É perfeita para as rádios e ganhará certo destaque nas tabelas musicais! "You say love is a fragile thing... Made of glass, but I think... Your heart is a muscle, your heart is a muscle..." 5/5

13. Drive (Faixa bônus): Mais uma faixa comercial e nada especial. O que vale daqui pra frente é fechar os olhos e tentar ignorar as letras absurdas. Drive deve ser a pior das faixas bônus, mas não me arrisco a avançar mais... Ainda não a ouvi toda. 2/5

14. Wrong Feels So Right (Faixa bônus): Lá vamos nós de novo! Wrong Feels So Right não é muito diferente de tantas outras: música eletrônica, Auto-Tune, som intermitente e invasor. Isso já está ficando repetitivo, né? Rsrs... 3/5

15. Sweetie (Faixa bônus): Sweetie é uma das duas músicas que se salvam nas faixas bônus. O título já nos diz o que esperar: coisas fofas, Carly sentimental, arco-íris, flores e ursinhos de pelúcia chamados Teddy! Não liguem... Prefiro este lado da cantora que o outro! 4/5

16. I Know You Have a Girlfriend (Faixa bônus internacional): I Know You Have a Girlfriend serve como faixa bônus internacional, e parece mais algo descartado do repertório dos filmes High School Music. Não estou dizendo que é ruim. Até tem um certo charme... Mas é fácil ver porque entrou no disco nesta inconfortável posição. 3/5

17. Almost Said It (Faixa bônus do iTunes): Eu quase não acreditei quando notei que a faixa bônus do iTunes era na verdade uma balada!! Sim!! Nada de dance, nada de Auto-Tune, nada daquela tranqueira toda! Apenas Carly, um violão e sua voz doce numa bela melodia que cai em perfeita harmonia com uma letra fofinha típica dela! Devia ter entrado na edição padrão do disco... 4/5

Vocês podem ver que Kiss não é um disco que me agradou muito, né? Eu classifiquei como três estrelinhas quase à força! Mas eu tinha de levar em conta Your Heart Is a Muscle, Tonight I'm Getting Over You e Almost Said It, as três que realmente valem alguma coisa. Sinto muito, mas minha fé de fã foi abalada! Sinceramente, espero que a Carly volte com algo melhor e menos apressado ano que vem! Algo mais ela! Afinal, Kiss foi produzido em apenas seis meses.
Já não cheirava bem inicialmente. E não cheira bem agora, que finalmente saiu. 80% do álbum é descartável. Mas, ei, é apenas minha opinião! Talvez você curta o Auto-Tune descarado e a batida eletrônica frenética e quase dolorosa aos ouvidos! Hehe
Bom, até ano que vem, Carly! Desejo com todo o meu coração que você se reencontre e não se deixe levar pelo lado comercial da coisa!
BEIJO!

Fiquem com a colaboração da Carly com o Owl City na faixa Good Time

Álbum da Semana #39 - P!nk: The Truth About Love


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Olá leitores do Livros e Rabiscos! A partir de agora passarei a acompanhar o Vinícius na coluna do Álbum da Semana, de 15 em 15 dias, e hoje tenho a honra de trazer a minha primeira resenha. Antes de mais nada, gostaria de me apresentar: meu nome é Victor, tenho 17 anos e sou um grande fã da música internacional. Gostaria muito de agradecer ao Vinícius pela oportunidade, gosto muito de escrever sobre o que eu ouço, e dessa vez acabei optando pelo meu vício do momento, um dos lançamentos mais aguardados do ano: o The Truth About Love, da P!nk. Para falar a verdade, o ano de 2012 ainda não havia trago nenhum lançamento que realmente me surpreendesse. Acredito que os melhores lançamentos acabaram ficando reservados para esse segundo semestre, e esse álbum é uma grande prova disso. Fiquei bem receoso desde o primeiro single, Blow Me (One Last Kiss), que nunca me conquistou, e então foi anunciado o nome do álbum, que eu achei mais ou menos (e ainda acho), a capa também me pareceu bem mais ou menos (e ainda parece), e no fim das contas acabei achando que esse seria mais um álbum decepcionante. Que engano! Com certeza o The Truth About Love é o melhor lançamento de 2012 até o momento, e o mesmo chega às lojas na próxima terça-feira, concorrendo com nomes como Carly Rae Jepsen e Nelly Furtado, mas eu acredito que deva levar a melhor. Antes de maiores conclusões, vamos analisar faixa a faixa do álbum, que traz 13 faixas na versão comum e 17 na versão Deluxe:

01. We Are All We Are: Com certeza não havia faixa melhor do que essa para iniciar o álbum! We Are All We Are está longe de ser uma das minhas favoritas, mas é uma boa introdução. Traz uma pegada bem diferente de todo o resto do disco, sendo mais agressiva tanto vocalmente quanto liricamente. Acho que não se encaixaria bem em meio às outras. 3/5

02. Blow Me (One Last Kiss): Grande banho de água fria, esse é um dos piores singles da P!nk. A letra é chata, o refrão é chato, o videoclipe é chato. Apesar de tudo, gosto da parte: "...just when it can't get worse, I had a s**t day, you had a s**t day, we had a s**t day!". Apesar de não ser um carro-chefe tão bem-sucedido quanto So What ou Raise Your Glass, não se pode negar que a música é um grande hit. 2/5

3. Try: Podemos dizer que a partir daqui o álbum começa a esquentar. Try é uma das duas músicas do álbum que não foram escritas pela cantora, mas é impossível não sentir certa emoção ao ouví-la. Essa faixa já foi confirmada como o segundo single do álbum e segundo a própria cantora tem o melhor videoclipe da sua carreira! Coloco essa música facilmente como um dos singles do ano. 5/5

4. Just Give Me A Reason (feat. Nate Ruess): Uma das mais aguardadas do álbum pricipalmente por ser um dueto com o vocalista da banda fun., Just Give Me A Reason não é uma composição genial, mas conquista principalmente pelos vocais impecáveis dos dois intérpretes. Não sou muito fã do Nate, mas não consigo imaginar outro vocalista para essa faixa! 5/5

5. True Love (feat. Lily Rose Cooper): Antes de mais nada, que fique bem claro que Lily Rose Cooper é o novo nome artístico da Lily Allen. Fiquei empolgadíssimo quando fiquei sabendo desse dueto, e a música é tudo o que eu esperava. É uma das mais pop do álbum e tenho certeza que mais cedo ou mais tarde vai acabar se tornando um single. A única coisa que me decepcionou foi o fato de que a parte da Lily é minúscula. Se houvesse um duelo vocal entre as duas por toda a música seria ainda melhor. 5/5

6. How Come You're Not Here: Essa música se difere um pouco das anteriores principalmente por ter mais influências do pop rock. Liricamente podemos definí-la como uma "Please Don't Leave Me 2012", porém essa é mais divertida. Até imagino que possa se tornar um single. Eu aprovaria a escolha, já é uma das minhas favoritas. 4/5

7. Slut Like You: Quando li a tracklist do álbum fiquei muito receoso com essa faixa. Fiquei com medo de que fosse algo muito apelativo, e ao ouví-la fiquei bem tranquilo. É claro que a faixa é apelativa, mas num bom sentido e sem perder o estilo da cantora, e no fim das contas acaba trazendo o humor inteligente típico das músicas dela e também é bem feminista, o que já é característica do histórico da P!nk. Ao que tudo indica esse será o terceiro single do álbum.  4/5

8. The Truth About Love: A faixa-título do álbum ainda não havia chamado a minha atenção. Quando terminava de ouví-la nem sequer lembrava do seu refrão, mas com o passar do tempo foi se tornando mais interessante. Com o tempo deve se tornar uma das minhas favoritas. 3/5

9. Beam Me Up: O que seria dos álbuns da P!nk se não houvessem as faixas mais desaceleradas e emocionantes? É claro que ela sempre coloca o máximo de emoção em suas músicas, mas essa é especial. Beam Me Up fala sobre o aborto que a cantora sofreu há algum tempo, com breves referências sobre tal fato. Belíssima! 4/5

10. Walk Of Shame: É uma faixa bem curta, e não adiciona muita coisa ao álbum, mas ainda é melhor do que algumas outras do álbum. Não compreendi muito bem a letra, mas gostei da parte repetitiva do "walk this way!" 3/5

11. Here Comes The Weekend (feat. Eminem): Uma coisa é certa: tenho total preconceito com o Eminem. Desde que soube dessa colaboração concluí que essa deveria ser a faixa que eu menos gostaria no álbum, mas não, é uma das melhores! A voz da P!nk está sensacional, e ao decorrer da canção ela dá vários gritos que me lembram um pouco a Xtina. Tenho certeza que essa se tornará um ótimo single! A letra não traz nada demais, como o próprio nome já sugere: fala sobre aprontar uma grande baderna durante o fim de semana. 5/5

12. Where Did The Beat Go?: Também fiquei receoso quando vi o nome dessa faixa. Pensei em um encerramento chulo como This Is How It Goes Down, do Funhouse. OK, a música não é tão ruim, mas também não é lá grande coisa. Entre as 13 foi a que passou mais despercebida. 2/5

13. The Great Escape: Falar sobre últimas faixas é sempre arriscado. Alguns álbuns terminam com músicas totalmente descartáveis, e outros terminam de forma brilhante. The Great Escape poderia ser a Glitter In The Air do The Truth About Love. O que isso quer dizer? A música é sensacional para encerrar o disco! É sempre interessante encerrar o álbum com esse tipo de música mais lenta e reflexiva, mas é importante fazer da forma correta. 4/5

14. My Signature Move (Faixa Bônus): Fiquei surpreso quando ouvi essa faixa. Esperava faixas bônus medianas, mas essa é sensacional! O refrão é explosivo e a música é bem melhor do que muitas outras da versão comum, sendo consequentemente uma das melhores do álbum. 5/5

15. Is This Thing On? (Faixa Bônus): Outra faixa bônus incrível, Is This Thing On? é ainda melhor que a anterior. Pelo nome eu esperava por algo mais agitado e com uma sonoridade que lembrasse o Try This, álbum da P!nk de 2003, e acabei me surpreendendo de forma positiva. Eu a colocaria na versão standard substituindo Where Did The Beat Go?. 5/5

16. Run (Faixa Bônus): Essa é uma faixa bem romântica e concordo com a sua posição de faixa bônus. Isso não quer dizer que a música é ruim, e sim que não se encaixa na versão comum. A letra é excelente e bem diferente das outras. 3/5

17. Good Old Days (Faixa Bônus): Com certeza essa é a faixa bônus que eu menos gostei, mas ainda assim posso considerá-la como boa. A letra é bem nostálgica e com certeza todos nós podemos nos identificar com ela. Afinal, quem nunca sentiu vontade de voltar no tempo? 3/5

18. The King Is Dead But The Queen Is Alive (Faixa Bônus do Japão): B-side de Blow Me (One Last Kiss), podemos dizer que essa música é bem melhor que o próprio single! Aqui o que predomina é o rock, e a letra também é bem feminista e fala sobre um certo homem que tenta fazer com que uma mulher mude por ele. A melhor parte sem dúvida é a do grito que encerra a canção: "The king, the king, the king, the king is dead / BUT THE QUEEN IS ALIVE!". 5/5

18. Chaos & Piss (Faixa Bônus do iTunes): A versão do iTunes traz Chaos & Piss, uma faixa que eu imaginava que investiria em um gênero mais hardrock, mas se mostra uma música mais lenta e emocional. Até agora não acho que essa se destaque em meio às outras, mas com o tempo também devo passar a gostar mais. 3/5

19. Timebomb (Faixa Bônus do iTunes): É a faixa que encerra a versão Deluxe do iTunes, e ainda estou muito confuso com essa em específico. Não sei se gostei muito ou se é apenas uma faixa para encher o álbum. Os fãs no geral aprovaram. 3/5

Enfim, The Truth About Love é a prova de que P!nk é especialista em se reinventar a cada álbum que lança, mas sem perder a sua essência e originalidade. Lá em 2000, quando lançou o seu primeiro álbum, Can't Take Me Home, a mesma se tornou uma grande promessa da música, e em 2001 se tornou um ícone adolescente com o M!ssundaztood, até ser rotulada como uma artista de um único álbum em Try This e dar a volta por cima com o I'm Not Dead, se tornar a divorciada em Funhouse e a garota motivadora em Greatest Hits... So Far!!!, mas sempre trazendo a sua sonoridade característica de forma diferente. O que podemos esperar da era The Truth About Love? Agora temos uma P!nk mãe e casada e que, como a própria define-se, é uma mulher feliz e realizada, mas que ainda tira um tempo para ser revoltada e não perder a sua originalidade como compositora. Talvez essa era não seja tão cheia de hits, mas quando se trata dela isso não é o mais importante. Prova disso é que 12 anos após o seu primeiro álbum P!nk continua vendendo mais do que cantoras que já fizeram mais sucesso do que ela, afinal, a sua carreira não se baseia em hits #1, e sim em sua personalidade única. P!nk é simplesmente P!nk, e isso nos faz amá-la e respeitá-la como uma artista incomparável e que sempre terá algo especial a nos dizer. Espero que vocês curtam o álbum e descubram a verdade sobre o amor durante essa era que, pelo visto, ainda vai dar muito o que falar! 

             


 *** Para quem ainda não ouviu o álbum e está em dúvida, sugiro uma visita ao canal da cantora no VEVO, onde várias faixas do álbum ganharam um lyric video. É uma boa prévia para quem ainda não está por dentro dessa nova era.