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Alexander Gordon Smith - Solitária (Fuga de Furnace #2)

Solitária
Título: Solitária
Autor(a): Alexander Gordon Smith
Editora: Benvirá
Gênero: Suspense
Nº de Páginas: 264
Ano: 2012
Avaliação: 
Skoob
Quando mandaram a Sala Dois pelos ares, Alex, Zê, Gary e Toby acreditaram ter alcançado a tão sonhada liberdade. Porém, o que parecia um sonho acabou se transformando em um de seus piores pesadelos. A explosão os jogou nas profundezas de Furnace. Nada de ar puro, apenas escuridão e labirintos de pedra. Com os guardas e o diretor da prisão em seu encalço, os garotos sabem que é uma questão de tempo até voltarem para a cela. O verdadeiro horror de Furnace só está começando. Recapturados, eles agora precisam encarar a solitária - nada mais que um buraco no solo com apenas uma porta, trancada pelo lado de fora e vigiada pelos ternos-pretos e pelos temidos Ofegantes. Seu destino? Serem devorados pelos ratos que povoam as entranhas de Furnace, enlouquecer dentro da cela úmida ou... tentar escapar novamente.

Já faz um tempinho considerável desde meu último livro lido, mas com tudo o mais já esclarecido não vou voltar a falar sobre como o ano está complicado e as leituras paradas. Vamos direto à resenha, que é o que realmente importa aqui! O segundo livro que li este ano foi Encarcerados, o primeiro volume da série Fuga de Furnace, um thriller insanamente divertido de ser lido a respeito de um delinquente juvenil chamado Alex Sawyer, que é apreendido pelas autoridades após supostamente matar o amigo e aprisionado em Furnace, uma instalação subterrânea que é definida sabiamente pelo próprio autor através da assustadora sentença:
"Sob o céu fica o inferno, e sob o inferno Furnace. Espero que desfrutem de sua permanência aqui."
Já deu pra ter uma ideia dos horrores desta prisão, né? Já avisando, a partir desta linha poderá haver alguns spoilers! Se acha que eles vão estragar sua leitura pare por aqui. Ao fim do primeiro livro, num feito quase impossível, Alex e alguns outros detentos encontraram uma brecha na armadura implacável da prisão e conseguiram escapar. Ou pelo menos pensavam que sim. O rio subterrâneo que supostamente os levaria à segurança do mundo exterior acabou tragando-os para mais fundo nas entranhas da terra, e foi só uma questão de tempo até que o diretor e todas as suas monstruosas criaturas os encontrassem.
Agora Alex está sentenciado a passar um mês na solitária, que faz o nível superior da prisão parecer um oásis, e que é o pesadelo de qualquer detento. Preso num buraco, ele é forçado a enfrentar seus próprios demônios sem ter como se comunicar com o parceiro e com sua própria mente pregando-lhe peças. Mas eis que surge uma nova chance de dar o fora dali, que pode significar tanto o inalcançável sonho de fuga quanto a morte na certa. Mas como a única outra alternativa é sentar e enlouquecer, o rapaz está disposto a arriscar todas as suas fichas nisto.
Solitária é uma continuação direta do livro anterior, o que me fez arrepender de não tê-lo lido assim que terminei Encarcerados. Verdade seja dita: toda a agonia e tensão do primeiro são intensificados ao extremo neste segundo. Afinal, Furnace é literalmente o inferno, e acabamos de descer mais um nível. Não houve um segundo em que não me encontrei com os pés balançando ou mordendo ansiosamente a mão, passando as páginas sem nem perceber os minutos voando, só porque queria chegar ao fim e ver onde aquilo tudo ia dar.
Como há outros livros depois deste, eu sabia que nem tudo daria certo, então fiquei um pouquinho frustrado, mas nada que invalide a viciante narrativa. Que venha então Sentença de Morte! Não tenho a minima ideia do que virá a seguir, o que é mais assustador e animador ainda! Rs. Se você gosta de sequências explosivas e que tornam impossível que seu foco se desvie para outras coisas, Fuga de Furnace é sua próxima série preferida.

Alexander Gordon Smith - Encarcerados (Fuga de Furnace #1)

Encarcerados
Título: Encarcerados
Autor(a): Alexander Gordon Smith
Editora: Benvirá
Gênero: Suspense
Nº de Páginas: 296
Ano: 2012
Avaliação:  
De um dia para outro, Alex Sawyer passou de valentão a delinquente juvenil. Os trocados arrancados dos garotos na escola já não eram suficientes, e, com a ajuda de seu melhor amigo, Toby, começou a cometer pequenos furtos na vizinhança. Até que uma noite, homens fortes, de terno preto, e um esquisitão usando uma máscara de gás cruzaram o caminho dos dois. Toby foi cruelmente assassinado e Alex, preso e acusado pela morte do amigo. Seu novo lar? A Penitenciária de Furnace, um buraco - literalmente - para onde todos os garotos condenados são enviados, e de onde só é possível sair morto. Com guardas sádicos e criaturas terríveis responsáveis pela segurança, Furnace é o inferno. O lugar é infestado de criminosos - como as perigosas gangues Caveiras e os Cinquenta e Nove - mas também há muitos garotos que, como Alex, foram presos por crimes que não cometeram. Como escapar e provar sua inocência? Em quem confiar? O que na verdade era Furnace: um reformatório? Um depósito? Ou, pior, um laboratório maligno?

Em 2014 vou finalmente riscar da lista de "vou ler" no Skoob livros que estão lá há milênios, e Encarcerados está sendo o primeiro de muitos. Aproveitando que ganhei um novo iPad, dei uma passadinha na iBookstore e baixei alguns títulos (mais especificamente três), dentre eles o livro do Alexander Gordon Smith. Se me recordo bem, o conheci através duma resenha no blog da Pâm Gonçalves, Garota It, e algo nessa capa assombrosa me chamou a atenção de imediato, e só bastou ler a sinopse para eu desejar pôr as mãos em Encarcerados o mais rápido possível!
"-Sob o céu fica o inferno, garotos, e, sob o inferno, Furnace. Espero que desfrutem de sua permanência aqui."
O primeiro volume da série de cinco nos apresenta ao delinquente juvenil Alex Sawyer, que ao lado do amigo Toby intimida garotos na escola e assalta casas de desconhecidos. Alex, como todos os valentões, nunca imaginou que fosse ser pego, mas é num desses roubos arriscados que ele é flagrado por um grupo assustador de agentes de terno, que assassinam o amigo a sangue frio e colocam a culpa nele. Alex, embora não seja nenhum santo, também não é assassino, mas mesmo assim é sentenciado a passar o resto de seus dias na prisão Furnace ("forno", numa tradução literal), que está enterrada nas entranhas da terra e abriga todo tipo de marginais e outros horrores dignos de pesadelos.
"-Não façam amigos, não estabeleçam conexões. Eles perceberão, e isso provocará a morte de ambos. Não cometam o erro de trazer o coração aqui para baixo; não há lugar para ele em Furnace."
Não demora muito para que Alex descubra que Furnace é muito mais que uma prisão. O lugar serve de fachada para experimentos cruéis e desumanos, e tratados como se fossem animais pelos guardas e pelo diretor, os detentos são as cobaias. Ele precisa encontrar uma forma de sair dali o mais rápido possível, antes que a sufocante prisão roube todas as suas esperanças e quem ele é, mas para isso precisa descobrir quem são seus verdadeiros amigos, e agir no momento certo, pois, afinal, só haverá uma chance de fuga.
Fazia tempos que não pegava um livro que me deixava tão imerso na história. Assim que você começa Encarcerados, é literalmente impossível parar. É como uma viagem sem volta para o inferno, e com direito a uma boa dose de crueldade e todo tipo de monstruosidade, e com cada capítulo terminando com um gancho irresistível para que o próximo seja lido, você chega ao fim sem sequer notar! A prisão é exatamente como um daqueles campos de concentração dominados por nazistas na Segunda Guerra Mundial, e chamem-me de louco, mas adoro esses cenários inóspitos nas coisas que leio ou assisto. Deixando de lado algumas das ações estúpidas do Alex, que tenta bancar o herói a todo tempo, o que me irrita profundamente em protagonistas, Encarcerados é uma dica mais que ótima para fãs de suspense!
"Meu corpo e minha mente estavam encarcerados em Furnace, mas minha alma, ou minha imaginação, ou o que quer que fosse, não descansaria em paz até que pudesse respirar o ar da superfície de novo."
Como preços de eBooks ainda estão um pouco elevados demais para o meu gosto, vou dar um tempo na série antes de seguir com ela, embora tudo que eu queira agora seja saber o que acontece depois dos eletrizantes momentos finais de Encarcerados!! Mas é isso... Temos então meu primeiro coraçãozinho do ano.

Daniel Handler - Por isso a gente acabou

Por isso a gente acabouTítulo: Por isso a gente acabou
Autor(a): Daniel Handler
Editora: Cia. das Letras
Gênero: Romance
Nº de Páginas: 368
Ano: 2012
Avaliação: 
Min Green e Ed Slarteron estudam na mesma escola e, depois de apenas algumas semanas de convívio intenso e apaixonado, acabam o namoro. Depois de sofrer muito, Min resolve, como marco da ruptura definitiva, entregar ao garoto uma caixa repleta de objetos significativos para o casal junto com uma carta falando sobre cada um desses objetos e do episódio que ele representou, sempre acrescentando, ao final, uma nova razão para o rompimento. Essa carta é o texto de Por isso a gente acabou, que é, assim, carregado de um tom informal e tragicômico - características da personagem - e traduz com um misto de simplicidade e profundidade a história de uma separação. Imerso neste universo adolescente, o leitor conhecerá a divertida personalidade de Min, uma garota apaixonada por filmes cujo sonho é ser diretora de cinema, e as idas e vindas deste romance, desde o dia em que os dois conversaram pela primeira vez até o instante em que tudo acabou.

Por isso a gente acabou sempre me chamou a atenção em livrarias e em outros blogs. Nas livrarias eu admirava sua diagramação, me questionando a respeito daquelas belas ilustrações, e nos blogs analisava resenha por resenha, fazendo uma média e descobrindo que esta seria uma história que eu iria adorar. E foi só quando tive a oportunidade de ter um exemplar em mãos através da Cia. das Letras que percebi uma coisa que tinha deixado passar antes. O autor é Lemony Snicket, que na verdade é um pseudônimo para Daniel Handler. Devo ter lido a respeito disto em alguma das resenhas, mas, sinceramente, não me lembrava, e acabou sendo uma surpresa! Por isso a gente acabou estava naquela lista do "um dia talvez eu leia", e quando enfim decido ler, descubro que é do Daniel Handler... Que é o Lemony Snicket, autor de Desventuras em Série e Só Perguntas Erradas, duas séries que estou amando acompanhar.
Basicamente, o romance adolescente do Daniel Handler, que me mostrou algo um pouco diferente do que eu estava acostumado vindo dele, é narrado através da ótica de Minerva Green, ou Min, que teve o coração partido por um ex-namorado, Ed Slaterton, que ela acreditava amá-la mas, no fim, descobre ser tudo uma grande mentira. Não é spoiler, tá gente? Rs. Ao longo do livro, a cada capítulo, que se inicia com um item importante que marcou o relacionamento dos dois para Min, a garota nos conta os motivos que a fizeram terminar com o Ed, de maneira às vezes cômica, como é típico do Daniel/ Lemony, mas na maior parte do tempo séria. Por isso a gente acabou é resumidamente o lamento altamente sentimental de uma garota com o coração partido, e, ao lê-lo, acabei me tornando inevitavelmente Min.
“Foi por isso que a gente acabou, Ed, por uma coisinha pequena que sumiu ou quem sabe nunca tenha estado de verdade nas minhas mãos.”
Em algum momento indefinido (creio que assim que Ed e Min saem numa espécie de primeiro encontro), tomei alguns dos sentimentos dela para mim mesmo, principalmente por ter me identificado com as manias cinéfilas da personagem, e com vários outros aspectos de sua personalidade. Torci para que o Ed não fosse o cafajeste que parecia ser, para que todos os amigos da Min estivessem errados e ela certa, mas no fim acabei me "decepcionando", assim como a personagem. Posso soar exagerado, mas vou afirmar que até fiquei de coração partido ao ver este amor adolescente se desfazendo! Principalmente porque sou tão suscetível quanto a Min com essas emoções, talvez até mais, e vi a mim mesmo nela mais do que esperava.
Por isso você precisa ler este livro. Não é nenhuma genialidade literária, mas reflete bem o que esta geração sente na maior parte do tempo: amor, ódio, tristeza, felicidade e insegurança, tudo ao mesmo tempo. São 368 páginas que voam perante seus olhos numa única noite, tanto pelo trabalho artístico da Maira Kalman quanto pela fluidez da narrativa do Daniel Handler. Assim como J.K. Rowling e poucos outros, Handler provou-se um autor para todas as idades. Ele consegue vestir mais de uma personalidade como contador de histórias, e ainda assim não perde sua marca especial, que é só dele. Vocês entenderam, né? Leiam Por isso a gente acabou, e não tenham medo dos corações partidos. Para terminar, fiquem com uma música que é nada menos que perfeita para o livro:

John Flanagan - Terra do Gelo (Rangers - Ordem dos Arqueiros #3)

Terra Do Gelo
Título: Terra do Gelo
Autor(a): John Flanagan
Editora: Fundamento
Gênero: Aventura
Nº de Páginas: 256
Ano: 2009
Avaliação: 
Forças da natureza podem ser um poderoso oponente para um jovem aprendiz de arqueiro e uma princesa em terras de piratas e mercenários. Por isso, depois de um longo e sombrio inverno, Will e Evanlyn estão diferentes. Eles entenderam que, em toda guerra, há um tempo para lutar e um tempo para aceitar o inevitável...

Se você não conhece ou ainda não leu minhas resenhas para os dois primeiros livros, Rangers é uma série infanto-juvenil escrita por um australiano chamado John Flanagan que era originalmente destinada a convencer seu filho que heróis não precisam ser daquele tipo estereotipado que vemos em filmes, mas qualquer um que tenha um bom coração e não tenha medo de enfrentar qualquer empecilho que surja em seu caminho. Will, o protagonista, é exatamente assim. Em 'Ruínas de Gorlan', ele era ainda uma criança imatura e infeliz por estar sendo treinado para se tornar um arqueiro, e não um cavaleiro, como inicialmente sonhava. Neste mesmo volume, aprendemos que uma espécie de mago do mal, Morgarath, está planejando assumir o controle do reino de Araluen, e Will acaba sendo uma peça importante para impedir seu retorno.
No segundo, 'Ponte em Chamas', que é um dos livros mais legais que li este ano, Morgarath tem um novo plano para tomar o que ele acredita ser dele, e novamente Will toma as rédeas da situação e, junto a uma princesa disfarçada, Evanlyn, consegue fazer o que um adulto treinado nunca conseguiria. Infelizmente, ao fim deste volume, ele e sua nova amiga acabam sendo capturados pelos escandinavos, que estavam do lado do inimigo nesta guerra, e terminamos o livro com ambos sendo levados à força num navio, enquanto Halt, arqueiro formado e tutor de Will, promete resgatá-los da costa.
Terra do Gelo continua a história do ponto que o último parou. Will e Evanlyn (na verdade a princesa Cassandra, filha de Duncan, governante de Araluen) estão literalmente numa fria, enfrentando ao lado dos brutos escandinavos o tormentoso mar Stormwhite, sem ter a minima ideia do que será feito deles quando chegarem a Hallasholm, a capital escandinava. Simultaneamente, Halt une-se à Horace, um aprendiz da Escola de Guerra, numa aventura em busca de Will, enfrentando inúmeros adversários no caminho e acabando por cair numa cilada que atrapalha momentaneamente sua já perigosa jornada. John alterna a narrativa entre estes dois núcleos, sempre terminando um capítulo instigando o leitor a ler o outro.
Este é meu tipo favorito de livro, pois nunca há momentos chatos, uma vez que na narrativa bifurcada os personagens têm seus próprios demônios a enfrentar, e você nunca fica cansado dos cenários. Terra do Gelo não é melhor que o segundo, mas é tão bom quanto, e me deixou pensando seriamente em adicionar Rangers na lista de séries favoritas! A conclusão não é tão elétrica quanto a de Ponte em Chamas, mas deixa aquele gostinho chato de livro não terminado, sabem? Ou seja: preciso de Folha de Carvalho o mais rápido possível! E, claro, parabéns à Fundamento pelo acabamento impecável!
***
E para você que leu até aqui, tenho uma surpresinha! Quer ganhar um kit de marcadores exclusivo da Editora Fundamento? Só deixe seu comentário aqui embaixo (com e-mail), e torça para ser sorteado! O ganhador receberá uma notificação dia 5 de dezembro, a exatamente daqui uma semana!

Carol Sabar - Azar o Seu!

Azar o seu!
Título: Azar o Seu!
Autor(a): Carol Sabar
Editora: Jangada
Gênero: Chick-Lit/ Romance
Nº de Páginas: 368
Ano: 2013
Avaliação:  
Bia está parada num engarrafamento no Rio de Janeiro, pensando em sua vida azarada. Sem emprego, atolada em dívidas, ela não imagina que está prestes a viver a grande coincidência da sua vida. O motorista do carro ao lado está buzinando, tentando se comunicar com ela, como se fosse um velho conhecido... E ele é! Mas Bia não o reconhece. E como poderia? Ele é um homem, não mais o garoto de dez anos atrás. Está mais encorpado, cortou o cabelo, livrou-se do aparelho nos dentes e das espinhas do rosto, está tão diferente, tão lindo... O motorista sai do carro, mas não tem tempo de se explicar, pois começa um violento tiroteio e eles têm que se jogar lado a lado no asfalto. Certa de que está prestes a morrer, Bia entra em desespero e se prepara para dizer suas últimas palavras, na esperança de que o suposto desconhecido deitado ao seu lado possa levar um recado a Guga, seu amor da adolescência, sem perceber que é ele próprio que está ali, ouvindo a inesperada declaração de amor! Os dois escapam juntos do tiroteio e, a partir daí, começam a se envolver, dia após dia... Guga, sem coragem de assumir sua verdadeira identidade. Bia, fascinada por ele e feliz consigo mesma por finalmente estar se apaixonando por alguém que não é Guga...

Oi gente! Tempinho que não passo por aqui, né? Por razões pessoais que já expliquei através deste post no Facebook, minha vida e leituras estão uma completa bagunça, e isto somado à falta de tempo e estudos, todo o resto acabou praticamente largado! De qualquer forma, estou aqui hoje (após uma tarde toda só fazendo provas, rs) para comentar um pouco a respeito de Azar o Seu, o novo (e incrível) lançamento da mineira Carol Sabar, que tive o enorme prazer de ler mais cedo este mês! Não por algum preconceito idiota, não sou um grande fã de chick-lits. Simplesmente não me identifico com a maioria das novelas do gênero, e nunca vi nada de tão "legal" naquelas que já li. Eu já conhecia a Carol através de Como (quase) namorei Robert Pattinson, seu romance de estreia que ainda não li, mas agora pretendo, e fiquei super animado quando a Marina Carvalho, autora de Simplesmente Ana e minha professora de LP e Literatura, inseriu o livro na lista de leituras do ano! Só por não ser algum clássico empoeirado Azar o Seu já tinha ganhado alguns pontinhos comigo!! Rsrs.
O livro em si é basicamente a história de vida da desastrada Bia, que foi demitida por injusta causa e voltou a morar na casa do pai, após este oferecer-lhe um emprego na floricultura da família até sua situação se estabilizar novamente. Tudo começa num engarrafamento típico do Rio, com a Bia tentando pegar a estrada para Juiz de Fora, sua cidade natal, e remoendo em seu interior as escolhas que a levaram até ali e seus recentes arrependimentos. Seus atos pecaminosos num cemitério durante um enterro com o primo Jair tornam-se os últimos de seus problemas quando um tiroteio acontece, e ela é obrigada a se esconder embaixo de sua van ao lado do lindo rapaz do carro ao lado. Achando que irá morrer e que o estranho a seu lado é uma espécie de anjo que a levará ao outro lado (?), Bia confessa seus segredos a ele, inclusive o maior de todos: ela sempre foi apaixonada por Guga, um amigo de infância que não vê há anos, desde que ele se mudou para Londres quando adolescente e ela nunca mais ouviu falar dele. Mal sabe Bia que seu tal anjo é o próprio Guga, e esta incrível coincidência mudará seu destino azarado para todo o sempre!
Pela sinopse já dá para você ter uma ideia do quanto o livro é engraçado e incrível!! Hehehe. Sem exageros, havia momentos em que eu perdia a sequência da leitura por estar dando altas gargalhadas, e não me lembro de um livro (chick-lit ou não) que tenha me provocado tal reação física antes! Para contrabalancear, há ainda momentos emotivos e até algumas cenas sensuais, que ainda assim não deixam de ter uma boa pitada de humor!! Rs. Bia parece ter um parafuso a menos, que no caso é o Guga, e grande parte da minha paixão pelo livro deve-se ao fofo casal principal! Quer coisa mais deliciosa que este amor "Tom & Jerry"? 
A Carol surpreendeu-me com um enredo dos mais leves e fluidos, que teria devorado felizmente em menos tempo não fosse, claro, pela falta do mesmo!! Rs. Azar o Seu entrou indiscutivelmente para a lista de melhores nacionais lidos, e também para os meus favoritos! Estou ansiosíssimo para encontrar a autora, que fará uma visita ao meu colégio em setembro, e agradecê-la pessoalmente pelas horas de prazer e risadas ininterruptas!

Neil Gaiman - O Oceano no Fim do Caminho

O Oceano no Fim do Caminho
Título: O Oceano no Fim do Caminho
Autor(a): Neil Gaiman
Editora: Intrínseca
Gênero: Ficção
Nº de Páginas: 208
Ano: 2013
Avaliação: 
Foi há quarenta anos, agora ele lembra muito bem. Quando os tempos ficaram difíceis e os pais decidiram que o quarto do alto da escada, que antes era dele, passaria a receber hóspedes. Ele só tinha sete anos. Um dos inquilinos foi o minerador de opala. O homem que certa noite roubou o carro da família e, ali dentro, parado num caminho deserto, cometeu suicídio. O homem cujo ato desesperado despertou forças que jamais deveriam ter sido perturbadas. Forças que não são deste mundo. Um horror primordial, sem controle, que foi libertado e passou a tomar os sonhos e a realidade das pessoas, inclusive os do menino. Ele sabia que os adultos não conseguiriam — e não deveriam — compreender os eventos que se desdobravam tão perto de casa. Sua família, ingenuamente envolvida e usada na batalha, estava em perigo, e somente o menino era capaz de perceber isso. A responsabilidade inescapável de defender seus entes queridos fez com que ele recorresse à única salvação possível: as três mulheres que moravam no fim do caminho. O lugar onde ele viu seu primeiro oceano.

Apesar de ser considerado um dos maiores escritores pós-modernos mundialmente reconhecidos, só ouvi falar do britânico Neil Gaiman este ano, quando a Intrínseca anunciou a publicação de O Oceano no Fim do Caminho, e publicou de quebra um conto grátis, Como falar com as garotas em festas (que já li resenhei), do mesmo autor. Antes deste conto, eu não tinha a mínima ideia do que esperar de Neil Gaiman (e não sei se alguma vez terei). Ele é o M. Night Shyamalan dos livros, e cada fábula sua é unicamente maravilhosa.
Se você ainda não leu o livro, aconselho não ter qualquer conhecimento prévio. Não procure por resenhas, não leia sinopses mais detalhadas e não pergunte a amigos sobre ele. O Oceano no Fim do Caminho é exatamente como um louco pesadelo de infância traduzido em palavras, e você não sabe sobre o que irá sonhar até que esteja dormindo, e esta é a beleza primordial da obra. Por isto, não tentarei arquitetar uma sinopse. Ei, espera! E o nome do protagonista!? Não acredito que só agora, escrevendo a resenha, percebi que ele não foi mencionado!! Rs.
De qualquer forma, O Oceano no Fim do Caminho é um prato cheio para alguém que, como eu, é fascinado pelo Universo e a origem da vida, e não se contenta com quaisquer simples explicações religiosas. Não que Neil Gaiman tenha as respostas para todas as nossas enigmáticas perguntas, mas ele apresenta teorias malucas e interessantíssimas que, se não o entretém, ao menos o fazem repensar alguns simples conceitos. Além disso, o livro é uma aventura incrível! Leia com a mente aberta e, principalmente, desmarque quaisquer compromissos! Pois, assim que começar, não vai conseguir parar...
"Nada nunca é igual (...) Seja um segundo mais tarde ou cem anos depois. Tudo está sempre se agitando e se revolvendo. E as pessoas mudam tanto quanto os oceanos."

Michael Grant - Mentiras (Gone #3)

Mentiras
Título: Mentiras
Autor(a): Michael Grant
Editora: Galera
Gênero: Distopia
Ano: 2012
Nº de Páginas: 378
Avaliação:   
Skoob
Sete meses se passaram e as coisas parecem ter finalmente criado alguma ordem no LGAR - se é que podemos chamar de ordem um bando de crianças sozinhas e armadas. Mas estabilidade não parece ser uma opção no LGAR. Coisas cada vez mais estranhas continuam a acontecer e, como se não bastasse, um boato ainda mais estranho, para não dizer assustador, começa a se alastrar. Mas mesmo naquele lugar bizarro não é possível que mortos voltem à vida... não é? Isso aconteceu em uma noite: uma garota morta caminha entre os vivos, Zil e os Normais ateiam fogo em Praia Perdida, e no meio das chamas e fumaça, Sam vê o garoto que mais teme – Drake. Mas Sam e Caine derrotaram ele e a Escuridão – ou assim acreditavam. Com Praia Perdida queimada, o combate inicia-se: Astrid contra o Conselho, os Normais contra as Aberrações, e Sam contra Drake. E a profetiza Orsay e Nerezza estão pregando que a morte os libertará. Com a vida no LGAR tornando-se cada vez mais desesperadora, ninguém sabe em quem confiar.

Mentiras é o terceiro livro da série Gone, de Michael Grant (com seis volumes publicados lá fora, mas até o momento apenas três no Brasil), que se situa numa cidadezinha litorânea da Califórnia chamada Praia Perdida em que coisas estranhas acontecem. No primeiro livro, Gone, todos com mais de quinze anos simplesmente desaparecem. Num minuto estão lá, no outro não estão mais. Além disso, uma imensa barreira é erguida em torno da cidade, sem que ninguém saiba de onde veio, aprisionando todos dentro de uma impenetrável redoma. E assim como aconteceu com os mais velhos, os sobreviventes descobrem que, assim que chegarem aos seus quinze anos, poderão igualmente sumir. Como se não bastasse, alguns deles começam a desenvolver poderes especiais, como Sam Temple, o protagonista da história, que se torna capaz de disparar raios mortais pelas mãos.
Como qualquer sociedade sem regras e ameaçada por tiranos, logo problemas começam a surgir no apelidado LGAR (Lugar da Galera da Área Radioativa). Em Fome, o estoque de comida do LGAR está escasso e as panelinhas cada vez mais evidentes, com todos dividindo-se em dois grupos: Aberrações (aqueles que desenvolveram alguma espécie de poder) e os Normais. Além disso, Sam e seus amigos (e até mesmo os inimigos) precisam enfrentar dois terríveis adversários: a própria fome, que parece consumi-los a cada dia que passa, e o Gaiáfago, a Escuridão encarnada que vive numa mina nos arredores de Praia Perdida. Ao fim do segundo livro, a crítica situação em que o LGAR se encontra ao menos se estabiliza e o Gaiáfago é temporariamente derrotado, mas os problemas de Sam e o Conselho da cidade estão longe de acabar!
"No mundo de Lana, havia o tempo acordada. E o tempo tendo pesadelos. A única coisa que a mantinha sã era a leitura. Não que tivesse certeza de que estava sã, na verdade."
Da noite para o dia, uma garota morta há tempos retorna à vida, e se as coisas não ficam realmente mortas naquele estranho mundo, Sam deve estar preparado para encarar novas duras provações. Como se não bastasse, Orsay, auto-denominada "Profetisa", e sua misteriosa amiga Nerezza começam a espalhar ideias malucas nas mentes das crianças, criando uma verdadeira revolta que ameaça o poder do Conselho e a quase paz estabelecida. Sam está em seu limite com todos dizendo o que ele deve e o que não deve fazer, principalmente sua namorada, Astrid, e pensa que não suportará o fardo de ser o líder por muito mais tempo. Assombrado por traumas do passado, ele precisa recuperar-se antes que seja tarde demais, especialmente quando o LGAR está enredado de mentiras e meias verdades e um incêndio criminoso é iniciado. Mas é preciso coragem para enfrentar seus demônios, e Sam teme que, quando esta hora chegar, ele não será capaz de fazê-lo.
Eu demorei séculos para chegar a este livro, em parte pelo preço, que é exorbitante, mas também porque sabia que, assim que terminasse, entraria numa DPL (Depressão Pós-Leitura) quase irrecuperável! Foi assim com Gone e Fome, e com Mentiras não foi diferente!! Página a página, Michael Grant continua a surpreender, sem dar pausa para fechar o livro por um segundo sequer!! Vários novos personagens foram inseridos, e estou curioso para saber como o autor vai trabalhar com eles daqui pra frente! Além disso, nunca fui um grande fã da Astrid, e adorei vê-la sendo colocada em seu devido lugar!! Rsrs. Admito que temi que o autor caísse na mesmice e não fornecesse nenhum detalhe importante, até porque o livro é notavelmente menor que os outros dois, mas é em Mentiras que ficamos sabendo um pouco mais da vida do lado de fora do LGAR e vemos o nítido amadurecimento de vários personagens! Já estou contando os minutos para ler Plague, e para os fãs de distopia e ação ininterrupta, fica a dica desta maravilhosa série que entrou para a minha lista de favoritas de todos os tempos!

John Flanagan - Ponte em Chamas (Rangers - Ordem dos Arqueiros #2)

Ponte Em Chamas
Título: Ponte em Chamas
Autor(a): John Flanagan
Editora: Fundamento
Gênero: Aventura
Nº de Páginas: 224
Ano: 2009
Avaliação: 
Nos últimos quinze anos, o temível Morgarath conseguiu reunir um enorme exército de criaturas implacáveis, os Wargals. Eles não temem nenhum inimigo e são controlados mentalmente pelo próprio Morgarath, o Senhor da Chuva e da Noite. Pego de surpresa, o Reino de Araluen se vê diante de uma guerra. Enviado em uma perigosa missão para impedir o confronto, o jovem arqueiro Will parte acompanhado do grande amigo e espadachim Horace e do habilidoso Gillan. Os três guerreiros contarão também com a inusitada ajuda da misteriosa e bela criada Evanlyn Wheeler. Nessa jornada, Will colocará à prova todos os ensinamentos de coragem e aptidão transmitidos pelo seu mestre, o famoso arqueiro Halt. Mas o que o jovem não imagina é que ficará frente a frente com o tenebroso Morgarath e que poderá ser o responsável por mudar o rumo da eminente batalha. Será mais um teste de coragem e determinação, em que Will terá de provar seu valor.

Rangers - Ordem dos Arqueiros é uma série que eu queria ler desde os doze anos, mas só este ano tive a oportunidade quando consegui a honra de ser parceiro da Fundamento! Hoje tenho dezesseis, e minha mentalidade definitivamente não é a mesma, e foi por este motivo que não favoritei o primeiro volume. É muito bom, mas tenho certeza que teria achado ótimo se tivesse lido antes. Escrita por John Flanagan para seu filho, com o intuito de mostrar que os heróis não precisam ser sempre aquele tipo estereotipado da Marvel, a série tem atualmente onze volumes e narra as aventuras de Will, um curioso aprendiz de arqueiro órfão. Em Ruínas de Gorlan, Will conseguiu impedir temporariamente que Morgarath, um grande vilão que tentou destruir o Reino de Araluen anos antes ressurgisse, ganhando assim o respeito da Ordem dos Arqueiros e as melhores condecorações possíveis de seu senhor feudal.
"-Pensei que fosse impossível passar por esses penhascos. - Will comentou.
-Nenhum lugar é realmente impossível de atravessar. - Halt comentou com um sorriso sombrio."
No segundo livro, Ponte em Chamas, Will descobre os planos de batalha de Morgarath, que planeja um devastador ataque surpresa ao Reino. Nenhum tempo pode ser perdido, e é quando Halt, seu tutor, envia o jovem aprendiz, Gilan (seu melhor ex-aluno), e Horace, um prodígio da Escola de Guerra, em uma aventura para interceptar as forças malignas do Senhor da Chuva e da Noite. No caminho, o grupo faz uma parada em Céltica para que Gilan possa entregar uma mensagem, e descobrem a região totalmente desértica. É quando eles percebem que algo está terrivelmente errado e decidem investigar, encontrando ocasionalmente Evanlyn, uma misteriosa criada da nobreza. Evanlyn afirma que Morgarath é responsável pelo ataque à Céltica, e ainda revela que ele está em busca de mineiros para escravizar, com um propósito ainda obscuro. Juntos, os quatro tentarão impedir o que quer que Morgarath esteja tramando, mas o que não sabem é que podem estar caminhando direto para uma bem planejada armadilha.
"-Mas... E se eu errar?
Gilan sorriu abertamente e disse:
-Bom, neste caso, eu provavelmente arrancarei sua cabeça dos seus ombros."
Apesar de ser semelhante ao primeiro em vários pontos, Ponte em Chamas me agradou muito mais que Ruínas de Gorlan! Eu li o livro todo enquanto estava sentado num ônibus em Belo Horizonte durante uma manifestação, e mesmo se as circunstâncias não fossem estas, eu não conseguiria parar! Enquanto o primeiro foi um livro mais introdutório, apresentando a fictícia idade média, os personagens e seus conflitos, neste a verdadeira ação se desenrola! Will amadureceu bastante de um livro para outro, e tudo deve-se ao treinamento de Halt e os perigos que ele enfrenta em sua jornada. Conhecemos vários novos personagens, que com certeza terão maior importância nos livros seguintes, como Evanlyn (embora eu não tenha ido muito com a cara dela! Rs). Ponte em Chamas foi uma leitura viciante, e transformou a série numa das mais promissoras em minha estante! Mal posso esperar para colocar as mãos em Terra do Gelo!