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John Flanagan - Terra do Gelo (Rangers - Ordem dos Arqueiros #3)

Terra Do Gelo
Título: Terra do Gelo
Autor(a): John Flanagan
Editora: Fundamento
Gênero: Aventura
Nº de Páginas: 256
Ano: 2009
Avaliação: 
Forças da natureza podem ser um poderoso oponente para um jovem aprendiz de arqueiro e uma princesa em terras de piratas e mercenários. Por isso, depois de um longo e sombrio inverno, Will e Evanlyn estão diferentes. Eles entenderam que, em toda guerra, há um tempo para lutar e um tempo para aceitar o inevitável...

Se você não conhece ou ainda não leu minhas resenhas para os dois primeiros livros, Rangers é uma série infanto-juvenil escrita por um australiano chamado John Flanagan que era originalmente destinada a convencer seu filho que heróis não precisam ser daquele tipo estereotipado que vemos em filmes, mas qualquer um que tenha um bom coração e não tenha medo de enfrentar qualquer empecilho que surja em seu caminho. Will, o protagonista, é exatamente assim. Em 'Ruínas de Gorlan', ele era ainda uma criança imatura e infeliz por estar sendo treinado para se tornar um arqueiro, e não um cavaleiro, como inicialmente sonhava. Neste mesmo volume, aprendemos que uma espécie de mago do mal, Morgarath, está planejando assumir o controle do reino de Araluen, e Will acaba sendo uma peça importante para impedir seu retorno.
No segundo, 'Ponte em Chamas', que é um dos livros mais legais que li este ano, Morgarath tem um novo plano para tomar o que ele acredita ser dele, e novamente Will toma as rédeas da situação e, junto a uma princesa disfarçada, Evanlyn, consegue fazer o que um adulto treinado nunca conseguiria. Infelizmente, ao fim deste volume, ele e sua nova amiga acabam sendo capturados pelos escandinavos, que estavam do lado do inimigo nesta guerra, e terminamos o livro com ambos sendo levados à força num navio, enquanto Halt, arqueiro formado e tutor de Will, promete resgatá-los da costa.
Terra do Gelo continua a história do ponto que o último parou. Will e Evanlyn (na verdade a princesa Cassandra, filha de Duncan, governante de Araluen) estão literalmente numa fria, enfrentando ao lado dos brutos escandinavos o tormentoso mar Stormwhite, sem ter a minima ideia do que será feito deles quando chegarem a Hallasholm, a capital escandinava. Simultaneamente, Halt une-se à Horace, um aprendiz da Escola de Guerra, numa aventura em busca de Will, enfrentando inúmeros adversários no caminho e acabando por cair numa cilada que atrapalha momentaneamente sua já perigosa jornada. John alterna a narrativa entre estes dois núcleos, sempre terminando um capítulo instigando o leitor a ler o outro.
Este é meu tipo favorito de livro, pois nunca há momentos chatos, uma vez que na narrativa bifurcada os personagens têm seus próprios demônios a enfrentar, e você nunca fica cansado dos cenários. Terra do Gelo não é melhor que o segundo, mas é tão bom quanto, e me deixou pensando seriamente em adicionar Rangers na lista de séries favoritas! A conclusão não é tão elétrica quanto a de Ponte em Chamas, mas deixa aquele gostinho chato de livro não terminado, sabem? Ou seja: preciso de Folha de Carvalho o mais rápido possível! E, claro, parabéns à Fundamento pelo acabamento impecável!
***
E para você que leu até aqui, tenho uma surpresinha! Quer ganhar um kit de marcadores exclusivo da Editora Fundamento? Só deixe seu comentário aqui embaixo (com e-mail), e torça para ser sorteado! O ganhador receberá uma notificação dia 5 de dezembro, a exatamente daqui uma semana!

Lemony Snicket - Quem poderia ser a uma hora dessas?

Quem poderia ser a uma hora dessas?
Título: Quem poderia ser uma hora dessas?
Autor(a): Lemony Snicket
Editora: Seguinte
Gênero: Aventura
Ano: 2012
Nº de Páginas: 240
Avaliação: 
Em uma cidade decadente, onde se criam polvos para a produção de tinta, onde há uma floresta de algas marinhas e onde um dia funcionou uma redação de jornal em um farol, um jovem Lemony Snicket começa o seu aprendizado em uma organização misteriosa. Ele vai atender seu primeiro cliente e tentar solucionar o seu primeiro crime, aos comandos de uma tutora que chama carro de “esportivo” e assina bilhetes secretos. Lá, ele vai cair na árvore errada, vai entrar no portão errado, destruir a biblioteca errada, e encontrar as respostas erradas para as perguntas erradas - que nunca deveriam ter passado pela cabeça dele. Ele escreveu um relato sobre tudo o que se passou, que não deveria ser publicado, em quatro volumes que não deveriam ser lidos. Este é o primeiro deles.

Dos livros que li este ano, Mau Começo, o primeiro da extensa série Desventuras em Série, foi um dos mais agradáveis. A vida já é complicada por si só, e o tipo de narrativa doce e morbidamente irônica do Lemony Snicket caiu como uma luva num momento em que eu precisava apenas relaxar curtindo uma boa história, e não deu outra: adorei o livro, já estou com os outros na fila para serem lidos em breve, e, enviado como cortesia da Seguinte, pude degustar Quem poderia ser a uma hora dessas?, o volume inicial de outra coleção do autor: Só Perguntas Erradas. Para começar, decidi ler este livro impulsionado pela beleza da capa. Eu ainda não tinha lido a outra famosa série, só visto o filme, mas algo na louca premissa de Quem poderia ser a uma hora dessas? me atraiu imediatamente:
Uma cidadezinha longe da civilização e literalmente caindo aos pedaços, cujo principal meio de sustento é a comercialização da tinta de polvos, e repleta dos personagens caricaturísticos mais loucos possíveis! Temos, por exemplo, a pequena jornalista que mora num farol e carrega uma máquina de escrever retratando seu cotidiano aonde for. Há a dupla de irmãos que não devem ter mais que dez anos, e trabalham como taxistas, levando pessoas de um ponto a outro da cidade e aceitando como pagamento dicas de bons livros, e um garoto travesso e cruel, que por ironia é filho dos dois únicos policiais da cidade: dois bobalhões que vivem brigando por questões matrimoniais ao invés de solucionarem crimes.
"Saber que uma coisa está errada e mesmo assim fazê-la é algo que acontece com bastante frequência na vida, e duvido que algum dia eu saiba o porquê."
Neste meio, uma versão adolescente de Lemony Snicket é o nosso protagonista. Sim, o próprio autor! Ele vai parar neste fim de mundo acompanhado de sua supervisora, outra com um parafuso a menos na cabeça e dona de uma cabeleira incontrolável, Theodora, para reaver um antigo objeto que foi roubado de uma das famílias mais importantes da região. Mas eles não são os únicos em busca do tal objeto desaparecido e, como Snicket descobrirá nesta estranha empreitada, nem todos merecem sua confiança, e há perguntas que, para seu próprio bem, não deveriam ser feitas.
Que livro gostoso, gente! Sabem aquele enredo que, por mais que não faça sentido e pareça bobo (afinal, o livro é para pré-adolescentes e crianças), te deixa vidrado nos fatos, virando as páginas calmamente, preferencialmente acompanhado de um achocolatado e biscoitos (com luvas, para não sujar nada, é claro), e tão imerso na narrativa que você esquece do mundo à sua volta? Quem poderia ser a uma hora dessas? é este tipo de livro! Tiro meu chapéu à Seguinte mais uma vez: como sempre, a diagramação é perfeita, com novas ilustrações a cada início de capítulo, minha fonte favorita em livros e espaçamento excelente. Impecável tecnicamente, o livro só deixa um pouquinho a desejar perto do fim! Eu esperava que ao menos algumas das "perguntas erradas" fossem respondidas, mas pelo visto isso só acontecerá no segundo livro.
Como Desventuras em Série, não deixo de recomendar esta série! Vale a espiada...

Rick Riordan - O Filho de Netuno (Os Heróis do Olimpo #2)

O Filho de Netuno
Título: O Filho de Netuno
Autor(a): Rick Riordan
Editora: Intrínseca
Gênero: Aventura/ Mitologia
Nº de Páginas: 432
Ano: 2012
Avaliação: 
A vida de Percy Jackson é assim mesmo: uma grande bagunça de deuses e monstros que, na maioria das vezes, acaba em problemas. Filho de Poseidon, o deus do mar, um belo dia ele acorda de um longo sono e não sabe muito mais do que o seu próprio nome. Mesmo quando a loba Lupa lhe conta que ele é um semideus e o treina para lutar usando a caneta/espada que carrega no bolso, sua mente continua nebulosa. De alguma forma, Percy consegue chegar a um acampamento de semideuses, mas o lugar não o ajuda a recobrar qualquer lembrança. A única coisa que consegue recordar é outro nome: Annabeth. Com seus novos amigos, Hazel e Frank, Percy descobre que o deus da morte, Tânatos, está aprisionado e que Gaia pretende reunir um exército de gigantes para dominar o mundo e reescrever as regras da vida e da morte. Juntos, os três embarcam em uma missão aparentemente impossível rumo ao Alasca, uma terra além do controle dos deuses, para cumprir seus papéis na misteriosa Profecia dos Sete. Se falharem, as consequências, é claro, serão desastrosas.

Assim como para muitos, Percy Jackson foi uma parte importantíssima da minha vida como leitor: aos doze, treze anos, era impossível não se sentir atraído pela maravilhosa mitologia grega e o grande dom que Rick Riordan têm de simplificá-la e torná-la acessível aos jovens. Todos os cinco livros da série são maravilhosos - se ainda não leu, leia - e fiquei vibrando de animação quando soube que haveria um spin-off chamado Os Heróis do Olimpo! Muitos dizerem que não há problema algum em ler O Herói Perdido antes de Percy Jackson, mas certamente não estão levando em conta os eventuais spoilers que são brevemente mencionados da outra aventura nos novos livros, e qual a graça de ler uma série derivada da outra se você não conhece os personagens originais?
Infelizmente, terei de soltar alguns spoilers que prejudicarão a leitura de quem ainda não leu O Herói do Olimpo, mas não se preocupem! É só não ler o que está sublinhado e em itálico! No primeiro (que não têm resenha no blog), conhecemos Jason Grace, um misterioso semideus que, ao lado de dois outros heróis, logo se viu encarregado de impedir os planos maquiavélicos de Gaia, uma deusa antiga que ameaça se reerguer e causar a discórdia no mundo. Ao fim da aventura, descobrimos que existe outro Acampamento, que segue a versão romana dos deuses, e é onde o desaparecido Percy Jackson está.
Em O Filho de Netuno, Percy encontra-se sem memória e, perseguido pelas cruéis Moiras, acaba sendo levado ao Acampamento Júpiter, onde é visto como um mau agouro por ser um filho de Netuno (Poseidon na mitologia reformada). Em seu interior, ele sabe que seu lugar não é ali, e buscará as respostas durante uma nova expedição ao Alasca, que têm como intuito impedir o triunfo do gigante Alcioneu, parte importante dos planos de ascensão de Gaia. Na jornada, acompanhado de novos amigos e enfrentando perigos mortais, Percy será posto à prova inúmeras vezes, e precisará fazer escolhas dificílimas que moldarão quem ele é na guerra que está só começando.
Apesar de ter gostado em geral de O Herói Perdido, levei mais de um ano para ler a sequência. A nova série pode ser boa, mas vamos admitir: não chega aos pés de Percy Jackson & Os Olimpianos! Cheguei até a tomar birra da fórmula repetitiva do Rick, que é aplicada em todos os livros que já li dele, o que tornou o que antes fora tão original em Percy Jackson nada extraordinário em Os Heróis do Olimpo. O Filho de Netuno manteve o padrão de qualidade de O Herói Perdido em todos os quesitos, o que não é de forma alguma ruim, mas já me conformei e parei de comparar o spin-off à série original, o que foi meu erro primário. Posso dizer que não demorarei tanto assim para ler o próximo! E se você leu Percy Jackson e quer começar Os Heróis do Olimpo, lembre-se de não criar grandes expectativas, e se não leu Percy Jackson ainda, não perca mais tempo! Que venha então A Marca de Atena...

Lemony Snicket - Desventuras em Série: Mau Começo (Livro Primeiro)

Desventuras em Série: Mau Começo
Título: Desventuras em Série: Mau Começo
Autor(a): Lemony Snicket
Editora: Companhia das Letras
Gênero: Aventura/ Infantil
Nº de Páginas: 152
Ano: 2001
Avaliação: 
Skoob
Mau Começo é o primeiro volume de uma série em que Lemony Snicket conta as desventuras dos irmãos Baudelaire. Violet, Klaus e Sunny são encantadores e inteligentes, mas ocupam o primeiro lugar na classificação das pessoas mais infelizes do mundo. De fato, a infelicidade segue os seus passos desde a primeira página, quando eles estão na praia e recebem uma trágica notícia. Esses ímãs que atraem desgraças terão de enfrentar, por exemplo, roupas que pinicam o corpo, um gosmento vilão dominado pela cobiça, um incêndio calamitoso e mingau frio no café da manhã. É por isso que, logo na quarta capa, Snicket avisa ao leitor: "Não há nada que o impeça de fechar o livro imediatamente e sair para uma outra leitura sobre coisas felizes, se é isso que você prefere".

Eu assisti ao filme Desventuras em Série há anos atrás, e fiquei surpreso com o aspecto sombrio e simultaneamente cômico da trama, e um tanto decepcionado ao esperar por uma sequência que nunca veio. Não faz muito tempo Lemony Snicket lançou um livro que deu o que falar entre os blogueiros, 'Quem poderia ser a uma hora dessas?', e só então fui descobrir que o filme Desventuras em Série é baseado numa série extensa de treze livros infantis, assinados pelo mesmo autor e que já conquistou 60 milhões de leitores ao redor do mundo. Mesmo tendo visto o filme, fiquei me coçando de vontade para pôr as mãos nos livros, quebrando promessas e mais promessas de que não começaria novas séries. Felizmente, por uma boa razão.
Em Desventuras em Série, Lemony Snicket narra a deprimente saga dos irmãos Baudelaire, cuja vida muda quando, da noite para o dia, eles perdem os pais num incêndio e são forçados a se mudar para a casa do conde Olaf, um parente de grau distante. De cara eles percebem que o conde não é flor que se cheire, e não demora muito até que descubram que caíram numa verdadeira enrascada! Seu pai adotivo está na verdade interessado na herança deixada por seus pais, e Violet, Klaus e Sunny têm sempre de estar um passo à frente do vilão se quiserem sair daquela situação com vida, o que se torna ainda mais difícil quando os adultos a seu redor escolhem não acreditar neles.
Tal como o filme, o primeiro volume de Desventuras em Série traz uma narrativa repleta de humor negro e personagens sem igual! Os irmãos Baudelaire se destacam por suas próprias personalidades: Violet é uma criativa inventora, e pode construir qualquer coisa desde que tenha as peças certas em mãos; Klaus é um leitor nato, e seu amplo conhecimento das coisas é essencial no decorrer da trama; e a bebê Sunny é dona de quatro dentes afiadíssimos e um vocabulário limitado que arranca risadas do leitor! E não sei vocês, mas eu amo odiar o detestável conde Olaf! Rsrs. Com tais elementos-chave e traços de oralidade no enredo, que é vez ou outra interrompido por notas do próprio autor, é muito fácil se deixar levar pela história! São treze livros, mas tenho certeza que não tardará até que eu termine todos!
Série definitivamente recomendada!

Rick Riordan - O Filho de Sobek

O Filho de Sobek
Título: O Filho de Sobek
Autor(a): Rick Riordan
Editora: Intrínseca
Gênero: Aventura/ Mitologia
Nº de Páginas: 32
Ano: 2013
Avaliação: 
Percy Jackson encontra Carter Kane em mais uma eletrizante aventura do autor best-seller Rick Riordan. Ao investigar os ataques de um crocodilo imenso contra pégasos em Long Island, o grande herói do Olimpo conhece o líder da casa do Brooklyn, que também está no rastro da fera. Os dois se juntam para combater o terrível filho de Sobek, mas as dúvidas são muitas: por que há um monstro egípcio atacando mitos gregos? Será que a união de forças dos dois heróis será suficiente para derrotar a fera? E a mais importante: quem estaria por trás desse terrível evento?

Eu sou um grande fã dos e-Books, e especialmente da Amazon, da qual sou cliente há quase três anos. Conheço vários outros sites que disponibilizam livros virtuais para compra, mas a gigante ganha em disparada. É claro que fiquei super empolgado quando soube que a Amazon.com.br estava definitivamente acontecendo, e mesmo tendo me decepcionado um pouco ao saber que, por enquanto, só livros virtuais seriam comercializados por aqui, senti alívio por não ter mais de me preocupar com cifras em dólar e complicações com cartões internacionais. E, para inaugurar minhas compras na loja nacional e movimentar meu app do Kindle no iPod Touch, comprei hoje O Filho de Sobek, que une duas das mais famosas sagas de Rick Riordan, Percy Jackson & Os Olimpianos e As Crônicas dos Kane, em um só conto. Assim que confirmei a compra, plim!, lá está ela no dispositivo móvel, como mágica! Rs.
É delicioso ler um e-Book - sinceramente, não entendo o bloqueio que algumas pessoas têm com eles - e principalmente um escrito pelo Rick Riordan! Adoro as mitologias grega e egípcia, e estava curioso para saber como elas se emparelhariam. Tendo lido ambas as sagas, sabia que os gênios de Percy Jackson e Carter Kane eram fortes, e já previa alguns embates!! Rsrs. Eu sentia falta do destemido Percy e do metido à sabichão Carter, e, após terminá-lo, O Filho de Sobek me deixou querendo mais aventuras protagonizadas pelos dois, principalmente pelo final aberto a possibilidades! Anteriormente estava empacado com Os Heróis do Olimpo, a série derivada de Percy Jackson, mas agora meu ânimo está renovado, e mal vejo a hora de me encontrar novamente com alguns de meus personagens preferidos em O Filho de Netuno!

Kate O'Hearn - Pegasus e o Fogo do Olimpo (Olimpo em Guerra #1)

Pegasus e o Fogo do Olimpo
Título: Pegasus e o Fogo do Olimpo
Autor(a): Kate O'Hearn
Editora: LeYa
Gênero: Aventura
Nº de Páginas: 294
Ano: 2011
Avaliação: 
Skoob
Quando Pegasus, o majestoso e mitológico cavalo alado, é atingido por um raio e cai em seu terraço durante uma violenta tempestade que deixa Nova York no escuro, a vida da jovem Emily transforma-se em uma lenda. Buscando ajuda para tratar os graves ferimentos de Pegasus, Emily recorre ao garoto estranho da escola, Joel. Trabalhando juntos, eles rapidamente descobrem que o cavalo alado tem mais do que ferimentos da tempestade.

Como muitos de vocês, sou fascinado por mitologia grega! Já li Percy Jackson e uma infinidade de livros e artigos sobre as lendas, mas, desde o início, senti que Pegasus e o Fogo do Olimpo não era um livro que eu deveria ler num futuro próximo! Sempre estive ignorando-o em minhas raras idas às livrarias físicas, até que chegou março, e a Tati, que cuida das relações dos blogs parceiros com a LeYa, me apresentou as opções de resenha para o mês, e voilà, lá estava Pégasus e o Fogo do Olimpo! Nada na lista tinha chamado minha atenção, então não dei ouvidos ao meu sexto sentido de leitor e pedi o livro, até porque estava órfão de uma boa aventura e queria suprir minha necessidade de mais e mais mitologia!
Na obra, nos deparamos com a história fantasiosa do cavalo alado Pegasus, que foge do Olimpo quando os deuses são atacados e escravizados por brutais monstros chamados Nirads, e cai ferido no terraço de Emily, uma humana órfã de mãe que reside com o pai policial na conturbada Manhattan. Emily e Pegasus logo desenvolvem um laço especial, e para curar o garanhão e garantir que ele complete sua missão de salvar ambos os mundos, pede o auxílio de Joel, o garoto brigão de sua classe. Logo, as duas crianças tornam-se uma parte importante desta empreitada, repleta de perigos, monstros, criaturas míticas e, principalmente, muita aventura!
Isso sendo algo positivo ou negativo, Pegasus e o Fogo do Olimpo foi exatamente o que eu esperava: um livro bom, mas que não me fez avançar furiosamente as páginas para descobrir o que iria acontecer em seguida, com a dose certa de perigo e ação, para se adequar à faixa etária de 12 anos, e um final satisfatório, sem maiores surpresas e com grande parte dos problemas solucionados. É um livro "ok", mas certamente eu não o indicaria a um amigo. Como vocês devem ter percebido, Pegasus e o Fogo do Olimpo não é volume único, e ainda estou indeciso se continuarei lendo ou não! Se Kate O'Hearn for mais espontânea e trouxer verdadeiras surpresas no próximo... Quem sabe? Ainda assim, este é um prato cheio para os fãs de mitologia, e alguém, digamos assim, mais novo, poderá apreciá-lo muito mais do que eu! Rs.

John Flanagan - Ponte em Chamas (Rangers - Ordem dos Arqueiros #2)

Ponte Em Chamas
Título: Ponte em Chamas
Autor(a): John Flanagan
Editora: Fundamento
Gênero: Aventura
Nº de Páginas: 224
Ano: 2009
Avaliação: 
Nos últimos quinze anos, o temível Morgarath conseguiu reunir um enorme exército de criaturas implacáveis, os Wargals. Eles não temem nenhum inimigo e são controlados mentalmente pelo próprio Morgarath, o Senhor da Chuva e da Noite. Pego de surpresa, o Reino de Araluen se vê diante de uma guerra. Enviado em uma perigosa missão para impedir o confronto, o jovem arqueiro Will parte acompanhado do grande amigo e espadachim Horace e do habilidoso Gillan. Os três guerreiros contarão também com a inusitada ajuda da misteriosa e bela criada Evanlyn Wheeler. Nessa jornada, Will colocará à prova todos os ensinamentos de coragem e aptidão transmitidos pelo seu mestre, o famoso arqueiro Halt. Mas o que o jovem não imagina é que ficará frente a frente com o tenebroso Morgarath e que poderá ser o responsável por mudar o rumo da eminente batalha. Será mais um teste de coragem e determinação, em que Will terá de provar seu valor.

Rangers - Ordem dos Arqueiros é uma série que eu queria ler desde os doze anos, mas só este ano tive a oportunidade quando consegui a honra de ser parceiro da Fundamento! Hoje tenho dezesseis, e minha mentalidade definitivamente não é a mesma, e foi por este motivo que não favoritei o primeiro volume. É muito bom, mas tenho certeza que teria achado ótimo se tivesse lido antes. Escrita por John Flanagan para seu filho, com o intuito de mostrar que os heróis não precisam ser sempre aquele tipo estereotipado da Marvel, a série tem atualmente onze volumes e narra as aventuras de Will, um curioso aprendiz de arqueiro órfão. Em Ruínas de Gorlan, Will conseguiu impedir temporariamente que Morgarath, um grande vilão que tentou destruir o Reino de Araluen anos antes ressurgisse, ganhando assim o respeito da Ordem dos Arqueiros e as melhores condecorações possíveis de seu senhor feudal.
"-Pensei que fosse impossível passar por esses penhascos. - Will comentou.
-Nenhum lugar é realmente impossível de atravessar. - Halt comentou com um sorriso sombrio."
No segundo livro, Ponte em Chamas, Will descobre os planos de batalha de Morgarath, que planeja um devastador ataque surpresa ao Reino. Nenhum tempo pode ser perdido, e é quando Halt, seu tutor, envia o jovem aprendiz, Gilan (seu melhor ex-aluno), e Horace, um prodígio da Escola de Guerra, em uma aventura para interceptar as forças malignas do Senhor da Chuva e da Noite. No caminho, o grupo faz uma parada em Céltica para que Gilan possa entregar uma mensagem, e descobrem a região totalmente desértica. É quando eles percebem que algo está terrivelmente errado e decidem investigar, encontrando ocasionalmente Evanlyn, uma misteriosa criada da nobreza. Evanlyn afirma que Morgarath é responsável pelo ataque à Céltica, e ainda revela que ele está em busca de mineiros para escravizar, com um propósito ainda obscuro. Juntos, os quatro tentarão impedir o que quer que Morgarath esteja tramando, mas o que não sabem é que podem estar caminhando direto para uma bem planejada armadilha.
"-Mas... E se eu errar?
Gilan sorriu abertamente e disse:
-Bom, neste caso, eu provavelmente arrancarei sua cabeça dos seus ombros."
Apesar de ser semelhante ao primeiro em vários pontos, Ponte em Chamas me agradou muito mais que Ruínas de Gorlan! Eu li o livro todo enquanto estava sentado num ônibus em Belo Horizonte durante uma manifestação, e mesmo se as circunstâncias não fossem estas, eu não conseguiria parar! Enquanto o primeiro foi um livro mais introdutório, apresentando a fictícia idade média, os personagens e seus conflitos, neste a verdadeira ação se desenrola! Will amadureceu bastante de um livro para outro, e tudo deve-se ao treinamento de Halt e os perigos que ele enfrenta em sua jornada. Conhecemos vários novos personagens, que com certeza terão maior importância nos livros seguintes, como Evanlyn (embora eu não tenha ido muito com a cara dela! Rs). Ponte em Chamas foi uma leitura viciante, e transformou a série numa das mais promissoras em minha estante! Mal posso esperar para colocar as mãos em Terra do Gelo!

Playlist #1 - A Culpa é das Estrelas, de John Green

Para inaugurar a nova coluna, selecionei A Culpa é das Estrelas, do americano John Green, que li há algumas semanas apenas e simplesmente me debulhei em lágrimas amei! Esta é a história de dois adolescentes que se conhecem (e se apaixonam) em um Grupo de Apoio para Crianças com Câncer: Hazel, uma jovem de dezesseis anos que sobrevive graças a uma droga revolucionária que detém a metástase em seus pulmões, e Augustus Waters, de dezessete, ex-jogador de basquete que perdeu a perna para o osteosarcoma. Como Hazel, Gus é inteligente, tem ótimo senso de humor e gosta de brincar com os clichês do mundo do câncer - a principal arma dos dois para enfrentar a doença que lentamente drena a vida das pessoas. Durante a leitura optei por músicas mais românticas e, principalmente, baladas, pois é um gênero que combina/é o livro! Estas são algumas delas, e espero que gostem! :)

Julie Cross - Tempest

Tempest
Título: Tempest
Autor(a): Julie Cross
Editora: Jangada
Gênero: Aventura/ Romance
Nº de Páginas: 368
Ano: 2012
Avaliação: 
Skoob
Em 2009, o jovem Jackson Meyer descobre que pode viajar no tempo. Durante os seus 'saltos' para o passado, nada muda no presente. Isso era apenas uma diversão inofensiva, até que sua namorada Holly morre durante uma invasão à sua casa. Em pânico, ele consegue voltar dois anos, mas descobre que ficou preso no tempo. Desesperado para voltar e salvar Holly, Jackson resolve tocar sua vida em 2007 e tentar descobrir o que puder sobre suas habilidades. Não muito tempo depois, as pessoas que atiraram em Holly, membros de um grupo apelidado pela CIA de 'Inimigos do Tempo', vêm a sua procura para recrutá-lo ou matá-lo. Com tudo isso acontecendo e Jackson ainda tentando encontrar pistas sobre as origens de sua família para descobrir mais sobre suas habilidades, ele precisa decidir até onde está disposto a ir para salvar Holly e, possivelmente, o mundo inteiro.

Alguma vez já pensaram na incrível possibilidade de viajar no tempo? Para Jackson Meyer, isso não é apenas algo que se vê em filmes ou livros de ficção científica. O universitário, filho de um influente presidente do ramo farmacêutico mundial, adquiriu recentemente o incomum dom de dar 'saltos' no tempo, como ele mesmo e seu melhor amigo e único que sabe de seu segredo, Adam, chamam.
Apesar disso, Jackson não é o maior experiente no assunto. Como os saltos são experiências recentes, tanto ele quanto Adam estão tentando entender como isso funciona. Mas de uma coisa eles tem certeza: as idas de Jackson ao passado não alteram em nada o presente, ou o posterior futuro. É como se as linhas cronológicas estivessem separadas, criando universos paralelos distintos. Mas Jackson não ficará escondido por tanto tempo... O Tempest (ala da CIA responsável pelo estudo dos viajantes no tempo) tem olhos nele, assim como os Inimigos do Tempo, duas forças completamente opostas que vem batalhando ao longo das últimas décadas.
É num confronto com os IDT's (Inimigos do Tempo) que Jackson vê Holly, a garota que ama, ser baleada, e dá um salto inesperado para o passado, ficando preso em 2007 sem saber como voltar. Ali, ele tenta tocar sua vida pra frente, mas nada será como antes...
Estou completamente sem fôlego após ter uma pequena prévia do que é a escrita de Julie Cross, porque tenho certeza que Tempest não é sequer o início!! Com um elenco de personagens memoráveis, uma trama bem bolada e uma proposta original, o que é difícil de encontrar no mercado literário infanto-juvenil atual, a autora leva o leitor por viagens no tempo (ou saltos), repletos de aventura, romance (destaque para o envolvente casal de protagonistas, que arrancará suspiros dos mais sensíveis! rs) e, claro, como não poderia, ininterrupta ação!
O único problema é que, para ler o livro, você precisa esquecer tudo o que aprendeu sobre viagens ao passado antes!! Lembram no início desta resenha quando mencionei que, quando Jackson dá um meio-salto e vai ao passado, não altera o mesmo, apenas cria uma linha temporal diferente? Isso quando não é um salto completo, que é quando as coisas começam a ficar interessantes... Espero que eu não tenha sido confuso!! Rsrs... Viagens no tempo tendem a bagunçar nossas cabeças, não é mesmo? Teorias da relatividade, linhagens cronológicas paralelas e demais detalhes (cinco minutos para absorver tudo isso, por favor!), embolaram minha cabeça por bastante tempo! E, como em toda boa história de viagens ao tempo, no fim, tudo isso faz sentido! rs.
Tempest é uma leitura gostosa e rápida, e já estou ansioso pelos próximos!

Colleen Houck - A Maldição do Tigre (A Saga do Tigre #1)

A Maldição do Tigre
Título: A Maldição do Tigre
Autor(a): Colleen Houck
Editora: Arqueiro
Gênero: Aventura
Nº de Páginas: 352
Ano: 2011
Avaliação: 
Skoob
Kelsey Hayes perdeu os pais recentemente e precisa arranjar um emprego para custear a faculdade. Contratada por um circo, ela é arrebatada pela principal atração: um lindo tigre branco. Kelsey sente uma forte conexão com o misterioso animal de olhos azuis e, tocada por sua solidão, passa a maior parte do seu tempo livre ao lado dele. O que a jovem órfã ainda não sabe é que seu tigre Ren é na verdade Alagan Dhiren Rajaram, um príncipe indiano que foi amaldiçoado por um mago há mais de 300 anos, e que ela pode ser a única pessoa capaz de ajudá-lo a quebrar esse feitiço. Determinada a devolver a Ren sua humanidade, Kelsey embarca em uma perigosa jornada pela Índia, onde enfrenta forças sombrias, criaturas imortais e mundos místicos, tentando decifrar uma antiga profecia. Ao mesmo tempo, se apaixona perdidamente tanto pelo tigre quanto pelo homem.

Taí um livro que ficou na minha lista de leitura um tempão antes de eu finalmente decidir lê-lo!
Antes de A Maldição do Tigre, eu só tinha lido uma obra a respeito de cultura indiana (Cruzando o Caminho do Sol, já resenhado no blog), e, infelizmente, não curtido muito! Vejam bem... Eu não sou o maior fã da Índia! Aquele sistema de castas excludente e violento que ainda é implantado em algumas regiões por lá realmente me tira do sério, mesmo "oficialmente" já abolido, e o clima quente também não coopera com quem é fã de ventos nortenhos! Além disso, o mundo do entretenimento indiano nunca me chamou a atenção... Resumindo, tenho zero vontade de conhecer a Índia algum dia! Por isso procuro poucos livros a respeito... Sempre tento adquirir mais conhecimento através de histórias passadas em locais para mim relevantes, e Índia, ao lado do Qatar, está quase no finzinho da lista!! Rsrs...
Mas eis que este livro é lançado aqui no Brasil, e sou completamente dominado pela capa! Quem não se hipnotiza pelos brilhantes olhos azuis do tigre branco? E mesmo com a sinopse não me chamando a atenção, e me fazendo até mesmo pensar em zoofilia, resolvi dar uma chance, porque tenho um certo fraco por capas bonitas!
A Maldição do Tigre narra a história de Kelsey Hayes, uma adolescente órfã que vive com os pais adotivos no estado do Oregon, e está para acabar o colegial. Visando a vida pós-formatura e buscando preencher lacunas do seu currículo extra-classe, Kelsey se voluntaria para um trabalho temporário num circo que está de passagem pela cidade. Ela não tem muito o que fazer, a não ser vender ingressos na bilheteria e cuidar para que o lugar seja mantido em ordem, mas sua vida sofre uma drástica mudança após ela ser incumbida de Ren, o tigre que é o principal espetáculo da atração. Kelsey instantaneamente sente uma ligação afetuosa com o animal, que parece entender seus sentimentos e se dialogar silenciosamente com ela, e a jovem logo percebe que, quando o circo deixar a cidade, sentirá muita falta do felino. A oportunidade para passar mais tempo com Ren surge quando o mesmo é comprado por um misterioso homem de negócios, e Kelsey recebe o irrecusável desejo de viajar até a Índia, onde permanecerá tratando das necessidades especiais do tigre até que ele se readapte à vida selvagem.
Os planos de férias de verão na Índia acabam sendo indeterminadamente estendidos uma vez que a garota descobre que Ren é na verdade um príncipe amaldiçoado a passar a eternidade num corpo de tigre, salvo por alguns curtos minutos livres ao dia. Kelsey descobre as reais intenções de sua viagem ao país, e lhe é revelado que ela tem um importante papel na busca de um contra-feitiço para anular a maldição. E, como de início já não parece, a tarefa não será fácil! Perigos e obstáculos estarão literalmente no caminho de Kelsey e Ren, e à medida que chegam mais e mais perto de solucionar o enigma, descobrem-se perdidamente apaixonados um pelo outro...
Eu já estou acostumado a ler livros esquisitos, com todo tipo de criatura sobrenatural imaginável, mas uma garota apaixonando-se por um tigre era coisa nova!! Rsrs... Brincadeiras à parte, foi por esse sentimento de "zoofilia" e outras coisas mais que resisti ao livro inicialmente, mesmo com todos falando super bem do mesmo e tal. À medida que só protelava a leitura, minha expectativa com relação à mesma foi só crescendo, e chegou um ponto que apenas ignorei minha antipatia da cultura indiana e dei a chance que A Maldição do Tigre precisava! Felizmente, acabei sendo surpreendido, e de uma boa forma! Hehe
Não direi que o livro é perfeito e uma geniosidade dentro do gênero, mas ele certamente traz uma boa dose de ação e aventura, momentos que literalmente te fazem prender a respiração enquanto o casal de protagonistas passa pelas mais difíceis situações, e um romance quase palpável (embora meloso em alguns pontos, rsrs), que só fez aumentar minha afeição pela garota e seu tigre! Infelizmente, eu fiquei um tanto sonolento nas últimas cinquenta páginas!! A autora podia ter condensado vários conflitos em um único capítulo; não precisava ter prolongado tanto... E espero que ela dê mais espaço ao Kishan (irmão do Ren), no próximo livro, pois ele acabou se tornando meu personagem predileto! rs
No fim, gostei sim de A Maldição do Tigre. Não amei, mas reconheço as qualidades que fizeram outros favoritarem o livro. Eu apenas não sou muito fã da Índia (repetindo pela milionésima vez, rsrs), e em alguns momentos a leitura arrastou-se exatamente por isso. Não liguem, eu sou chato assim mesmo! Hehe
Quero saber o que acontecerá em seguida, pois muitas questões acabaram por ficar sem respostas, e eu me descabelo toda vez que isso acontece, mas não sinto aquela ânsia desesperada para ler O Resgate do Tigre, sabem? Quem sabe dentro de alguns meses?