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Jenny Han e Siobhan Vivian - Olho por Olho

Olho por Olho
Título: Olho por Olho
Autor(a): Jenny Han, Siobhan Vivian
Editora: Novo Conceito
Gênero: Suspense
Nº de Páginas: 319
Ano: 2013
Avaliação: 
Alguma vez você já quis realmente se vingar de alguém que a ofendeu? Talvez uma ex-amiga que a apunhalou pelas costas, ou um namorado traidor, ou um estúpido da escola que a humilhou desde que você era pequena… Alguma vez você já sonhou em envergonhá-lo na frente de todos? E, então, alguma vez você se uniu com outras duas pessoas para criar um elaborado esquema de destruição e revanche? A maior parte de nós não pode dizer que sim a todas essas perguntas (felizmente). Mas, certamente, todos nós somos capazes de nos identificar com muitos dos sentimentos de Kat, Lillia e Mary em Olho por Olho… No entanto, de um exercício de malícia, de uma simples brincadeira adolescente, o jogo do “aqui se faz, aqui se paga” poderá assumir proporções trágicas, em que até mesmo as leis da natureza vão se dispor, misteriosamente, a acalmar os corações ofendidos. Deixe-se levar por uma genuína história sobre o certo e o errado, o justo e o injustificável e procure entender — se possível — os verdadeiros motivos que transformaram estas três meninas. Dramático, honesto e fascinante, este é um livro que ultrapassa todas as expectativas!

Quem nunca na vida foi ofendido ou profundamente magoado por alguém, e desejou com todas as forças que esta pessoa que lhe prejudicou pagasse pelo o que fez de errado? Eu com certeza, em acessos de infantilidade, já imaginei mil e uma maneiras de "dar o troco", mas como a maioria de vocês, fui medroso o suficiente, e ao mesmo tempo sensato, para não colocar os mirabolantes planos em ação. Mas este não foi o caso de Lillia, Kat e Mary, as três protagonistas de Olho por Olho.
Lillia sente-se traída por um de seus melhores amigos, que anda encontrando em segredo sua ingênua irmã mais nova com propósitos desconhecidos. Kat nutre um ódio mortal pela garota mais popular do colégio, e que, ironicamente, um dia já fora sua amiga, mas por pura vaidade e arrogância a abandonara quando ela mais precisava. Já Mary está voltando para casa, tentando encontrar a conclusão para o seu tormento de anos, causado também por um suposto amigo que transformou sua vida num inferno. As três garotas se encontram de alguma forma, e uma amizade marcada por laços de ódio e vingança se inicia. Agora, nenhum daqueles que as fizeram sofrer sairá sem terem o que merecem.
Desde que comprei este livro ano passado andei bem ansioso para lê-lo, tanto pela sinopse intrigante quanto pela capa, que me lembrou o seriado americano Pretty Little Liars. É claro que na história de Jeny e Siobhan, esta última autora do delicioso Não Sou Este Tipo de Garota, as engrenagens giram de outra forma. As protagonistas são ao mesmo tempo as justiceiras e as vilãs aqui, e mesmo chegando à última página não consegui decidir se gostava delas ou se as odiava pelo o que estavam fazendo. Afinal, suas escolhas levam a eventos realmente catastróficos.
O livro é narrado pelas três, e cuidadosamente disfarçado como apenas mais um romance high school, embora as coisas sejam um pouquinho mais complexas que isto. Talvez seja o motivo de eu tê-lo devorado tão depressa. Muitas vezes achei a união entre as garotas boba e injustificável, mas quem pode julgá-las, certo? A única parte que me incomodou em todo o livro foi justamente o fim, que é bem Carrie-ístico, mas pode incrementar a narrativa ainda mais nos próximos volumes. Sim, há outros depois deste, e estou ansioso para lê-los! E se devo escolher uma favorita, fico com a Lillia.

Marina Carvalho - Azul da Cor do Mar

Azul da Cor do Mar
Título: Azul da Cor do Mar
Autor(a): Marina Carvalho
Editora: Novo Conceito
Gênero: Romance
Nº de Páginas: 334
Ano: 2014
Avaliação: 
Acaso, destino ou loucura? No caso de Rafaela, Pode ser tudo isso junto. Para alguém como ela, nada é impossível. Rafaela sonha desde a adolescência com o garoto que viu uma vez, perto do mar, carregando uma mochila xadrez... A idéia fixa não a impediu, porém, de ser uma menina alegre e muito decidida. Ela quer ser jornalista, e seu sonho está se concretizando: Rafaela Vilas Boas (um nome tão imponente para alguém tão desajeitado) conseguiu um estágio no melhor jornal de Minas Gerais. Mas, como estamos falando de Rafa, alguma coisa tinha que dar errado. O jornal é mesmo incrível, mas seu colega de trabalho, Bernardo, não é a pessoa mais simpática do Mundo. Em meio a reportagens arriscadas – e alguns tropeços -, Bernardo acaba percebendo, contra a sua vontade, que Rafaela leva jeito para a coisa... E que eles formam uma dupla de tirar o fôlego. Mas e a mochila? E o garoto, o envelope, as cartas? Um dia a estabanada Rafaela vai ter que se libertar dessa obsessão. 

Azul da Cor do Mar é o primeiro livro nacional que leio em 2014 e já minha terceira experiência com a Marina Carvalho. Antes de qualquer coisa, para quem ainda não sabe (impossível depois de tanto repetir), Marina é minha professora de LP e Literatura, e além de ótima dando aulas é uma verdadeira expert na escrita. Tive a honra de ler o debute dela, Simplesmente Ana, antes que chegasse às lojas, só para confirmar que sua verdadeira vocação é ser escritora, já que amei todos os aspectos da obra. Na sequência veio Ela é uma fera!, uma moderna releitura do clássico A Megera Domada de Shakespeare, que foi lançado exclusivamente no formato e-Book, e que serviu para reafirmar Marina como uma das grandes apostas do mercado editorial brasileiro.
Querendo ou não, qualquer livro que ela publicar agora será aguardado com altas expectativas por mim, e também por vários outros ávidos leitores, e a hora da Marina estabilizar-se e provar que não foi só uma sensação momentânea chegou com seu verdadeiro segundo livro, Azul da Cor do Mar. Originalmente intitulado O Garoto da Mochila Xadrez, a obra relata as peripécias de Rafaela Vilas Boas, uma estudante de jornalismo que nasceu em São Pedro dos Ferros, mas atualmente reside em Belo Horizonte com dois dos três protetores irmãos mais velhos. Quando mais nova, ela se viu fascinada por um garoto cuja marca registrada era sua mochila xadrez, que conheceu de vista quando estava de férias numa casa de repouso em Iriri, e desde então nunca se esqueceu desta fatídica imagem.
O destino “sorri” à Rafa quando ela consegue o estágio dos sonhos no maior veículo comunicativo do estado de Minas Gerais, a Folha de Minas, o que provoca orgulho em sua imensa família e a inveja de seus colegas de classe. Mas há um pequeno empecilho em sua jornada... Seu colega de trabalho, Bernardo, parece fazer de tudo para tornar o cotidiano no jornal o mais difícil possível, seja sabotando suas investidas jornalísticas ou apenas sendo uma “Cria de Satanás”, o que não é nada fácil já que Rafa precisa segui-lo para cima e para baixo a todo tempo, e no tempo dele, sendo sua aprendiz.
Rafa não entende todo este ódio que Bernardo tem apontado em sua direção, o que simplesmente a faz repudiá-lo mais ainda, mas será que entre tantas brigas, furos e traições reside uma história de amor única e, se não for spoiler dizer isto, “improvável”?
Como bem sei, Marina é fã das histórias “água-com-açúcar”, e Azul da Cor do Mar nada mais é que isto. Me senti assistindo a um daqueles filmes americanos de 2004 sobre jovens executivas bem sucedidas que são um verdadeiro desastre no amor, passam por poucas e boas, de situações engraçadas àquelas de arrancar lágrimas, mas que, no fim, se encontram e encontram também o cara certo. E talvez este tenha sido meu grande problema com a protagonista: eu vi nela dezenas de outras personagens unidas num único corpo, o que deveria conferir-lhe uma personalidade sem igual, mas a deixou completamente irritante! Rs.
Rafaela Vilas Boas definitivamente entrou no meu top 10 de mocinhas indefesas sem justificativa. Apesar de em poucas situações ser a dona da razão, a moça parece andar tropeçando em tudo que encontra pela frente, não tem um “desconfiômetro” lá muito forte e ainda se sente injustiçada quando certas coisas inevitáveis acontecem devido à sua negação implacável dos próprios sentimentos.
Na maioria das vezes a falta de bom senso da personagem principal consegue passar longe de infectar o andar da carruagem, mas infelizmente não foi o que aconteceu desta vez, pelo menos para mim! Rs. Num livro que tem um cenário jornalístico como pano de fundo, as coisas mais variadas acontecem a todo tempo, tais como sequestros e viagens emergenciais, e com tudo sendo guiado através da ótica confusa da Rafaela, os fatos ficaram um tanto quanto desconexos e o romance principal, que prometia ser explosivo, acabou se tornando meras trocas de farpas aqui e acolá, às vezes sem qualquer sentido, com uns beijos roubados mais perto do final. Uma das poucas coisas que me fizeram simpatizar ao menos um pouco com a Rafa foi ela ser um reflexo literário da autora (sem a parte confusa, é claro), com sua fama de ser fashion e por ser “da roça”, não de um jeito pejorativo, rs.
Sendo um romance romântico com elementos do chick-lit, eu sabia que o livro seria previsível, tanto que este nem foi meu problema, mas sim sua improbabilidade. Tudo pode acontecer, afinal, a autora é quem comanda os fatos, e não é nem questão de fulano de tal ser quem realmente é, mas sim as páginas finais, que para mim se mostraram tão confusas e inexplicáveis quanto algumas das ações da protagonista. Fora que fiquei tentando entender, em mais de 300 páginas, como um simples menino bonito que uma adolescente viu num dia qualquer numa praia conseguiu marca-la para a vida toda. Mas é Rafaela Vilas Boas, né? Hahaha.
Fora isso, a escrita de Marina continua i-m-p-e-c-á-v-e-l. Sério. Novamente, não é por ela ser minha professora e eu querer puxar o saco, afinal se quisesse fazer isto não estaria sendo sincero agora, mas é realmente delicioso ler o livro, mesmo com as idas e vindas da narrativa, e é por isso que sei que amarei futuros trabalhos dela! Mas não dá para amar tudo, né? Existem outros autores que adoro que escreveram verdadeiras obras-primas e, ao mesmo tempo... Bom, livros que passaram longe de ser verdadeiras obras-primas. E se eu não gostei tanto assim, porque sim, eu gostei de alguns aspectos, é quase certo que você irá adorar! Sou conhecido por ser do contra. Hahaha.
É isso por enquanto, gente. Aposto que achavam que eu só voltaria com uma nova resenha lá pro fim do mês, né? Rs. Até a próxima!

Confira a capa + sinopse de 'Azul da Cor do Mar', novo livro de Marina Carvalho

Fevereiro logo vai chegar e é mês de quê? Lançamento de livro novo da Marina Carvalho! \o/
Ela é a autora de Simplesmente Ana e Ela é uma Fera!, e para quem não sabe também minha professora de Língua Portuguesa e Literatura, e manda bem em ambas as profissões! Originalmente intitulado O Garoto da Mochila Xadrez, o agora Azul da Cor do Mar chega nesta simples (mas apaixonante) capa que vocês conferem abaixo, assim como a sinopse oficial:

Azul da Cor do Mar

ACASO, DESTINO OU LOUCURA? No caso de Rafaela, pode ser tudo isso junto. Para alguém como ela, nada é impossível.
Rafaela sonha desde a adolescência com o garoto que viu uma vez, perto do mar, carregando uma mochila xadrez... A ideia fixa não a impediu, porém, de ser uma menina alegre e muito decidida. Ela quer ser jornalista, e seu sonho está se concretizando: Rafaela Vilas Boas (um nome tão imponente para alguém tão desajeitado) conseguiu um estágio no melhor jornal de Minas Gerais. Mas, como estamos falando da Rafa, alguma coisa tinha que dar errado. O jornal é mesmo incrível, mas seu colega de trabalho, Bernardo, não é a pessoa mais simpática do mundo.
Em meio a reportagens arriscadas – e alguns tropeços –, Bernardo acaba percebendo, contra a sua vontade, que Rafaela leva jeito para a coisa... E que eles formam uma dupla de tirar o fôlego.
Mas e a mochila? E o garoto, o envelope, as cartas? Um dia a estabanada Rafaela vai ter que se libertar dessa obsessão.

E você não precisa esperar para garantir o seu! Compre já pela pré-venda na Saraiva! Quem mais ficou morrendo de curiosidade? *---*

Trudi Cavanan - O Clã dos Magos (A Trilogia do Mago Negro #1)

O Clã dos Magos
Título: O Clã dos Magos
Autor(a): Trudi Canavan
Editora: Novo Conceito
Gênero: Fantasia
Nº de Páginas: 446
Ano: 2012
Avaliação: 
Todos os anos, os magos de Imardin reúnem-se para purificar as ruas da cidade dos pedintes, criminosos e vagabundos. Mestres das disciplinas de magia, sabem que ninguém pode opor-se a eles. No entanto, seu escudo protetor não é tão impenetrável quanto acreditam.

Primeiro livro de 2014! Yay! Gosto de começar o ano com coisas novas, para manter a cabeça fresca, e só retomar as séries que já acompanho mais para frente, e foi por sua mágica premissa e as bonitas capas da trilogia que me decidi por O Clã dos Magos, da australiana Trudi Canavan. Algumas resenhas que li esporadicamente internet afora e o fato de ser uma das sagas do gênero mais bem sucedidas da última década também acabaram me influenciando.
A história se passa num universo paralelo ao nosso, mais especificamente em Imardin, capital do reino de Kyralia, e tem como protagonista Sonea, uma garota pobre que vive com os tios e, ao lado de outros favelados como ela, compartilha um ódio mútuo pelos magos, que todo ano reúnem-se para realizar a cerimônia da Purificação, em que todos os mendigos, criminosos ou pobres em geral são expulsos do círculo interno e mandados de volta às favelas, para, como o nome anuncia, "limpar" a cidade.
Sonea nunca concordou com o processo, e sempre amaldiçoou o clã dos magos e a realeza por tratarem as classes menos abastadas com tamanho desprezo, e é numa dessas infames Purificações que ela, movida pela raiva gerada por uma vida de injustiças, atira uma pedra no escudo de proteção dos magos. Inesperadamente, a pedra atravessa a barreira, atingindo a cabeça de um deles e o deixando inconsciente. Sonea sabe que este é um feito impossível, a não ser que ela tenha poderes ocultos e seja também uma maga.
Magos usualmente provém das famílias mais ricas de Imardin, e Sonea descobre ser uma daquelas raras pessoas com linhagem mágica que vivem nas favelas. A partir da constatação deste fato, sua vida começa a mudar imprevisivelmente. Ela precisa confiar nas pessoas certas, mas como fazer isso quando não pode confiar em si própria e em seus poderes?
O Clã dos Magos é um daqueles livros que parecem não ter planejamento algum, o que pode ser tanto bom quanto ruim. Dividida em duas partes, a narrativa, apesar de imprevisível, se arrasta bastante pelas primeiras 230 páginas, que tratam exclusivamente da fuga de Sonea do clã, o que poderia ser reduzido sem dó para 150 páginas. As coisas ficam mais interessantes perto da reta final, quando Sonea descobre mais sobre o clã e alguns de seus segredos sombrios, mas este primeiro volume não é nada senão, basicamente, introdutório. Sinto que a verdadeira ação acontecerá nos outros, A Aprendiz e O Lorde Supremo, e é claro que, após o instigante final de O Clã dos Magos, terminarei a trilogia! Se o Skoob oferecesse a opção de avaliação com estrelas parciais, o livro levaria na verdade três e meia, e não apenas três.

Graciela Mayrink - Até Eu Te Encontrar

Título: Até Eu Te Encontrar
Autor(a): Graciela Mayrink
Editora: Novo Conceito
Gênero: Romance
Nº de Páginas: 384
Ano: 2013
Avaliação: 
O quanto uma mudança de cidade pode afetar uma vida? Você acredita em alma gêmea? Como você se sentiria se não gostasse do grande amor da sua vida? É o que Flávia vai descobrir ao deixar Lavras, onde mora com os tios desde o acidente que matou seus pais, quando era criança. Aos dezoito anos, ela decide estudar Agronomia na Universidade Federal de Viçosa, trocando o sul de Minas pela Zona da Mata do mesmo Estado na esperança de uma "mudança de ares". Em sua nova vida, ela conhece Sônia, amiga de infância de sua mãe e agora sua vizinha, que lhe conta a história de sua família materna, até então desconhecida para Flávia. Embora o passado não seja sua maior preocupação, Flávia reluta em aceitar seu destino e ainda precisa superar uma paixão não correspondida pelo seu melhor amigo. Para se ver livre dessa rejeição, ela tenta atrair sua alma gêmea para Viçosa e descobre que o grande amor de sua vida é uma pessoa que ela não suporta.

Há alguns anos a coisa não era bem assim, mas atualmente qualquer livro nacional em que as editoras resolvem investir e colocar no mercado é um prato cheio para leitores famintos por mais histórias conterrâneas. Dentre eles estou eu, que antes enchia a boca para falar que autor brasileiro não prestava (não me perguntam o porquê! Eu mesmo culpo a "americanização") e agora já não consigo passar muito tempo sem ler um livro com personagens lusófonos e características puramente tupiniquins. E graças ao Skoob fui apresentado a Até Eu Te Encontrar, da carioca Graciela Mayrink, que, apesar da chamativa capa, não teria me chamado a atenção, mas o fez pela narrativa ser ambientada em Viçosa, uma cidade universitária a quarenta minutos de distância da minha, onde planejo estudar assim que terminar o colegial e também um lugar ao qual estou já cansado de ir. Rs.
O livro gira em torno de Flávia, uma garota de Lavras que acaba de ingressar na UFV (Universidade Federal de Viçosa), e está animada com a perspectiva de toda uma nova vida longe dos tios e dos habituais rostos, mas ao mesmo tempo receosa em não se adaptar, assim como qualquer um de nós ficaria ao tomar a decisão de morar fora de casa. Com relação a se sentir bem-vinda Flávia não precisa se preocupar, pois prontamente faz novos amigos, tais como Felipe e Gustavo, que a apresentam à cidade, suas melhores festas e à vida universitária em si. Mas a coisa mais importante que Flávia aprenderá em Viçosa está longe de ser relacionada a seu curso de Agronomia... Como que por obra do destino, ela conhece Sônia, dona de uma loja de produtos místicos que era amiga de sua falecida mãe há anos, e que a ensina sobre o segredo que o lado materno de sua família guarda: Flávia é descendente de uma longa linhagem de bruxas, e por ser ruiva, é dona de um grande poder. Isso tudo parece ser fascinante, mas se torna uma verdadeira dor de cabeça quando o amor entra na jogada, e Flávia descobre que sua alma-gêmea é quem ela menos esperava.
As expectativas para um livro que se passa tão pertinho de você, com inclusive algumas cenas em sua cidade (Ponte Nova, para os desavisados), são sempre catastroficamente altas, mesmo com a premissa gritando "clichê" e essa coisa de alma-gêmea ser enjoativa de tão ilusória. Sendo curto e grosso, eu li Até Eu Te Encontrar desejando chegar ao fim desesperadamente, e não por motivos de estar curtindo o enredo... Nunca menosprezo o trabalho de um autor, tanto que achei a pesquisa feita pela Graciela sobre o tema principal da obra impressionante, mas o que me ganha nos livros, sendo elas "clichês" ou não, são os personagens, e Flávia, Felipe, Gustavo, Luigi, Sônia, Lauren, Carla e companhia são todos fracamente construídos e completamente vazios!
Metade do que eles dizem é irrelevante, o que pouparia um grande número imenso de páginas do livro. Diálogos de amigos em bares, onde só se conversa abobrinha, são realmente necessários? Me incomodei especialmente com isto, porque 70% da narrativa se passa ou no Leão, ou no Lenha, ou no Galpão, três bares/ restaurantes/ casas de show ou "whatever" que o povo de Viçosa adora ir, e que os personagens de Até Eu Te Encontrar são "obcecados". Faltou substância, um algo a mais que me fizesse torcer pelo casal principal, não contra ele, apesar da vilã me irritar tanto quanto os mocinhos! Se alguma coisa dá errado para ela, Carla prontamente liga para a mãe e chora para que algo seja feito a respeito. Onde está a força e a auto-suficiência!? Outro problema do livro é a ambientação em si. É como se, na grande maioria das vezes, a Graciela se perdesse nas cenas e esquecesse de descrever como são os arredores, tanto que maiores detalhes da UFV só são revelados no meio da trama! Não foi um problema para mim, afinal, são espaços por onde já estou cansado de andar, ainda mais quando os personagens visitam minha própria cidade, mas e quanto aos outros leitores? Como eles ficam?
E por fim, fico triste ao afirmar que Até Eu Te Encontrar foi um livro que não me agradou nem no começo, nem no meio ou no fim (principalmente no fim), e não acrescentou absolutamente nada à minha jornada literária. Tudo bem, grande parte do que leio também não acrescenta, mas eu ao menos sinto prazer com as outras leituras. Mas também fico feliz pelo Brasil estar conhecendo Viçosa (e Ponte Nova, rs) através de um livro acessível à grande maioria dos jovens. Eu posso não ter me conectado com ele, mas isso não quer dizer que outros não se sentirão realizados com o livro. A verdade é que não me arrependo de tê-lo lido, afinal a Graciela escreve impecavelmente, mesmo com os deslizes de um romance de estreia, e a ela só desejo sucesso. Quem sabe eu até venha a gostar mais de seu próximo romance? E agradeço a quem leu esta resenha até aqui! Sei que ficou enoooooorme... Rsrs.

Marina Carvalho - Ela é uma Fera!

Ela é uma Fera!
Título: Ela é uma Fera!
Autor(a): Marina Carvalho
Editora: Novo Conceito
Gênero: Romance
Nº de Páginas: 155
Ano: 2013
Avaliação: 
No interior de Minas Gerais, Clara, uma menina de traços delicados, rosto de porcelana e cabelos dourados tem muitos admiradores, inclusive Henrique, o menino mais popular da escola que fará de tudo pra poder sair com ela, inclusive trapacear... É que o pai de Clara colocou na cabeça que sua filha mais nova só poderá sair com um menino depois que sua filha mais velha, Carolina, arrumar um namorado. Parece simples: basta que Henrique arrume um “namorado” para Carol e siga com seu sonho de ficar com Clara. Determinado, Henrique arruma o tal namorado para Carol: Pedro, o badboy. Mas o que nem Henrique, nem Clara, nem Pedro imaginavam é que a intragável Carol iria se comportar como uma insuportável ao lado de Pedro — e jogar água em todos os planos de romance de Henrique e Clara. Caberá a Pedro dar um bom resultado a esta situação, mas será que ele vai conseguir conquistar o coração de gelo de Carol e, finalmente, domar a megera?

Ontem a Marina Carvalho, autora do incrível Simplesmente Ana (e minha professora de LP e Literatura, blá blá blá, rs) pegou todos de surpresa ao anunciar o lançamento de um novo livro promocional pelas redes sociais apenas no formato e-Book. A Marina já tinha dado pistas de que estava adaptando sua peça de Shakespeare favorita, A Megera Domada, há alguns meses, e como adoro a história, fiquei curiosíssimo para saber como ela tinha se saído, principalmente depois de descobrir que a nova Pádua é São João Del Rey!
Na adaptação, não muito diferente da peça original, conhecemos as duas irmãs Batista: Carolina e Clara. Carolina é a mais velha, dona de uma língua venenosa e atitude sem igual, que já se desvencilhou das garras do protetor pai há tempos. Infelizmente, Clara ainda não hasteou as bandeiras do seu dia da independência pessoal, e só poderá sair com um garoto quando a birrenta Carolina tiver o coração arrematado. O que é uma tarefa quase impossível, e que assusta qualquer garoto. O mauricinho Henrique tem plena consciência disso, mas não pretende abrir mão de Clara, e vê como única solução contratar alguém para domar a irmã mais velha da moça e, assim, conquistar o seu prêmio.
Pedro Verona, o contratado, é um bad-boy típico, daqueles que só usam preto e o cabelo despenteado, e entra no jogo puramente por dinheiro. Mas, à medida que passa seu tempo com Carolina, o que seria uma irritante tarefa transforma-se numa missão prazerosa. Pedro então percebe que pouco se importa com o pagamento no fim das contas, e passa a nutrir irreprimíveis sentimentos por Carolina. Mas a megera não se deixará levar pela lábia do garoto tão facilmente... Será Pedro bem sucedido em sua árdua missão de conquistar o coração da fera?
Como a maioria dos amantes de Literatura (como a melhor amiga de Carolina, Violeta) são apaixonados pelo "Bardo", é sempre uma grande responsabilidade adaptar uma de suas obras para os dias atuais sem que ela perca sua identidade, e Marina foi muito corajosa ao se arriscar justamente com A Megera Domada! Não li a peça original ainda, mas conheço várias outras versões, sintetizadas ou adaptadas, e digo que, sem querer ser puxa-saco da professora nem nada, Ela é uma Fera! é uma das melhores! A narrativa é tão ágil - e em alguns pontos provocante - como a vista no sucesso Simplesmente Ana, e o toque mineiro que a autora imprime em seus textos e que agradou milhares de leitores ao redor do Brasil continua lá, agradável como sempre!
Acredito que, com Ela é uma Fera, Marina se afirmou como uma grande revelação nacional, se já não tinha feito isto antes. Um leitor e grande fã, espero por mais deliciosas novidades!

Garanta também o seu!

(DRD) Lesley Pearse - Belle

Belle
Título: Belle
Autor(a): Lesley Pearse
Editora: Novo Conceito
Gênero: Romance
Nº de Páginas: 560
Ano: 2012
Avaliação: 
Londres, 1910. Belle, de 15 anos, viveu em um bordel em Seven Dials por toda sua vida, sem saber o que acontecia nos quartos do andar de cima. Mas sua inocência é estilhaçada quando vê o assassinato de uma das garotas e, depois, pega das ruas pelo assassino para ser vendida em Paris. Sem poder ser dona de seu próprio destino, Belle é forçada a cruzar o mundo até a sensual Nova Orleans onde ela atinge a maioridade e aprende a aproveitar a vida como cortesã. A saudade de casa — e o conhecimento de que seu status como garota de ouro não durará muito — a leva a sair de sua gaiola de ouro. Mas Belle percebe que escapar é mais difícil do que imaginou, pois sua vida inclui homens desesperados que imploram por sua atenção. Espirituosa e cheia de desenvoltura, ela tem uma longa e perigosa jornada pela frente. A coragem será suficiente para sustentá-la? Ela poderá voltar para sua família e amigos e encontrar uma chance para a felicidade?

No início de 2013, a Clícia Godoy do blog Silêncio Que Eu Tô Lendo lançou a segunda versão do Desafio Realmente Desafiante, e eu, animado, logo fui selecionando as doze tarefas a serem riscadas da lista, e escolhendo os livros certos para as mesmas! Belle foi um deles: o meu livro de capa marrom ou bege. Minha empolgação com o DRD diminuiu desde então, e só fui realizar um novo desafio agora, no finzinho de junho, mais de três meses desde o último! Rsrs. Como não pretendo desistir, vou ter de correr contra o tempo para ter doze risquinhos no fim, mas isso é assunto para outro post!
Sobre Belle, o enredo se passa na abarrotada Londres do início do século XX, onde vive a garota do título, Belle Cooper, uma jovem de 15 anos filha da dona de um dos mais prestigiados bordéis de Seven Dials, embora não faça a mínima ideia da natureza dos "sujos" negócios da mãe. Belle tem a inocência roubada quando assiste, em puro terror, um assassino impiedoso tirar a vida de uma das garotas da mãe, de quem era amiga, e é raptada pelo mesmo e vendida no tráfico ilegal de pessoas, para que seu silêncio seja garantido. Belle é forçada a amadurecer e enfrentar difíceis decisões, e em alguns momentos questiona se, no fim, a morte não seria uma melhor opção que se tornar uma prostituta contra a sua vontade. Adquirindo rapidamente uma inteligência e ganância incomuns, proporcionados pelo difícil submundo na qual fora jogada, ela planeja se tornar uma cortesã de luxo e arrecadar dinheiro de clientes ricos para retornar para casa, onde sua amada família e Jimmy, um garoto de quem gosta, a esperam. Mas haverão obstáculos no caminho, e Belle teme que, quando tudo aquilo acabar, se acabar, ela nunca mais voltará a ser garota que um dia foi.
"Eles conversaram por um tempo e Jimmy perguntou se poderiam ser amigos. Belle ficou animada, tinha gostado da aparência dele e calculava que tinha a idade próxima da dela. Mas então ele teve de estragar tudo perguntando se ela era uma prostituta.

-Se eu morasse em um palácio não seria obrigatoriamente uma rainha. - Ela respondeu com raiva.”
O único outro livro que li cujo pano de fundo era o tráfico mundial de pessoas foi Cruzando o Caminho do Sol, este num ambiente mais contemporâneo, e apesar de não tê-lo achado uma pérola, me conscientizei desse submundo depravado e cruel que, muitas vezes, é omitido pela própria mídia! Por isso, eu meio já sabia o que esperar de Belle, mas mesmo assim não consegui impedir a mim mesmo de criar as maiores expectativas possíveis, afinal de contas, o livro está sendo muito bem comentado aqui e lá fora, e é um romance de época, e quem não ama romances com teor histórico? Lesley Pearse foi mestra em mostrar o lado brilhante e o obscuro da sociedade da época, levando o leitor por descrições detalhadas de Londres, Paris e New Orleans e apresentando uma gama interessantíssima de personagens! Muitos deles vêm e vão ao longo da jornada, e alguns você guarda no coração, enquanto simplesmente acha outros irrelevantes, mas uma coisa é certa: não há como não torcer pela felicidade da protagonista, que embora comece como uma garota deslumbrada e inocente, evolui e se torna uma mulher desconfiada e esperta, destacando-se na sociedade machista e tornando-se um símbolo do feminismo! Eu adorei Belle, e o segundo volume, Entre o Amor e a Paixão, já está na lista de desejados do meu Skoob!

Tahereh Mafi - Liberta-me (Estilhaça-me #2)

Liberta-me
Título: Liberta-me
Autor(a): Tahereh Mafi
Editora: Novo Conceito
Gênero: Distopia
Nº de Páginas: 444
Ano: 2013
Avaliação: 
Skoob
Liberta-me é o segundo livro da trilogia de Tahereh Mafi. Se no primeiro, Estilhaça-me, importava garantir a sobrevivência e fugir das atrocidades do Restabelecimento, em Liberta-me é possível sentir toda a sensibilidade e tristeza que emanam do coração da heroína, Juliette. Abandonada à própria sorte, impossibilitada de tocar qualquer ser humano, Juliette vai procurar entender os movimentos de seu coração, a maneira como seus sentimentos se confundem e até onde ela pode realmente ir para ter o controle de sua própria vida.

Liberta-me é o segundo volume da trilogia distópica Estilhaça-me (leia a resenha do primeiro aqui), que nos apresenta à solitária perigosa Juliette Ferrars, uma garota de dezessete anos com um toque literalmente letal. No primeiro livro, Juliette está confinada numa prisão, sem tocar em outra pessoa há aproximadamente 264 dias e culpando-se pela morte acidental de um garotinho. Este pequeno mundo de quatro paredes é abalado com a chegada de Adam, o único capaz de tocá-la sem se machucar. Poupando detalhes, Juliette e Adam em algum momento conseguem sair dali apenas para se depararem com um mundo injusto cruel dominado pelo Restabelecimento, organização que visa o bem próprio e deixa os civis viverem à própria sorte. Juliette pensou que enfim estaria livre, mas só saiu de uma prisão fria para ingressar noutra mais luxuosa quando Warner, um dos líderes do Restabelecimento e uma das pessoas mais desprezíveis que a moça já teve o desprazer de conhecer, a transforma no seu brinquedinho pessoal.
Adam e Juliette conseguem bolar um plano para escapar do quartel e chegar ao Ponto Ômega, uma base subterrânea repleta de pessoas com dons sobrenaturais como ela, e que preparam-se para uma grande revolução visando derrubar o autoritarista Restabelecimento. Em Liberta-me, as chances de um final feliz para o casal são parcialmente aniquiladas quando descobre-se o real motivo por trás da imunidade de Adam ao toque de Juliette. Ela não quer machucá-lo, e contra sua própria vontade exige um tempo separados. Mas este tempo pode custar o relacionamento dos dois, principalmente quando Juliette se vê refletida em Warner, o mesmo que a manteve em cativeiro antes e que, de alguma forma, é tão parecido com ela em tantos aspectos. Um triângulo amoroso se forma em meio à ameaça de uma iminente batalha, e Juliette precisa fazer duras escolhas se quiser salvar o que resta do mundo em que vive... E os homens que ama.
"É o beijo dos beijos que nos faz perceber que o oxigênio não é tão importante quanto dizem." - Juliette
Eu realmente não sabia o que esperar de Liberta-me depois de ler o conto intermediário Destrua-me! Já tinha um final específico esboçado na minha mente que tinha certeza absoluta que a autora seguiria, mas isto foi antes do Warner se mostrar tão humano e este imprevisível triângulo amoroso surgir! Como a Juliette era extremamente sensível e até mesmo fraca no primeiro livro, também já tinha antecipado suas decisões, e qual foi a minha surpresa quando a ex-chata resolveu adquirir independência própria e se tornar mais rígida e impiedosa perante as situações? Eu realmente pensei que ela não fosse dar aqueles tiros! Rs. A escrita de Tahereh continua impecável e ágil, com vários recursos e malabarismos visuais que retratam os sentimentos conflitantes da protagonista e deixam o leitor quase saltando páginas para descobrir o que vem em seguida! Se sou Team Adam ou Team Warner? Realmente não sei!! Só torço para que a Juliette continue tomando decisões maduras, que aquele abominável Anderson receba o que merece no fim, e, claro, que a capa nacional do terceiro seja mais bem trabalhada!! Rsrs.
Não sei se vocês prestaram atenção, mas exagerei nas frases tachadas na resenha. O livro é cheio deste recurso visual, e achei super interessante, por isto resolvi usar aqui também. ;)

Tahereh Mafi - Destrua-me (Estilhaça-me #1.5)


Destrua-meTítulo: Destrua-me
Autor(a): Tahereh Mafi
Editora: Novo Conceito
Gênero: Distopia
Nº de Páginas: 188 no iPod Touch
Ano: 2013
Avaliação: 
Skoob
Em Estilhaça-me, Juliette escapou do Restabelecimento seduzindo Warner - e depois colocando uma bala em seu ombro. Mas como ela aprenderá em Destrua-me, Warner não é uma pessoa tão fácil de se livrar... Na base, recuperando-se de seu quase fatal ferimento, Warner deve fazer tudo em seu poder para manter seus soldados no controle e suprimir qualquer possível ameaça de uma rebelião no Setor. Ainda obcecado com Juliette, sua primeira prioridade é encontrá-la e trazê-la de volta. Mas quando o pai de Warner, o Supremo Comandante do Restabelecimento, chega para corrigir os erros de seu filho, fica claro que ele possui planos diferentes em mente para Juliette. Planos que Warner simplesmente não pode permitir.

Eu li Estilhaça-me ano passado no auge das distopias e adorei! Mas a série acabou ficando de canto, até mesmo esquecida, até que este ano a Novo Conceito voltou a trabalhá-la a todo vapor, divulgando Liberta-me, a sequência, e o conto promocional Destrua-me, que só descobri existir pelo Facebook há uns dois dias atrás!! Rsrs... Como estava desanimado e sem qualquer motivação para a leitura, pensei que Destrua-me, semi-sequência de um livro que adorei, fosse dar o gás necessário para meu Skoob se movimentar, ainda mais por trazer como protagonista um dos vilões mais interessantes e memoráveis que tive o prazer de conhecer em 2012!
"Esta garota está me destruindo." - Warner
O que eu gosto nesses contos intermediários é que sempre há muito a ser revelado, pequenas coisinhas e sentimentos que passaram despercebidos, do livro passado. No caso de Destrua-me, Warner, antes o vilão egoísta e vazio, é mostrado na verdade como frágil e um bobo apaixonado, o que chega a ser de certa forma até engraçado! É como se você abrisse o diário de uma pessoa valentona e descobrisse que ela não é tão "casca dura" assim.
"Porque eu quero ela. Agora. Aqui. Em qualquer lugar. Sem nada entre nós." - Warner
Não há muito a ser comentado sobre o enredo, uma vez que o objetivo é apenas preparar o antagonista e torná-lo apresentável para participar de um possível triângulo amoroso, mas Tahereh conseguiu bagunçar minha cabeça! Antes eu acreditava que a Juliette fora feita para o Adam, mas em Destrua-me vi que ela e o Warner não são tão diferentes assim, e que em romances infanto-juvenis há mais de uma possibilidade! Estilhaça-me definitivamente voltou às prioridades, e mal posso esperar pela sequência! Apesar de achar a capa nem tão bonita assim! Rs.