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Marina Carvalho - Azul da Cor do Mar

Azul da Cor do Mar
Título: Azul da Cor do Mar
Autor(a): Marina Carvalho
Editora: Novo Conceito
Gênero: Romance
Nº de Páginas: 334
Ano: 2014
Avaliação: 
Acaso, destino ou loucura? No caso de Rafaela, Pode ser tudo isso junto. Para alguém como ela, nada é impossível. Rafaela sonha desde a adolescência com o garoto que viu uma vez, perto do mar, carregando uma mochila xadrez... A idéia fixa não a impediu, porém, de ser uma menina alegre e muito decidida. Ela quer ser jornalista, e seu sonho está se concretizando: Rafaela Vilas Boas (um nome tão imponente para alguém tão desajeitado) conseguiu um estágio no melhor jornal de Minas Gerais. Mas, como estamos falando de Rafa, alguma coisa tinha que dar errado. O jornal é mesmo incrível, mas seu colega de trabalho, Bernardo, não é a pessoa mais simpática do Mundo. Em meio a reportagens arriscadas – e alguns tropeços -, Bernardo acaba percebendo, contra a sua vontade, que Rafaela leva jeito para a coisa... E que eles formam uma dupla de tirar o fôlego. Mas e a mochila? E o garoto, o envelope, as cartas? Um dia a estabanada Rafaela vai ter que se libertar dessa obsessão. 

Azul da Cor do Mar é o primeiro livro nacional que leio em 2014 e já minha terceira experiência com a Marina Carvalho. Antes de qualquer coisa, para quem ainda não sabe (impossível depois de tanto repetir), Marina é minha professora de LP e Literatura, e além de ótima dando aulas é uma verdadeira expert na escrita. Tive a honra de ler o debute dela, Simplesmente Ana, antes que chegasse às lojas, só para confirmar que sua verdadeira vocação é ser escritora, já que amei todos os aspectos da obra. Na sequência veio Ela é uma fera!, uma moderna releitura do clássico A Megera Domada de Shakespeare, que foi lançado exclusivamente no formato e-Book, e que serviu para reafirmar Marina como uma das grandes apostas do mercado editorial brasileiro.
Querendo ou não, qualquer livro que ela publicar agora será aguardado com altas expectativas por mim, e também por vários outros ávidos leitores, e a hora da Marina estabilizar-se e provar que não foi só uma sensação momentânea chegou com seu verdadeiro segundo livro, Azul da Cor do Mar. Originalmente intitulado O Garoto da Mochila Xadrez, a obra relata as peripécias de Rafaela Vilas Boas, uma estudante de jornalismo que nasceu em São Pedro dos Ferros, mas atualmente reside em Belo Horizonte com dois dos três protetores irmãos mais velhos. Quando mais nova, ela se viu fascinada por um garoto cuja marca registrada era sua mochila xadrez, que conheceu de vista quando estava de férias numa casa de repouso em Iriri, e desde então nunca se esqueceu desta fatídica imagem.
O destino “sorri” à Rafa quando ela consegue o estágio dos sonhos no maior veículo comunicativo do estado de Minas Gerais, a Folha de Minas, o que provoca orgulho em sua imensa família e a inveja de seus colegas de classe. Mas há um pequeno empecilho em sua jornada... Seu colega de trabalho, Bernardo, parece fazer de tudo para tornar o cotidiano no jornal o mais difícil possível, seja sabotando suas investidas jornalísticas ou apenas sendo uma “Cria de Satanás”, o que não é nada fácil já que Rafa precisa segui-lo para cima e para baixo a todo tempo, e no tempo dele, sendo sua aprendiz.
Rafa não entende todo este ódio que Bernardo tem apontado em sua direção, o que simplesmente a faz repudiá-lo mais ainda, mas será que entre tantas brigas, furos e traições reside uma história de amor única e, se não for spoiler dizer isto, “improvável”?
Como bem sei, Marina é fã das histórias “água-com-açúcar”, e Azul da Cor do Mar nada mais é que isto. Me senti assistindo a um daqueles filmes americanos de 2004 sobre jovens executivas bem sucedidas que são um verdadeiro desastre no amor, passam por poucas e boas, de situações engraçadas àquelas de arrancar lágrimas, mas que, no fim, se encontram e encontram também o cara certo. E talvez este tenha sido meu grande problema com a protagonista: eu vi nela dezenas de outras personagens unidas num único corpo, o que deveria conferir-lhe uma personalidade sem igual, mas a deixou completamente irritante! Rs.
Rafaela Vilas Boas definitivamente entrou no meu top 10 de mocinhas indefesas sem justificativa. Apesar de em poucas situações ser a dona da razão, a moça parece andar tropeçando em tudo que encontra pela frente, não tem um “desconfiômetro” lá muito forte e ainda se sente injustiçada quando certas coisas inevitáveis acontecem devido à sua negação implacável dos próprios sentimentos.
Na maioria das vezes a falta de bom senso da personagem principal consegue passar longe de infectar o andar da carruagem, mas infelizmente não foi o que aconteceu desta vez, pelo menos para mim! Rs. Num livro que tem um cenário jornalístico como pano de fundo, as coisas mais variadas acontecem a todo tempo, tais como sequestros e viagens emergenciais, e com tudo sendo guiado através da ótica confusa da Rafaela, os fatos ficaram um tanto quanto desconexos e o romance principal, que prometia ser explosivo, acabou se tornando meras trocas de farpas aqui e acolá, às vezes sem qualquer sentido, com uns beijos roubados mais perto do final. Uma das poucas coisas que me fizeram simpatizar ao menos um pouco com a Rafa foi ela ser um reflexo literário da autora (sem a parte confusa, é claro), com sua fama de ser fashion e por ser “da roça”, não de um jeito pejorativo, rs.
Sendo um romance romântico com elementos do chick-lit, eu sabia que o livro seria previsível, tanto que este nem foi meu problema, mas sim sua improbabilidade. Tudo pode acontecer, afinal, a autora é quem comanda os fatos, e não é nem questão de fulano de tal ser quem realmente é, mas sim as páginas finais, que para mim se mostraram tão confusas e inexplicáveis quanto algumas das ações da protagonista. Fora que fiquei tentando entender, em mais de 300 páginas, como um simples menino bonito que uma adolescente viu num dia qualquer numa praia conseguiu marca-la para a vida toda. Mas é Rafaela Vilas Boas, né? Hahaha.
Fora isso, a escrita de Marina continua i-m-p-e-c-á-v-e-l. Sério. Novamente, não é por ela ser minha professora e eu querer puxar o saco, afinal se quisesse fazer isto não estaria sendo sincero agora, mas é realmente delicioso ler o livro, mesmo com as idas e vindas da narrativa, e é por isso que sei que amarei futuros trabalhos dela! Mas não dá para amar tudo, né? Existem outros autores que adoro que escreveram verdadeiras obras-primas e, ao mesmo tempo... Bom, livros que passaram longe de ser verdadeiras obras-primas. E se eu não gostei tanto assim, porque sim, eu gostei de alguns aspectos, é quase certo que você irá adorar! Sou conhecido por ser do contra. Hahaha.
É isso por enquanto, gente. Aposto que achavam que eu só voltaria com uma nova resenha lá pro fim do mês, né? Rs. Até a próxima!

Aprilynne Pike - Asas (Série Fadas #1)

Asas
Título: Asas
Autor(a): Aprilynne Pike
Editora: Bertrand Brasil
Gênero: Infanto-Juvenil/ Fantasia
Ano: 2011
Nº de Páginas: 287
Avaliação: 
Laurel foi encontrada na porta da casa de seus pais adotivos e sempre estudou com a mãe. Aos quinze anos, após se mudar para uma nova cidade e se matricular em uma escola, sua vida muda completamente. Para começar, desde sempre solitária, ela ganha um grupo de amigos e um admirador apaixonado, David. E isso será apenas o início. À primeira vista, Laurel é uma garota comum, com os problemas de qualquer adolescente. O que a diferencia, porém, é ter um segredo maravilhoso e perigoso: ela é uma fada e tem a missão de proteger o portal de Avalon.

Quanto tempo desde que publiquei minha última resenha! Estava sentindo falta de sentar à frente deste computador com esta tela em branco esperando para ser preenchida com todas as minhas forças! Espero que tenham entendido os motivos que me levaram a me ausentar do blog por esses dois meses inteiros... Os problemas ainda são problemas, mas, espero, vão se resolver! Qualquer dia desses eu conto mais sobre eles para vocês! Por enquanto, vamos ao que muitos de vocês esperavam... A quarta resenha do ano! Rs. Estou sentindo tanta, tanta, tanta vergonha por só ter lido quatro livros até agora em 2014. Mas a vida é incontrolável, certo? O jeito é retomar o tempo perdido agora, rs.
Nesse tempo que fiquei longe do blog, comecei a ler um número infinito de livros para não terminar um sequer! E isso é horrível. É como se nunca estivesse satisfeito com as histórias. Então, recorri ao gênero que sempre faz renascer em mim a paixão pela leitura, justamente por ter sido o primeiro com o qual me identifiquei: o infanto-juvenil. Na minha estante há vários exemplares não lidos e inseridos nesta área, mas optei por Asas, primeiro da série Fadas, de Aprilynne Pike, por ser um livro que estava praticamente dormindo na lista de espera há, literalmente, anos, e por ter o tipo de enredo que seria perfeito para começar o meu ano de leituras de vez. Não estou ignorando os três livros lidos anteriormente, só soando mais poético, rs.
Em Asas, romance de estreia da Aprilynne, conhecemos Laurel, uma jovem de quinze anos que acabou de se mudar com os pais para uma nova cidade, e que enfrentará uma série de mudanças inesperadas, algumas normais, outras nem tanto... Primeiramente, Laurel nunca estudou numa escola. Sempre foi educada em casa pela mãe, e seu maior desafio inicialmente é se enturmar no colegial, mesmo com a amizade de David, o garoto bonitinho que empenha-se tanto em agradá-la. Mas algo totalmente incomum e que torna todo o resto irrelevante acontece: uma flor começa a crescer em suas costas. Sim, uma flor, e que remete muito à asas! Não fazendo mistério, e não soltando nenhum spoiler, fiquem tranquilos, Laurel logo descobrirá através de Tamani, um elfo que vive escondido na antiga propriedade de sua família, que é uma fada, inserida no mundo humano com um importante propósito: o de proteger o portal para Avalon, o reino das fadas.
Obviamente, a obra não é muito diferente de todas as outras do gênero, e não vou perder tempo citando o já clássico triângulo amoroso, a mocinha indefesa e confusa e o "mimimi" adolescente que consegue soar agradabilíssimo mesmo após toda a minha experiência com a leitura em geral. Como o primeiro de uma série, Asas é um livro basicamente introdutório. Em algumas séries isto não é ruim, mas nesta senti que faltava aquele "algo" para complementar a narrativa e ao menos instigar o leitor a ler os outros imediatamente; aquele famoso "cliffhanger" que te faz pular para o próximo volume sem ao menos piscar.
Ainda assim, foi interessante conhecer as fadas de Aprilynne Pike, que na verdade são plantas super evoluídas e que se reproduzem através da polinização, como outras plantas normais! Louco e ultra legal, não é? É claro, espero que Encantos, Ilusões e Destinos, os outros da série, se mostrem mais que levemente curiosos, mas isso só saberei lendo, não é mesmo? Hahaha. Acho que é isto por enquanto (sim, sem quotes marcados desta vez). Como estava sentindo falta do blog, de resenhar, e, principalmente, de vocês! Prometo fazer de tudo para não demorar tanto de agora em diante. ♥

Trudi Cavanan - O Clã dos Magos (A Trilogia do Mago Negro #1)

O Clã dos Magos
Título: O Clã dos Magos
Autor(a): Trudi Canavan
Editora: Novo Conceito
Gênero: Fantasia
Nº de Páginas: 446
Ano: 2012
Avaliação: 
Todos os anos, os magos de Imardin reúnem-se para purificar as ruas da cidade dos pedintes, criminosos e vagabundos. Mestres das disciplinas de magia, sabem que ninguém pode opor-se a eles. No entanto, seu escudo protetor não é tão impenetrável quanto acreditam.

Primeiro livro de 2014! Yay! Gosto de começar o ano com coisas novas, para manter a cabeça fresca, e só retomar as séries que já acompanho mais para frente, e foi por sua mágica premissa e as bonitas capas da trilogia que me decidi por O Clã dos Magos, da australiana Trudi Canavan. Algumas resenhas que li esporadicamente internet afora e o fato de ser uma das sagas do gênero mais bem sucedidas da última década também acabaram me influenciando.
A história se passa num universo paralelo ao nosso, mais especificamente em Imardin, capital do reino de Kyralia, e tem como protagonista Sonea, uma garota pobre que vive com os tios e, ao lado de outros favelados como ela, compartilha um ódio mútuo pelos magos, que todo ano reúnem-se para realizar a cerimônia da Purificação, em que todos os mendigos, criminosos ou pobres em geral são expulsos do círculo interno e mandados de volta às favelas, para, como o nome anuncia, "limpar" a cidade.
Sonea nunca concordou com o processo, e sempre amaldiçoou o clã dos magos e a realeza por tratarem as classes menos abastadas com tamanho desprezo, e é numa dessas infames Purificações que ela, movida pela raiva gerada por uma vida de injustiças, atira uma pedra no escudo de proteção dos magos. Inesperadamente, a pedra atravessa a barreira, atingindo a cabeça de um deles e o deixando inconsciente. Sonea sabe que este é um feito impossível, a não ser que ela tenha poderes ocultos e seja também uma maga.
Magos usualmente provém das famílias mais ricas de Imardin, e Sonea descobre ser uma daquelas raras pessoas com linhagem mágica que vivem nas favelas. A partir da constatação deste fato, sua vida começa a mudar imprevisivelmente. Ela precisa confiar nas pessoas certas, mas como fazer isso quando não pode confiar em si própria e em seus poderes?
O Clã dos Magos é um daqueles livros que parecem não ter planejamento algum, o que pode ser tanto bom quanto ruim. Dividida em duas partes, a narrativa, apesar de imprevisível, se arrasta bastante pelas primeiras 230 páginas, que tratam exclusivamente da fuga de Sonea do clã, o que poderia ser reduzido sem dó para 150 páginas. As coisas ficam mais interessantes perto da reta final, quando Sonea descobre mais sobre o clã e alguns de seus segredos sombrios, mas este primeiro volume não é nada senão, basicamente, introdutório. Sinto que a verdadeira ação acontecerá nos outros, A Aprendiz e O Lorde Supremo, e é claro que, após o instigante final de O Clã dos Magos, terminarei a trilogia! Se o Skoob oferecesse a opção de avaliação com estrelas parciais, o livro levaria na verdade três e meia, e não apenas três.

Amy Plum - Morra por Mim (Revenants #1)

Morra Por Mim
Título: Morra por Mim
Autor(a): Amy Plum
Gênero: Infanto-Juvenil
Nº de Páginas: 424
Ano: 2013
Avaliação: 
Depois que seus pais morrem em um acidente de carro, Kate e sua irmã, Georgia, vão morar com os avós em Paris. Enquanto Georgia encontra na balada a cura para sua tristeza, Kate é mais introspectiva e se recusa a sair e se divertir, até resolver ir para um café com seus livros para tomar um pouco de sol. Ela conhece Vincent, um belo e misterioso garoto parisiense. Ao se relacionar com o menino e descobrir sua história, Kate tem que escolher entre deixar sua paixão de lado e seguir a vida em segurança, e assumir seus sentimentos e toda a complicação que seria namorar alguém imortal e com inimigos, e mudar para sempre sua vida.

Minhas resenhas estavam cada vez mais escassas, e fazia já algum tempo que sentia prazer em escrever uma delas, mas fico feliz que as coisas estão mudando agora! Incrível como uma única crítica abre seus olhos para tudo que estava errado... Enfim! Estou aqui hoje para falar de Morra por Mim, primeiro da série Revenants (que é "Fantasmas" traduzido do francês), uma série YA escrita por Amy Plum que já foi publicada em oito países e figura na lista de best-sellers do Reino Unido. Eu conhecia as lindas capas de Revenants antes mesmo que a série chegasse ao Brasil, e vibrei (literalmente) quando a Farol Literário decidiu investir nos livros! ♥
Utilizando da fórmula que funciona em qualquer livro do gênero, e que eu inclusive adoro, Amy nos introduz a uma protagonista que está enfrentando significativas mudanças e um turbilhão de emoções em sua vida. Após a morte dos pais num acidente de carro, Kate e sua irmã Georgia mudam-se para a casa dos avós em Paris, onde, em meio ao cenário estonteante da Cidade das Luzes, ela tenta juntar os pedaços do coração partido e seguir em frente. Normalidade se torna uma palavra inexistente no vocabulário de Kate assim que ela conhece Vincent, o trágico bad boy francês que instantaneamente captura sua atenção. Kate tenta se fechar ao mundo de Vincent e tudo o que seus segredos imortais lhe implicam, mas percebe que é tarde demais quando se apaixona e não consegue mais se ver longe dele sem desperdiçar talvez sua única chance de ser feliz novamente.
"Eu sabia que existia algo diferente em Vincent. Eu tinha sentido isso, mesmo antes de ver sua foto no obituário. Era algo distante de mim, e muito obscuro para eu conseguir entender. Então eu ignorei. Mas agora vou descobrir quem ele é."
Quantas vezes vocês já se depararam com esta mesma premissa antes de começarem um novo romance infanto-juvenil? Inúmeras, não é? Não importa o quão repetitivo o tema imortalidade tenha se tornado, ainda somos atraídos por ele, afinal quem não quer um amante ou uma amante jovem, perfeito(a) por dentro e por fora e que te protege de todos os inimigos e empecilhos que porventura aparecem em seu fictício universo sobrenatural? Aqui, a coisa é exatamente assim:

Cara bonitão e imortal + garota desajustada e infeliz + Paris + amor eterno
Luta entre o bem e o mal =
Morra por Mim

E aí eu pergunto: tem como não funcionar, outra vez? Rs. Morra por Mim pode até não deixá-lo ansioso pelo próximo volume de Revenants, mas é um bom entretenimento relâmpago, e depois das decepções que ando tendo, não espero mais que isto de um livro. A Farol está inclusive de parabéns pela edição nacional, com a "falsa" capa, os ornamentos em cada início de capítulo e tudo o mais! É claro que lerei os outros, porque minha impressão é que daqui pra frente as coisas só vão esquentar!!

Jay Asher - Os 13 Porquês

Os 13 porquês
Título: Os 13 Porquês
Autor(a): Jay Asher
Editora: Ática
Gênero: Suspense
Nº de Páginas: 256
Ano: 2009
Avaliação: 
Ao voltar da escola, Clay Jensen encontra um misterioso pacote com várias fitas cassetes. Ele ouve as gravações e se dá conta de que foram feitas por uma colega de classe que cometeu suicídio duas semanas antes. Nas fitas, ela explica que 13 motivos a levaram à decisão de se matar. Clay é um deles. Agora ele precisa ouvir tudo até o fim para descobrir como contribuiu para esse trágico acontecimento.

Os 13 Porquês nunca foi um título que me chamou a atenção antes deste ano. Perdi a conta das vezes que já me deparei com ele internet afora, e nunca sequer tive a curiosidade de ler a sinopse ou dar aquela pesquisadinha básica sobre o autor no Google. O que é irônico, porque fiz essas duas coisas com O Futuro de Nós Dois, outro livro do Jay Asher (em parceria com uma tal de Carolyn Mackler), e descobri que Os 13 Porquês é desse mesmo autor! Rs. Só então deixei essa birra velada de lado, e, como gosto de ler livros lançados por um mesmo autor na ordem cronológica, decidi dar uma folheada em Os 13 Porquês antes de cair matando no verdadeiro pote de doces!
"Mas não dá para fugir de si mesmo. Não dá para tomar a decisão de deixar de se ver para sempre. Não dá para tomar a decisão de desligar aquele ruído dentro da sua cabeça."
O livro em si não é tão complexo como eu pensei que fosse. É a simples história de Hannah Baker, uma adolescente que cansou de ser usada e mal-compreendida pelos outros e decide se matar. Mas antes, ela faz uma série de gravações em sete fitas-cassetes (aquelas antigas, que tinham um lado "A" e um lado "B"), com as treze razões que a levaram a cometer suicídio. Por algum motivo desconhecido, as tais fitas chegam às mãos de Clay Jensen, o último garoto com quem Hannah se envolveu romanticamente, e aparentemente um dos culpados por sua morte. A princípio, Clay fica confuso sobre sua parcela de culpa naquilo, sendo que nunca fez nada de mal para ela, mas à medida que os relatos de Hannah avançam, ele aprende que não é preciso necessariamente querer para se tornar parte da ruína de alguém. Quando o Clay colocar as incriminadoras fitas para tocar, desista, porque você não vai conseguir desgrudar do livro até terminá-lo!
"Você não pode interromper o futuro, nem modificar o passado. O único jeito de descobrir este segredo é apertando o play."
Assim com o protagonista, você quer entender o envolvimento dele naquilo, e a narrativa de Hannah é inebriante demais para ser ignorada! O enredo é muito bem construído, com o passado e o presente se alternando a todo tempo, de forma que, em certo ponto, você até esquece que Hannah está morta e sua onipresente voz na verdade vêm de um toca-fitas antiquado! Talvez por isto - e a animação crescente que tomava conta de mim à medida que as páginas voavam - eu tomei um baita banho de água fria no final! Com o ritmo tenso da leitura, eu esperava um fim no mínimo chocante, daqueles que te deixam sem fala por minutos a fio! E tudo que ganhei foi um insatisfatório anti-clímax, que me fez querer apertar o pescoço do autor por ter me feito chegar até aquele ponto por nada!! Para mim, isso fez o livro perder grande parte de sua graça... Espero que, em O Futuro de Nós Dois, a experiência seja um pouco mais diferente.

Kate O'Hearn - Pegasus e o Fogo do Olimpo (Olimpo em Guerra #1)

Pegasus e o Fogo do Olimpo
Título: Pegasus e o Fogo do Olimpo
Autor(a): Kate O'Hearn
Editora: LeYa
Gênero: Aventura
Nº de Páginas: 294
Ano: 2011
Avaliação: 
Skoob
Quando Pegasus, o majestoso e mitológico cavalo alado, é atingido por um raio e cai em seu terraço durante uma violenta tempestade que deixa Nova York no escuro, a vida da jovem Emily transforma-se em uma lenda. Buscando ajuda para tratar os graves ferimentos de Pegasus, Emily recorre ao garoto estranho da escola, Joel. Trabalhando juntos, eles rapidamente descobrem que o cavalo alado tem mais do que ferimentos da tempestade.

Como muitos de vocês, sou fascinado por mitologia grega! Já li Percy Jackson e uma infinidade de livros e artigos sobre as lendas, mas, desde o início, senti que Pegasus e o Fogo do Olimpo não era um livro que eu deveria ler num futuro próximo! Sempre estive ignorando-o em minhas raras idas às livrarias físicas, até que chegou março, e a Tati, que cuida das relações dos blogs parceiros com a LeYa, me apresentou as opções de resenha para o mês, e voilà, lá estava Pégasus e o Fogo do Olimpo! Nada na lista tinha chamado minha atenção, então não dei ouvidos ao meu sexto sentido de leitor e pedi o livro, até porque estava órfão de uma boa aventura e queria suprir minha necessidade de mais e mais mitologia!
Na obra, nos deparamos com a história fantasiosa do cavalo alado Pegasus, que foge do Olimpo quando os deuses são atacados e escravizados por brutais monstros chamados Nirads, e cai ferido no terraço de Emily, uma humana órfã de mãe que reside com o pai policial na conturbada Manhattan. Emily e Pegasus logo desenvolvem um laço especial, e para curar o garanhão e garantir que ele complete sua missão de salvar ambos os mundos, pede o auxílio de Joel, o garoto brigão de sua classe. Logo, as duas crianças tornam-se uma parte importante desta empreitada, repleta de perigos, monstros, criaturas míticas e, principalmente, muita aventura!
Isso sendo algo positivo ou negativo, Pegasus e o Fogo do Olimpo foi exatamente o que eu esperava: um livro bom, mas que não me fez avançar furiosamente as páginas para descobrir o que iria acontecer em seguida, com a dose certa de perigo e ação, para se adequar à faixa etária de 12 anos, e um final satisfatório, sem maiores surpresas e com grande parte dos problemas solucionados. É um livro "ok", mas certamente eu não o indicaria a um amigo. Como vocês devem ter percebido, Pegasus e o Fogo do Olimpo não é volume único, e ainda estou indeciso se continuarei lendo ou não! Se Kate O'Hearn for mais espontânea e trouxer verdadeiras surpresas no próximo... Quem sabe? Ainda assim, este é um prato cheio para os fãs de mitologia, e alguém, digamos assim, mais novo, poderá apreciá-lo muito mais do que eu! Rs.

Ali Cronin - Dizem por Aí (Garota ♥ Garoto #2)

Dizem Por Aí
Título: Dizem por Aí
Autor(a): Ali Cronin
Editora: Seguinte
Gênero: Infanto-Juvenil/ Romance
Nº de Páginas: 282
Ano: 2013
Avaliação: 
Ashley sempre foi a mais descolada da turma. Aquela garota que sabe o quer - festas e mais festas - e que, diferente das amigas, nunca gastou seu tempo sonhando com príncipes encantados. Mas tudo muda quando, um dia qualquer, ela vai ao cinema com sua melhor amiga e conhece Dylan: um garoto lindo, um pouco quieto, de olhos verdes e cabelos incríveis que acaba grudando na cabeça dela. Ashley só consegue pensar naqueles jeans justos, no ar meio desinteressado, nas pernas finas... O efeito é devastador. Mas cada vez que eles se encontram, Dylan tem uma reação diferente: quando estão sozinhos, se dão bem e conversam como amigos; quando se veem nas festas, o garoto a evita. Será que isso é só timidez? Ou na verdade ele tem vergonha de ficar ao lado de uma menina como ela?

Dizem por Aí é o segundo livro da série Garota ♥ Garoto da britânica Ali Cronin (que também adaptou o famoso seriado Skins para os livros), que traz como protagonistas seis adolescentes ingleses com seus próprios problemas pessoais e vida sexual ativa. A cada volume, um deles assume as rédeas da narrativa. No primeiro livro, Nada é Para Sempre (leia aqui a resenha), acompanhamos Sarah e seu conturbado romance com Joe, um londrino que estava ficando com ela apenas por diversão, o que, é claro, não era o que ela pensava. Em Dizem por Aí, quem narra os acontecimentos é Ashley Greene (sim, ela tem o nome da famosa atriz da série Crepúsculo! Rs). Ashley é daquelas com um gênio forte: é a mais festeira e engraçada do grupo, não se dá muito bem com a mãe e principalmente a irmã mais velha, Sasha, e não vê o problema em transar com o maior número de garotos possível em uma só noite. Afinal, ela é jovem.
Ashley nunca foi de ligar muito para o que os outros diziam sobre ela, até o dia em que transa (sem saber, claro) com o namorado de uma das rainhas do colegial e ganha a fama de vadia. Isto na pior época possível, quando finalmente começa a se interessar realmente por um cara. Dylan é meigo, tímido, lindo de morrer e usa jeans apertados comprometedores, e é claro que Ashley não o deixou escapar à sua mira. Mas com todos os rumores que estão rolando envolvendo o seu nome e com sua personalidade auto-destrutiva, irá Ash abandonar o passado e se permitir, enfim, ser amada?
"A propósito, caso esteja pensando quem é essa metida que se ama tanto assim?, a resposta é: basicamente, eu não me amo. Não tenho qualquer ilusão no que se refere a meninos e sexo. (…) O que os meninos querem de mim e o que eu quero (da maioria) deles é diversão e uns amassos. Não há nada de errado nisso."
Apesar de não desviar muito da proposta de romance adolescente do primeiro livro, eu gostei mais deste do que do outro, muito em parte pela nova e desafiadora protagonista, tão diferente da "chatonilda" e ingênua da Sarah!! Rs. O livro também me deixou mais próximo de cada um dos seis personagens. No primeiro, eu os tinha sentido mais distantes e não tão unidos quanto agora. O relacionamento de Ash com a irmãzinha é uma fofura e foi outro ponto alto! Já o rolo com o Dylan não me convenceu muito!! Rs. Eu desejava mais beijos e palavras trocadas, mas tudo bem. Alguns conflitos também não foram solucionados, como a rixa entre Ashley e Sasha, e espero que os próximos volumes tragam algum tipo de conclusão! A coisa boa desta série é que a Seguinte está lançando os volumes em curtos intervalos de tempo, de modo que não precisamos esperar meses a fio para ler o próximo. O terceiro, Três é Demais, está para ser lançado, e este tem como protagonista Cass, a outra cega com outro namorado babaca. Mesmo assim, estou curioso! Rs.