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Kate O'Hearn - Pegasus e o Fogo do Olimpo (Olimpo em Guerra #1)

Pegasus e o Fogo do Olimpo
Título: Pegasus e o Fogo do Olimpo
Autor(a): Kate O'Hearn
Editora: LeYa
Gênero: Aventura
Nº de Páginas: 294
Ano: 2011
Avaliação: 
Skoob
Quando Pegasus, o majestoso e mitológico cavalo alado, é atingido por um raio e cai em seu terraço durante uma violenta tempestade que deixa Nova York no escuro, a vida da jovem Emily transforma-se em uma lenda. Buscando ajuda para tratar os graves ferimentos de Pegasus, Emily recorre ao garoto estranho da escola, Joel. Trabalhando juntos, eles rapidamente descobrem que o cavalo alado tem mais do que ferimentos da tempestade.

Como muitos de vocês, sou fascinado por mitologia grega! Já li Percy Jackson e uma infinidade de livros e artigos sobre as lendas, mas, desde o início, senti que Pegasus e o Fogo do Olimpo não era um livro que eu deveria ler num futuro próximo! Sempre estive ignorando-o em minhas raras idas às livrarias físicas, até que chegou março, e a Tati, que cuida das relações dos blogs parceiros com a LeYa, me apresentou as opções de resenha para o mês, e voilà, lá estava Pégasus e o Fogo do Olimpo! Nada na lista tinha chamado minha atenção, então não dei ouvidos ao meu sexto sentido de leitor e pedi o livro, até porque estava órfão de uma boa aventura e queria suprir minha necessidade de mais e mais mitologia!
Na obra, nos deparamos com a história fantasiosa do cavalo alado Pegasus, que foge do Olimpo quando os deuses são atacados e escravizados por brutais monstros chamados Nirads, e cai ferido no terraço de Emily, uma humana órfã de mãe que reside com o pai policial na conturbada Manhattan. Emily e Pegasus logo desenvolvem um laço especial, e para curar o garanhão e garantir que ele complete sua missão de salvar ambos os mundos, pede o auxílio de Joel, o garoto brigão de sua classe. Logo, as duas crianças tornam-se uma parte importante desta empreitada, repleta de perigos, monstros, criaturas míticas e, principalmente, muita aventura!
Isso sendo algo positivo ou negativo, Pegasus e o Fogo do Olimpo foi exatamente o que eu esperava: um livro bom, mas que não me fez avançar furiosamente as páginas para descobrir o que iria acontecer em seguida, com a dose certa de perigo e ação, para se adequar à faixa etária de 12 anos, e um final satisfatório, sem maiores surpresas e com grande parte dos problemas solucionados. É um livro "ok", mas certamente eu não o indicaria a um amigo. Como vocês devem ter percebido, Pegasus e o Fogo do Olimpo não é volume único, e ainda estou indeciso se continuarei lendo ou não! Se Kate O'Hearn for mais espontânea e trouxer verdadeiras surpresas no próximo... Quem sabe? Ainda assim, este é um prato cheio para os fãs de mitologia, e alguém, digamos assim, mais novo, poderá apreciá-lo muito mais do que eu! Rs.

Kate Ellison - O Enigma da Borboleta

O Enigma da Borboleta
Título: O Enigma da Borboleta
Autor(a): Kate Ellison
Editora: LeYa
Gênero: Infanto-Juvenil/ Policial
Nº de Páginas: 312
Ano: 2013
Avaliação: 
Skoob
Um suspense eletrizante onde qualquer movimento em falso pode ser fatal. Penélope Marin, ou simplesmente Lo, é uma adolescente um tanto incomum – ela sofre de transtorno obsessivo compulsivo, que ficou mais intenso depois da morte de seu irmão Oren. Além disso, Lo adora colecionar bibelôs, mesmo que tenha que roubá-los (Ela também tem traços de cleptomania). Num desses “resgates” – como ela mesma diz – Lo encontra uma bela borboleta, que pode ter colocado sua vida em perigo. Essa figura está ligada a um assassinato e Lo pode ser a única testemunha desse crime.

Minha história com O Enigma da Borboleta é looonga... A verdade é que eu recebi o livro no início do mês passado, e quis logo ler para validar a parceria com a LeYa. Folheei o primeiro, segundo e terceiros capítulos e parei. Ganhei/ comprei outros livros interessantíssimos e, como se atraído por vaga-lumes, fui logo devorá-los! O Enigma da Borboleta foi esquecido... Uma semana depois, vejo o livro deixado de qualquer jeito na estante - eu mesmo não lembrara de tê-lo colocado ali - e resolvo dar continuação à quebrada leitura.
A coisa não flui. Fico com preguiça de reler os primeiros três capítulos para relembrar o enredo e deixo o livro de lado novamente. Isso enquanto estava no ápice daquela momentânea e chata desmotivação para a leitura. Feito isso, o mês ia passando, e eu lia e relia o livro aos trancos e barrancos, batalhando para terminar. Se vocês olharem atentamente este post, verão que uma semana do blog não tem uma resenha sequer publicada. Até que anteontem, num ímpeto, lá que vou eu dar a'O Enigma da Borboleta sua última e definitiva chance. Não me perguntem como funciona minha cabeça, porque eu mesmo não sei responder!! Rs.
"Talvez tenha alguma coisa quando tudo acaba. Talvez tenha uma memória, uma memória da pessoa que você amou, de quando você viveu. Talvez esta seja a coisa da luz no fim do túnel, e eu estou me forçando para a frente, e a luz está forçando de volta, até que nos tornamos uma única coisa." - Penelope
Não sei se era a época ruim na qual decidi ler o livro, ou se seu começo é arrastado mesmo, pois esta foi minha impressão, mas devorei as 167 páginas restantes em poucas horas! Simplesmente não conseguia parar de ler! Toda a angústia passada com o livro durante todo o mês, no fim, valeu a pena!! Rs... Queria agradecer à Maressa do Desconstruindo as Palavras por ter me encorajado a terminar a leitura! Realmente houveram reviravoltas incríveis, e era isto pelo que eu estava ansiando!
Antes eu achava várias características da personagem irritantes: ela sofre de transtorno obsessivo-compulsivo e só se sente segura quando as coisas vêm em três ou seus divisores. Ontem percebi que isto foi o que fez o diferencial e destacou O Enigma da Borboleta dentre tantos outros do gênero. A tonalidade sombria e mórbida da narrativa de Ellison me deixou desanimado e apreensivo no início, mas, no fim, só me fez querer mais e mais do mundo quase místico e obscuro de Neverland! E, por fim, Flynt! Tem personagem melhor que ele!? Um verdadeiro artista, externa e internamente!! Rsrs...
"-Você está dormindo perto de mim agora, toda enrolada em cobertores, e parece com um delicioso sanduíche. Eu posso comê-la antes de você acordar. Só queria que você soubesse." - Flynt
Quanto ao tal "enigma da borboleta", no início e no fim não foi o que realmente chamou minha atenção... Eu tenho um sério problema com romances policiais, assim como com livros de Nicholas Sparks! Ambos são apenas uma reciclagem de outra história com outros personagens!! Rsrs... O Enigma da Borboleta, no entanto, ganhou quatro estrelinhas pelas peculiaridades que tornam o enredo especial, mas, como é possível ver pela minha quase desistência da leitura, ainda não fui arrebatado pelo gênero.

Ernest Cline - Jogador nº 1


Jogador nº 1
Título: Jogador Nº 1
Autor(a): Ernest Cline
Editora: LeYa
Gênero: Distopia
Nº de Páginas: 461
Ano: 2012
Avaliação:  
Skoob
Cinco estranhos e uma coisa em comum: a caça ao tesouro. Achar as pistas nesta guerra definirá o destino da humanidade. Em um futuro não muito distante, as pessoas abriram mão da vida real para viver em uma plataforma chamada OASIS. Neste mundo distópico, pistas são deixadas pelo criador do programa e quem achá-las herdará toda a sua fortuna. Como a maior parte da humanidade, o jovem Wade Watts escapa de sua miséria em OASIS. Mas ter achado a primeira pista para o tesouro deixou sua vida bastante complicada. De repente, parece que o mundo inteiro acompanha seus passos, e outros competidores se juntam à caçada. Só ele sabe onde vai encontrar as outras pistas: filmes, séries e músicas de uma época em que o mundo era um bom lugar para viver. Para Wade, o que resta é vencer – pois esta é a única chance de sobrevivência. A vida, os perigos, e o amor agora estão mais reais do que nunca. O Jogador nº 1 também estará nas telas pela Warner, e sua produção está sendo divulgada como o próximo AVATAR dos efeitos especiais!

Você é fã da cultura pop dos anos 80? Das bandas? Dos jogos? Dos antigos (mas charmosos) computadores, que mais pareciam caixotes? Dos filmes clássicos? Eu definitivamente sou! E isto foi um ponto marcante durante a leitura do romance de estreia do Ernest Cline! Posso afirmar que sou quase tão obcecado pela cultura geek quanto ele... Com isso, vocês já devem ter previsto a revelação bombástica que estou prestes a fazer!! Decidi sair do armário e afirmar que sou... NERD! Hahaha
Todas os problemas ambientais dos quais os geólogos vivem nos alertando acabam acontecendo em algum ponto, e a Terra torna-se um lugar miserável para se viver. O OASIS, um jogo de imersão virtual, é a válvula de escape para muitas pessoas que querem fugir da triste realidade e viver uma vida cibernética feliz. Wade Watts (ou uma versão literária de mim mesmo, rsrs) é um pré-adolescente que vive neste mundo caótico, e um dos milhões viciados no universo programado por James Halliday. Wade, como muitos outros jogadores, não se relaciona bem com indivíduos 'reais', pois passou mais da metade de sua vida logado a seu avatar, Parzival, um estudante qualquer no planeta Ludus.
O mundo é posto em alvoroço quando Halliday, criador da simulação, falece, deixando para trás um legado bilionário... Que só será acessado pelo avatar que jogar um último jogo: a corrida contra o tempo pelo Easter Egg de Halliday, o objeto que, se encontrado, dará ao vencedor poderes inimagináveis dentro do jogo e, o melhor, bilhões e bilhões de dólares!! Mas a competição não será assim tão fácil... Halliday deixou pistas por todo o OASIS, e só os melhores conseguirão decifrá-las.
O jogo vira a favor de Wade quando ele encontra o Primeiro Portão, um de três que levarão ao almejado ovo. Agora, Wade está a curtos passos de conseguir tudo o que sempre sonhou e de ter uma vida digna. Mas ele não é o único nesta competição... Logo, outros nomes aparecem no placar da Caça, e perseguir um sonho já impossível torna-se uma tarefa mais árdua ainda.
Não é preciso nem ser geek para apreciar a enxurrada de informações cultural dos dourados anos oitenta e, claro, o livro. A maioria das pessoas se identificará com o mundo criado por Cline de uma maneira ou de outra. Quem nunca quis ser capaz de, com o aperto de um único botão, desligar-se do mundo real para viver uma vida paralela, sem as incumbências cotidianas e todos os estressantes problemas? A simulação no livro serve como um espelho de nossa caótica realidade, e não enxergo a existência de um possível 'OASIS' futuro como impossível... Ernest Cline propõem uma profunda reflexão sobre os avanços tecnológicos e o intelecto humano, e tudo sem tornar a coisa cansativa.
Jogador nº 1 é aventura do início ao fim, e é super fácil imaginar a maioria das cenas, uma vez que são inspiradas em filmes, jogos e músicas da década de 1980. Só para constar, devo ter me deparado com todas as relíquias mencionadas ao longo do livro, então estou me sentindo aqui por ser um NERD assumido. Rsrs...
Foi com um grande aperto no peito que me despedi do OASIS e de seus amados avatares quando virei a última página. Porque, como muitos erroneamente pensam, Jogador nº 1 não é uma série. Ou pelo menos não por enquanto... E, até que Cline, nosso Halliday da realidade, anuncie uma sequência, teremos de nos contentar com a longa e torturante espera pela adaptação cinematográfica!

George R. R. Martin - O Festim dos Corvos (As Crônicas de Gelo e Fogo #4)

O Festim dos CorvosEditora: LeYa
Nº de Páginas: 644
Ano: 2012
Avaliação: 
Skoob
Enquanto os senhores do Norte lutam incessantemente uns contra os outros e os Homens de Ferro estão prestes a emergir como uma força implacável, a rainha regente Cersei tenta manter intacta a força dos leões em Porto Real. Os jovens lobos, sedentos por vingança, estão dispersos pela terra, cada um envolvido no perigoso jogo dos tronos. Arya abandonou Westeros rumo a Bravos, Bran desapareceu na vastidão enigmática para além da Muralha, Sansa está nas mãos do ambicioso e maquiavélico Mindinho, Jon Snow foi proclamado comandante da Muralha mas tem que enfrentar a vontade férrea do rei Stannis e, no meio de toda a intriga, começam a surgir histórias do outro lado do mar sobre dragões vivos e fogo... Quando Euron Greyjoy consegue ser escolhido como rei das Ilhas de Ferro, não são só as ilhas que tremem. O Olho de Corvo tem o objetivo declarado de conquistar Westeros. E o seu povo parece acreditar nele. Mas será ele capaz? Em Porto Real, Cersei enreda-se cada vez mais nas teias da corte. Desprovida do apoio da família e rodeada por um conselho que ela própria considera incapaz, é ainda confrontada com a presença ameaçadora de uma nova corrente militante da Fé. Como se desenvencilhará de um tal enredo? A guerra está prestes a terminar, mas as terras fluviais continuam assoladas por bandos de salteadores. Apesar da morte do Jovem Lobo, Correrrio ainda resiste ao poderio dos Lannister, e Jaime parte para conquistar o baluarte dos Tully. O mesmo Jaime que jurara solenemente a Catelyn Stark não voltar a pegar em armas contra os Tully ou os Stark. Mas todos sabem que o Regicida é um homem sem honra. Ou não será bem assim?

George R. R. Martin - A Tormenta de Espadas (As Crônicas de Gelo e Fogo #3)


A Tormenta de EspadasTítulo: A Tormenta de Espadas
Autor(a): George R. R. Martin
Editora: LeYa
Gênero: Fantasia
Nº de Páginas: 884
Ano: 2011
Avaliação:  
A tormenta de espadas, o terceiro livro da série de George R. R. Martin, onde os Sete Reinos já sentem o rigoroso inverno que chega, mas as batalhas parecem estar mais cruéis e impiedosas. Enquanto os Sete Reinos estremecem com a chegada dos temíveis selvagens pela Muralha, numa maré interminável de homens, gigantes e terríveis bestas, Jon Snow, o Bastardo de Winterfell, que se encontra entre eles, divide-se entre sua consciência e o papel que é forçado a desempenhar. Robb Stark, o Jovem Lobo, vence todas as suas batalhas, mas será que ele conseguirá vencer os desafios que não se resolvem apenas com a espada? Arya continua a caminho de Correrrio, mas mesmo alguém tão desembaraçado como ela terá grande dificuldade em ultrapassar os obstáculos que se aproximam. Na corte de Joffrey, em Porto Real, Tyrion luta pela vida, depois de ter sido gravemente ferido na Batalha da Água Negra; e Sansa, livre do compromisso com o homem que agora ocupa o Trono de Ferro, precisa lidar com as consequências de ser a segunda na linha de sucessão de Winterfell, uma vez que Bran e Rickon estariam mortos. No Leste, Daenerys Targaryen navega em direção às terras da sua infância, mas antes ela precisará aportar às desprezíveis cidades dos escravagistas. Mas a menina indefesa agora é uma mulher poderosa. Quem sabe quanto tempo falta para se transformar em uma conquistadora impiedosa? 

Finalizei nos últimos dias a leitura de A Tormenta de Espadas, terceiro volume da série As Crônicas de Gelo e Fogo, e... São tantas coisas a falar a respeito da obra, que vou apenas me deixar guiar pelo espírito crítico e ver no que dá!! Ok, vamos lá...
Westeros sangra.
A batalha dos reis parece estar chegando ao fim, mas uma ainda maior está prestes a começar... Nossos queridos personagens que nos foram introduzidos desde A Guerra dos Tronos continuam separados, construindo seus caminhos através da destruição da guerra e da distância dos familiares, mas mais decididos a seguirem seu destino que nunca. Os selvagens ameaçam derrubar a Muralha, e Jon Snow parece ser a única chance dos Patrulheiros da Noite de impedi-los. Do outro lado do mundo, Daenerys Targaryen e seus dragões preparam-se para fazer chover fogo sobre Westeros e reclamar o que é seu por direito, e lhe foi roubado pelo Usurpador: o Trono de Ferro. Interessantemente começado e eclodido por um amor proibido, o jogo dos tronos está próximo de seu desfecho. Quem ganhará esta incessante batalha? O filho do incesto, Joffrey? Robb Stark, que busca vingança pelo assassinato do pai, injustamente acusado de traição? Stannis Baratheon? Balon Greyjoy?... Ou Daenerys Targaryen?
Uma palavra a respeito da obra: traumatizante.
Porque quando os personagens se tornam meramente irrelevantes na história (até mesmo protagonistas da linha frontal), Martin passa todos na espada. Não foi diferente aqui, e provavelmente não será nos próximos volumes. Só queria alertar ao autor para ter cuidado e... Não irritar muito os leitores. Algumas mortes podemos agüentar, mas outras... Quase desisti deste livro por uma em especial. Fiquei tão abalado com o fim horrendo e desnecessário de um personagem (querido meu e claramente da maioria dos fãs), que sequer dormi direito à noite por uns bons dias. Mas, de qualquer forma, as perdas incontáveis do time dos mocinhos é compensada pela caída de alguns vilões poderosos, que nos atormentavam desde A Guerra dos Tronos. E, ironicamente, apesar de estar odiando Martin no momento por tornar sua história mais bárbara que nunca, achei este terceiro volume o melhor dos que já li. Há mais enredos a serem tecidos, mais romance, mais traições e consequentes provações, mais mortes, mais batalhas, mais magia. Agora a história não se resume apenas à batalhas nada cordiais entre reis. Tudo foi elevado a um nível sobrenatural. A clássica luta do Bem contra o Mal, mas desta vez inserida nos cruéis conceitos d’As Crônicas de Gelo e Fogo. Após três volumes, aprendi que não adianta torcer para seu personagem.
À medida que ele cumprir sua tarefa e o autor perceber que este já não têm mais utilidade para continuar a narrativa, ele o descartará, e da maneira mais fria possível. Disse anteriormente que me tornara imune às surpresas da narrativa... Bem... Martin conseguiu derrubar esta minha barreira. De novo. Além de me deixar com turbilhões de pensamentos revoltosos na cabeça desta vez. Não por causa da inconformidade com alguns acontecimentos, mas devido a um olhar mais amplo sobre o time vilão. Acabei encontrando ali pessoas... Talvez de boa índole não seja bem a expressão correta... Pessoas lutadoras. Mesmo vilões, amam, odeiam, xingam, gritam, enfim... Também são humanos. Não frios como a maioria dos vilões das outras histórias. E aí percebi outro ponto. Não há “vilões” ou “mocinhos” aqui. Apenas dois grupos em busca de um único objetivo. Sendo assim, não é possível classificar um como o mal, e outro como o bonzinho. Os grupos só querem proteger a si mesmos e às suas famílias. Não há nada de vil nisso. Embora eu ainda prefira o clã Stark
E assim, mesmo devastado com o desfecho avassalador deste volume, espero ter uma oportunidade de ler O Festim dos Corvos, quarto livro da série, logo. Já adquiri meu exemplar, mas vou dar uma parada na saga por enquanto, para... O que dizer? Esfriar a cabeça? Absorver as indesejadas mortes e as novas informações concebidas? Não sei. Apenas sei que preciso de um tempo de Westeros e suas barbáries sem fim. Quero meter a cara num romance quentinho e adolescente e me esquecer de que existe a mácula dos finais infelizes no mundo literário, à espreita, sempre prontos para morder o leitor e fazê-lo desacreditar em tudo que veio a crer desde o começo...
Incrivelmente, ainda consigo avaliar A Tormenta de Espadas em cinco estrelas.
Me chocou? Sim. E muito. Tanto que ainda estou tento problemas com relação aos sonhos. Sem exageros. Mas é ruim? Bem... Digo e repito: não se aventure a ler esta série se não têm um intelecto forte e preparado para qualquer coisa, QUALQUER COISA MESMO, que possa acontecer.

George R. R. Martin - A Fúria dos Reis (As Crônicas de Gelo e Fogo #2)

A Fúria dos Reis

Título: A Fúria dos Reis
Autor(a): George R. R. Martin
Editora: LeYa
Gênero: Fantasia
Nº de Páginas: 656
Ano: 2011
Avaliação:  
Um cometa da cor do sangue e fogo atravessa o céu. E a partir da cidade antiga de Dragonstone às margens proibidas de Winterfell, reina o caos. Seis nações lutam pelo controle de uma terra dividida e pelo Trono de Ferro dos Sete Reinos, preparando-se para o embate através de tumulto, confusão e guerra. É um conto em que irmãos conspiram contra irmão e os mortos se levantam no meio da noite. Neste lugar uma princesa se disfarça como um garoto órfão, um cavaleiro espiritual prepara um veneno para uma feiticeira traidora, e homens selvagens descem das Montanhas da Lua para devastar o campo de batalha. Com um pano de fundo incesto, alquimia e assassinato, a vitória pode chegar aos homens e mulheres possuidores do aço mais frio … e corações mais gelados. Quando há um confronto entre reis, toda a terra treme.

Achei A Guerra dos Tronos melhor. É mais surpreendente, mais original, mais saboroso de acompanhar. O livro dois não é ruim, mas é definitivamente inferior. Digo, no primeiro conhecemos os personagens, somos introduzidos às maravilhas de Westeros, à insegurança de não saber se o autor matará ou não seu personagem preferido, mesmo sendo ele um protagonista da linha frontal!! Aqui já conhecemos tudo isso, e estamos "imunes" às surpresas de Martin. Tipo, se um personagem importante ganhar também uma importante batalha e, no segundo seguinte, ter a garganta cortada do nada, enquanto dorme em sua tenta no acampamento, não choca tanto assim mais. Vamos descobrindo que é o estilo do autor, e o fato da Daenerys Targaryen ter tido míseros sete capítulos em toda a obra me deixou muito chateado!! E A Fúria dos Reis também é um livro mais... Intelectual? Repleto de adivinhas? Uma verdadeira armadilha para aqueles que estão acostumados à leituras super mornas como Harry Potter ou Percy Jackson? É literalmente como o xadrez. Aqui o autor não dá a solução para os mistérios toda mastigada, como muitos outros fazem. Ele interage com o leitor, forçando-o a participar da história, investigar, descobrir tudo por conta própria. Isso irrita às vezes... E isso ocorreu muitas vezes mais no segundo que no primeiro. Se você não é bom em dedução e está lendo sem muita atenção, sinto muito, amigo. Volte ao início do livro e tente captar os detalhes! Mas no fim, se eu fosse dar uma nota de 0 a 10, com certeza seria 9. O brilho de A Guerra dos Tronos ainda é forte aqui, o problema é que o autor resolveu explorar novos caminhos e novos lados dos personagens, como ressaltado nas três resenhas anteriores, e isso me fez estranhar um pouco... E com relação ao fim em si... Me deixou oco por dentro. Triste. Foi muita tragédia, e o time vilão continuou por cima. Eu gosto disso, mas moderadamente. Tipo, Martin não podia, não tinha o direito de matar... Hum, acho melhor parar por aqui! Rsrs.

George R. R. Martin - A Guerra dos Tronos (As Crônicas de Gelo e Fogo)

A Guerra dos Tronos
Título: A Guerra dos Tronos
Autor(a): George R. R. Martin
Editora: LeYa
Gênero: Fantasia
Nº de Páginas: 592
Ano: 2010
Avaliação:  
Quando Eddard Stark, lorde do castelo de Winterfell, aceita a prestigiada posição de Mão do Rei oferecida pelo velho amigo, o rei Robert Baratheon, não desconfia que sua vida está prestes a ruir em sucessivas tragédias. Sabe-se que Lorde Stark aceitou a proposta porque desconfia que o dono anterior do título fora envenenado pela manipuladora rainha - uma cruel mulher do clã Lannister - e sua intenção é proteger o rei. Mas ter como inimigo os Lannister pode ser fatal: a ambição dessa família pelo poder parece não ter limites e o rei corre grande perigo. Agora, sozinho na corte, Eddard percebe que não só o rei está em apuros, mas também ele e toda sua família.

Iniciei no início do mês passado a leitura do primeiro livro da septologia A Song of Ice and Fire, que foi traduzida para o português como As Crônicas de Gelo e Fogo, chamado A Guerra dos Tronos ou, na tradução livre do original, Um Jogo de Tronos. O épico best-seller se passa em uma Idade Média fantástica cujas ásperas terras recebem o nome de Westeros. Westeros é dividida em Sete Reinos, dominados pela Capital, Porto Real. Ao norte do país/mundo/continente (não é concedida essa informação), situa-se Winterfell, terra do clã Stark, liderado por Eddard Stark, o Senhor de sua esposa e filhos. A vida da família está prestes a mudar com a vinda do Rei Robert de Porto Real, com o intuito de oferecer à Eddard um cargo no Conselho Real, como Mão do Rei. Mas Ned (Eddard), reconhece que Porto Real é na verdade um ninho de cobras, e que a morte da Mão anterior, Jon Arryn, assemelha-se à assassinato mais que tudo. E pior... A causadora do crime pode ter sido Cersei Lannister, a própria Rainha, e seu irmão, que é o "fiel" escudeiro do Rei, Jaime Lannister. Com essas suspeitas vindo à tona, os Stark são colocados em risco, e Eddard não vê outra saída senão encarar os leões. De espada na mão. Para salvar sua família, e também o amigo, Rei Robert, de uma morte na certa pelo clã Lannister.
Eu nunca tinha ouvido falar dessa série até o surgimento de um seriado produzido pela HBO, que ganhará sua segunda temporada ano que vem, e admito que não estava muito entusiasmado com a ideia de ler o livro, principalmente com seu tamanho. Mas, em uma de minhas inexplicáveis impulsões, comprei-o na livraria da minha cidade, e deixei-o para apodrecer em minha estante, com a promessa de lê-lo algum dia. E, logo na manhã seguinte, não tendo nada a fazer, puxei A Guerra dos Tronos de seu empoeirado canto e li o prólogo. Não preciso dizer que, depois disso, não descansei até acabar, certo? E até assumir que As Crônicas de Gelo e Fogo é a melhor coisa que já me aconteceu algum dia, ao menos no universo literário. Adorei a forma como esse novo mundo é introduzido, as milhões de possibilidades e as fortes características de todos os personagens. O clã Stark, reservado e honroso, e o clã Lannister, orgulhoso e feroz, são os protagonistas desta guerra de tronos, embora outros personagens secundários também resvalem sua importância ao decorrer do livro. Eles nos proporcionam infinitos momentos de prazer, medo, apreensão, diversão e adrenalina. Das planícies escuras e frias do Norte, até as terras ensolaradas e frutíferas do Sul, Westeros tornou-se, definitivamente, um lugar do qual não quero me despedir. Nunca mais.
A Guerra dos Tronos é um vício. Um vício de quase 700 páginas, se vocês me entendem. Rsrs.
Adorei a forma como tudo pode acontecer a todos (até mesmo as crianças pequenas não são salvas da batalha, da mutilação, da doença, do desastre...), e adquiri um carinho especial pela personagem Daenerys Targaryen. Para mim, os melhores capítulos são os dela: Dany vive com os dothraki, um povo bruto e cujo único propósito é saquear e destruir outras culturas, demonstrando assim seu ar de superioridade, e é obrigada a casar-se com o Khal, uma espécie de rei dothraki, já aos treze anos. A jovem enfrenta várias provações ao longo do livro, que a fazem amadurecer e se transformar em mulher bem antes do décimo oitavo dia de seu nome. Mas, no fim, o que mais me chamou a atenção no livro foi a ideia proposta por George R. R. Martin: não importa se os personagens são bons ou maus, se são Starks ou Lannisters, estão sempre em busca de seus objetivos, sempre perseguindo seus próprios interesses, buscando sobreviver, não importa como. Apenas o fim deixou-me um pouco triste e desapontado... O que aumentou ainda mais os pontinhos que o livro já tinha ganho!!! Simplesmente adoro finais infelizes! E neste primeiro livro os vilões ficam em vantagem, e pelo menos uma dúzia de bons protagonistas morrem (algo que eu não queria, mas que também era inevitável).
A Guerra dos Tronos é um livro para pessoas de caráter forte, que aguentam ler os detalhes da morte de uma criança de colo arrancada dos braços da mãe, chorando, e que é arremessada contra uma parede, impiedosamente, morrendo de forma cruel, desonrada e inumana. Para pessoas que suportam cenas de sexo brutais e inigualáveis, que podem envolver até mesmo o derramamento de sangue. Para os intelectos superiores... Os únicos que podem entender a rubra e sombria beleza da qual as terras de Westeros despojam. Não para adolescentes acostumados à leituras mornas como os Crepúsculos ou Harry Potters da vida, e não até mesmo para alguns adultos. Para encarar A Guerra dos Tronos, têm de se estar preparado para ler as coisas mais terríveis e, ao mesmo tempo, mais magníficas de toda a sua vida. Cada parágrafo um poema... Cada ato dos personagens, um aceleramento das batidas do coração...
Como diz o logo da série, na guerra dos tronos você ganha, ou morre. Traduzindo para a vida real: na guerra dos tronos, você ama fervorosamente ou sente repulsa com todas as suas forças.